segunda-feira, 23 de janeiro de 2012

CONVOCAÇÃO PARA OS AGENTES PENITENCIÁRIOS QUE TENHAM FORMAÇÃO QUALIFICAÇÃO PROFISSIONAL

O sindicato através do corpo jurídico, analisando os pleitos dos servidores que não foram contemplados administrativamente no enquadramento por titulação ou, entendo que a legislação em vigor, existe lacunas jurídicas. Estamos convocando os servidores para que forneçam suas documentações dos cursos de qualificação profissional com carga horária mínima de 160 horas e máxima de 300 horas para a devida análise, e posteriores medidas judiciais necessárias.
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A legislação em vigor contempla a soma de carga horária dos cursos, perfazendo até atingir o limite da carga horária especificada em lei.
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A documentação deverá ser entregue na Sede do Sindicato, na Rua do Riachuelo, nº 105, sala: 825, 8º andar, Edifício Círculo Católico, Boa Vista –Recife –PE.
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Os servidores não precisarão entregar curso de graduação, somente os cursos de qualificação ou titulação.

CALENDÁRIO PRONASCI 2012




A programação e as datas informadas podem sofrer alterações
* Alunos novos e cadastrados só poderão se inscrever em um curso
** Caso o limite de 200 mil vagas não seja atingido na primeira etapa das inscrições, o aluno já cadastrado poderá solicitar inscrição em mais um curso, até o limite previsto de vagas.
*** Envio de confirmações de matrículas para todos os alunos matriculados no ciclo.
**** Período para o tutor finalizar suas atividades.

sábado, 21 de janeiro de 2012

Presídio de Igarassu: detento fabricava cachaça


Agentes Penitenciários do Presídio de Igarassu conseguiram prender anteontem, João Paulo Mário da Silva Junior, o Junior do Sapato, de 20 anos. De acordo com a polícia, o suspeito estava com 103 papelotes de maconha dentro do presídio, onde cumpre pena por tentativa de homicídio. Além da droga, os policiais encontraram mais de 30 litros de cachaça. Ainda de acordo com a polícia, a droga e a bebida estavam sendo vendidas dentro do presídio. O suspeito foi encaminhado à delegacia e autuado em flagrante.

João Paulo foi preso por tentativa de homicídio em 2010, na cidade de Vertentes, Agreste do Estado. Na ocasião, ele esfaqueou três pessoas. O suspeito negou a posse da maconha, mas assumiu que fabricava cachaça dentro do presídio e deu detalhes de como a bebida era produzida e vendida. “Essa droga não é minha. Eu assumo a cachaça e fabrico dentro da própria prisão. Coloco açúcar, fermento e abacaxi. Deixo três dias e depois tiro só o álcool. Depois engarrafo e vendo cada garrafinha por R$ 10. Agora, eu não vou assumir o que não é meu. A maconha não me pertence e foram os Agentes corruptos que empurraram para mim”, defendeu-se o suspeito.

O caso foi encaminhado ao plantão da Delegacia de Paulista, onde João Paulo foi autuado em flagrante por tráfico de drogas e depois encaminhado ao Centro de Triagem (Cotel) de Abreu e Lima. “Chegou esse caso aqui na delegacia onde foi trazido o suspeito. Os Agentes disseram que ele estava dentro do presídio com 103 papelotes de maconha, traficando e fabricando cachaça. Ele está sendo autuado em flagrante e sendo encaminhado ao Cotel. A Justiça deve mandá-lo de volta ao Presídio de Igarassu. Ele assumiu a bebida, mas negou a droga. Na Justiça, ele vai tentar provar que foi uma armação como está dizendo”, esclareceu o delegado Marivan Bezerra.

quarta-feira, 18 de janeiro de 2012

Bloqueador de celular do Presídio Aníbal Bruno afeta vizinhança

Moradores do entorno do Presídio Professor Aníbal Bruno, localizado no bairro do Sancho, Zona Oeste do Recife, reclamam que desde que foram instalados o sistema de bloqueio de sinal telefônico dentro do presídio, problemas com seus aparelhos celulares são frequentes. As reclamações vão desde ligações que falham até as que caem durante a conversa.
O sistema de tecnologia israelense instalado dentro do presídio impede que o sinal telefônico chegue à unidade num raio de 500 metros, criando, com isso, um campo magnético. A ideia com a implantação do dispositivo, segundo a assessoria de Imprensa da Seres, é inibir a comunicação entre os mais de quatro mil detentos do Aníbal com a área externa. Atualmente, o equipamento está em uso em 80 países. No Brasil, Pernambuco é pioneiro com a iniciativa.

segunda-feira, 16 de janeiro de 2012

Jornada de trabalho real diminui no Brasil. E a dos Asp's?

O Censo 2010 do IBGE mostra que o percentual de brasileiros que trabalham mais de nove horas por dia caiu de 44% para 28% entre os anos 2000 e 2010.
Em números absolutos, isso significa que, no intervalo de uma década, 5 milhões de brasileiros que trabalhavam mais de 45 horas por semana reduziram sua jornada de trabalho.
Hora extra
No mesmo período cresceu a proporção de brasileiros que trabalham menos de 14 horas por semana, ou menos de três horas por dia.
Os dados do IBGE também mostram que mais de 20 milhões de brasileiros ingressaram no mercado de trabalho nos últimos dez anos. Outro dado significativo é que os funcionários sem carteira de trabalho caíram de 24% para 18%, o que ajuda a explicar a redução da jornada real de trabalho, uma vez que os patrões se atêm à jornada oficial para evitar pagar hora extra.
Exceto para os Agentes Penitenciários de Pernambuco, que teve aumento na sua jornada de trabalho sem ganhar nenhum centavo por isso.

Pernambuco: governo quer "privatizar" a segurança pública

É do conhecimento de todos, o recrutamento de pessoas que estão sendo avaliadas (curricularmente) pela empresa RHBRASIL para exercerem a função de AGENTE DE SEGURANÇA PENITENCIÁRIA (ASP) no presídio de Itaquitinga/PE.

Todos nós sabemos que foi feito concurso público no Estado para aquela função e que 777 agentes foram bastante capacitados pelo Governo, sendo que somente 500 foram nomeados até o presente. O Governador se comprometeu a chamar os demais 277 formados até o final deste mês (janeiro) e mais 900 que também foram aprovados, mas fora das vagas e que aguardam a convocação para um novo curso de formação. Vale salientar que a lei nº 11.473/07 traz as atividades e serviços imprescindíveis da segurança pública no Brasil, e que a "guarda e custódia de presos" está prevista no art. 3º, IV. Portanto, não pode o Estado privatizar a SEGURANÇA PÚBLICA sabendo que há 1.177 ASP's concursados e que 277 destes já estão formados e aptos a trabalharem. Os Agentes terceirizados estão sujeitos ao cometimento do crime de cárcere privado previsto no Código Penal em seu artigo 148.

Itaquitinga (PE) é um Presídio de última geração, localizado na zona da Mata Norte do Estado, foi realizado mediante um contrato de financiamento da construção, administração, operação e manutenção do Centro Integrado de Ressocialização de Itaquitinga – CIR, um novo conceito de Sistema Penitenciário dentro da linha de ação do Pacto pela Vida.

É a primeira Parceria Público-Privada (PPP) do sistema penitenciário brasileiro. O CIR terá capacidade para receber 3.126 detentos. E será composto de duas unidades para regime semi-aberto, com 600 internos cada, e três unidades para regime fechado, com 642 internos cada, além de uma Administração Geral e uma Portaria Principal. Ele será construído numa área de 98 hectares e receberá investimentos no valor de R$ 287 milhões. Deste montante, R$ 230 milhões serão oriundos de um empréstimo junto ao Banco do Nordeste do Brasil – BNB.

O projeto é coisa de primeiro mundo, porém a segurança do local não ficará a cargo do Estado, pois está sendo ofertadas 707 vagas para o cargo de Agente de Controle, mas que na verdade, de acordo com o site da empresa responsável pela contratação, a nomenclatura do cargo é Agente de Segurança Penitenciária, ou seja, o mesmo que deve ser de exclusividade do Estado com provimentos mediante concurso público.

Demissão para juízes

O novo secretário da Reforma do Judiciário do Ministério da Justiça, Flávio Caetano, 41, defende mudanças na lei para possibilitar a demissão de magistrados que tiverem cometido irregularidades. Hoje, a maior pena prevista na Lei Orgânica da Magistratura, de 1979, é a aposentadoria compulsória.
'Este é um ponto que realmente tem que ser discutido. A aposentadoria não é tida juridicamente como punição. Pelo contrário, é um direito', disse Caetano nessa sexta-feira, dia em que assumiu o cargo no ministério. Antes, ele ocupava a chefia do gabinete do ministro José Eduardo Cardozo.''Punição é demissão. É a forma como alguém pode ser retirado do serviço público. Para os servidores públicos existe a demissão, não existe a aposentadoria'', afirmou.

Depen: Agentes Penitenciários denunciam irregularidades

O ministro da Justiça, José Eduardo Cardozo, determinou a abertura de processo administrativo para apurar supostas irregularidades na compra de câmeras e microfones, entre outros equipamentos de vigilância, dos presídios federais de segurança máxima de Catanduvas, no Paraná, e de Campo Grande, no Mato Grosso. Em relatório reservado, a Seção de Execução Penal informa que, das 210 câmeras de monitoramento do presídio de Catanduvas, apenas 93 estão em funcionamento. Entre os investigados está Alexandre Cabana de Queiroz, que até o início do mês passado era o diretor de Políticas Penitenciárias, o segundo homem mais importante na hierarquia do Departamento Penitenciário Nacional (Depen).
Uma das suspeitas é de que as câmeras de monitoramento interno e externo dos presídios, um dos principais instrumentos de vigilância, são produtos contrabandeados do Paraguai para o Brasil e não teriam comprovação de origem, ou seja, seriam piratas. As imagens captadas pelas câmeras são de péssima qualidade, e mais da metade delas não funciona. As falhas comprometem a segurança inclusive dos agentes federais encarregados da vigilância. Nos dois presídios está boa parte dos bandidos mais perigosos do país, muitos deles ligados a facções do crime organizado do Rio de Janeiro e de São Paulo. "As câmeras são muito ruins. Os microfones também. Precisam ser substituídos", disse o ex-diretor da penitenciária de Catanduvas Rogério Sales.
O ex-diretor deixou o cargo no mês passado depois de alertar o Ministério da Justiça sobre o caráter explosivo das falhas constatadas na vigilância do presídio. Segundo Sales, o perfeito funcionamento das câmeras é essencial para evitar eventuais fugas, rebeliões e até para assegurar a livre movimentação dos agentes dentro do presídio. As falhas foram apontadas por agentes penitenciários e confirmadas em apuração do Ministério Público e da Seção de Execução Penal de Catanduvas. Os presídios de Catanduvas e de Campo Grande foram construídos no primeiro mandato do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva e apresentados como o último modelo em termos de estrutura e tecnologia para controle de presos de alta periculosidade. As queixas começaram com os agentes locais e, por ordem da Justiça, foram encaminhadas ao ministro José Eduardo Cardozo.
Numa operação conduzida por Alexandre Cabana, o Depen contratou a empresa Segurança e Vigilância Patrimonial (CSP) para instalar a plataforma de inteligência nos presídios de Catanduvas e de Campo Grande. A partir do contrato de aproximadamente R$ 6 milhões, o departamento comprou mais câmeras que o necessário e equipamentos de qualidade duvidosa. Há a suspeita de que câmeras e microfones tenham sido comprados no Paraguai por R$ 600 mil. A empresa ainda teria apresentado atestado falso de capacidade técnica. O Depen também não fez ampla pesquisa de preços antes da contratação da CSP, uma pequena empresa que só cresceu nos últimos anos depois de uma associação com a Bosch para a instalação de equipamentos de segurança nos outros dois presídios federais, um em Mossoró e outro em Porto Velho. Apesar dos problemas, o Depen ainda fez um aditivo para aumentar o valor inicial do contrato em mais de R$ 700 mil.
Alexandre Cabana deixou o ministério em 9 de dezembro passado. A assessoria de imprensa do Ministério da Justiça disse que o processo é sigiloso e que não poderia "confirmar a investigação" sobre supostas irregularidades nos presídios federais e nem revelar nomes de eventuais investigados. Cabana é agente da Polícia Federal e deve voltar ao órgão de origem