Quinta-feira, 03 de abril de 2025

sábado, 15 de outubro de 2011

Bronca no Aníbal Bruno

Um tumulto no presídio Aníbal Bruno, localizado no bairro do Sancho, na Zona Oeste do Recife, deixou um detento com a mão decepada e outros dois feridos por volta das 19h dessa quinta-feira (13). De acordo com a assessoria de imprensa da Secretaria de Ressocialização de Pernambuco, os motivos que deram início à confusão serão apurados por meio de um procedimento administrativo.

Willames Mercias da Silva, 26 anos, se envolveu numa discussão com Carlos Henrique Batista da Silva, 22, e com Rodrigo Eustáquio Oliveira, 23, e foi agredido com golpes de faca, tendo a mão decepada. Ele foi socorrido no Hospital da Restauração (HR), no bairro do Derby, área central do Recife, onde permanece na manhã desta sexta (14). Já Carlos e Rodrigo sofreram ferimentos leves e após atendimento no HR retornaram à unidade prisional.

O caso foi registrado no Departamento de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP), onde será devidamente investigado.

Conselho Nacional de Justiça acocha juízes Pernambucanos

O coordenador do mutirão carcerário do Conselho Nacional de Justiça (CNJ) em Pernambuco, juiz Éder Jorge, vai procurar o corregedor-geral da justiça do Tribunal de Justiça de Pernambuco (TJPE) para cobrar empenho dos magistrados pernambucanos nos trabalhos. Iniciado em 16 de agosto, até sexta-feira (07/10), o mutirão só cadastrou um terço dos processos de presos provisórios.

“O sistema tem aproximadamente 11 mil presos provisórios e os juízes cadastraram apenas 3.657 processos até o momento”, afirmou o juiz Éder Jorge. Semana passada, o magistrado enviou ofício a todos os juízes com competência criminal no Estado com instruções para facilitar o cadastramento dos processos no sistema mutirão carcerário. “Infelizmente não houve resposta satisfatória até o momento”, revelou.

Alguns contratempos e problemas estruturais ajudam a entender o entrave. A 3ª Vara de Execuções Penais (VEP) de Caruaru foi criada e instalada pouco antes do início do mutirão. Com isso, a competência sobre cerca de 2,5 mil processos de execução penal da 1ª e 2ª VEP foi transferida para a vara recém-criada no interior. Assim, enquanto os trabalhos do mutirão eram iniciados, os processos estavam sendo enviados de Recife a Caruaru, que fica a 130 quilômetros da capital.

A lentidão das pesquisas no sistema do TJPE e a ausência de cálculo de penas e certidão carcerária em todos os processos também prejudicam o trabalho dos magistrados.

Na segunda-feira (10/10), o juiz Éder Jorge reuniu-se com o coordenador do mutirão indicado pelo TJPE para avaliar se será possível concluir a análise de todos os processos até a data prevista para o encerramento do mutirão, 20 de outubro. “Até o momento, cadastramos 6.376 dos processos de condenados, dentro de um universo de 9 mil, aproximadamente, a julgar pelo bom ritmo de trabalho que conseguimos estabelecer nas últimas duas semanas, acredito que seja possível", informou.