sábado, 15 de fevereiro de 2014

AGENTES PENITENCIÁRIOS APREENDEM ARMAS E DROGAS DO PRESÍDIO FREI DAMIÃO DE BOZZANO




DURANTE UMA REVISTA DE ROTINA NO PRESÍDIO FREI DAMIÃO DE BOZZANO NO COMPLEXO ANÍBAL BRUNO AGENTES PENITENCIÁRIOS APREENDERAM, FACAS ARTESANAIS, CELULARES E MACONHA.
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PAISJ: Agente e PMs irão depor sobre as mortes dos dois presos



Todos os policiais militares e Agentes Penitenciários que trabalharam durante a rebelião ocorrida na Penitenciária Agroindustrial São João (PAISJ), em Itamaracá, na última quinta-feira – cerca de 70 pessoas ao todo – serão intimados a prestar depoimento no Departamento de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP).
A delegada Lidia Barci, que foi designada especialmente para investigar o caso, recebeu ontem o inquérito instaurado logo após o registro das duas mortes e dos oito detentos feridos na confusão. “Além de ouvir os policiais militares e Agentes da unidade, vamos solicitar perícias no local e nos materiais apreendidos durante a revista feita na penitenciária”, adiantou a delegada.
O Agente Penitenciário Roger Moury assumiu a gestão no lugar do também Agente Ricardo Pereira, afastado após o motim. A principal reivindicação dos apenados era a saída do antigo diretor, que passou três meses no cargo.
Segundo a Secretaria Executiva de Ressocialização (Seres), nenhuma arma de fogo foi encontrada com os presos ou escondida na penitenciária. “A grande questão é saber de onde partiram os tiros que mataram os detentos. Para isso, estamos intimando todas as pessoas que estavam no local. Depois que identificarmos de quais armas saiu os disparos, vamos afinar as investigações para descobrir quem são os responsáveis”, explicou Lidia Barci.
O promotor da Vara de Execuções Penais, Marcellus Ugiette, formalizou o pedido de contratação imediata de 100 Agentes Penitenciários do grupo que espera nomeação. “Entreguei esse pedido a Seres, ao procurador-geral e à Secretaria de Desenvolvimento Social e Direitos Humanos”, explicou.

quinta-feira, 13 de fevereiro de 2014

Itamaracá: rebelião deixa dois mortos e dez feridos na Penitenciária Agroindustrial São João

Duas pessoas morreram e outras oito ficaram feridas durante uma rebelião na manhã desta quinta-feira (13) na Penitenciária Agrícola de Itamaracá (PAI), na Região Metropolitana do Recife. A informação foi confirmada pela assessoria de imprensa da Secretaria de Ressocialização do estado (Seres) – as dez pessoas são detentos da unidade. Segundo a assessoria de imprensa da Unidade de Pronto Atendimento (UPA) de Igarassu, dois detentos já chegaram motos à unidade, outro foi encaminhado ao Hospital Miguel Arraes, em Paulista. Não há informações sobre o estado de saúde dele.

Os presos se queixam da comida, pedem a liberação da entrada de alimentos. Eles também protestam contra o uso da tornozeleira. Do lado de fora, durante toda a manhã, foi possível ouvir barulho de tiros e bombas e havia muita fumaça saindo pelo telhado. Grupos de presos ocuparam o telhado da instituição, segurando faixa e armas caseiras, como facas, bastões com fogo e espadas. No entanto, para a Seres, não foi uma rebelião, mas um tumulto, uma vez que o estado não perdeu o controle sobre a situação, que ocorreu em apenas um dos pavilhões da unidade. Os próprios Agentes Penitenciários resolveram a situação. O Batalhão de Choque da Polícia Militar foi chamado ao local – segundo a Seres, para ajudar na revista. Tanto o Choque quanto o titular da Seres, Romero Ribeiro, estão no momento dentro da unidade prisional.
Ainda há viaturas do Corpo de Bombeiros do lado de fora. Atualmente, de acordo com a Seres, a unidade abriga 1.870 presos, mas tem capacidade para 650.

Pouco após as 11h, o secretário de Ressocialização, coronel Romero Ribeiro, saiu para conversar com os jornalistas. Sem dar muitos detalhes sobre a situação, ele garantiu que a situação já está controlada. "Tudo aconteceu há muito pouco tempo, precisamos verificar ainda. Estamos confirmando algumas coisas, reformulando outras", explicou o secretário, que não falou sobre o que vai ser feito do diretor da unidade, Ricardo Pereira. "Só depois de uma avaliação podemos dizer o que realmente aconteceu", garantiu.

terça-feira, 11 de fevereiro de 2014

Agentes da Polícia Federal anunciam paralisação

Agentes, escrivães e papiloscopistas da Polícia Federal de Brasília penduraram as algemas em protesto por melhores salários e condições de trabalho. Durante o ato, os policiais criticaram o Governo Federal, em especial o Ministério da Justiça, e marcou uma paralisação o dia para hoje.
De acordo com presidente do Sindicato dos Policiais Federais do Distrito Federal, Flávio Werneck, está havendo um “boicote” do Ministério da Justiça - ao qual a Polícia Federal é ligada - a agentes, escrivães e papiloscopistas, porque, segundo ele, outras carreiras do órgão, como peritos e delegados, vêm recebendo aumentos maiores.
O presidente da Federação Nacional dos Policiais Federal, Jones Leal, por sua vez, disse que o trabalho da Polícia Federal no combate à corrupção está incomodando. "Estamos querendo chamar a atenção da sociedade [para isso]”. “A verdadeira Operação Tartaruga está sendo feita pelo Governo Federal. Há oito anos apresentamos propostas ao Ministério da Justiça para recomposição inflacionária e definição das atribuições e até hoje não tivemos uma resposta”, completou Werneck.
       O sindicato reclama que os policiais federais não têm uma lei orgânica que reconheça suas atribuições. Werneck disse ainda que, restando quatro meses para o início da Copa do Mundo, falta planejamento em relação à segurança. “Um exemplo são os plantões no Aeroporto de Brasília. Apenas três agentes fazem os plantões, enquanto a necessidade é 18 a 20 policiais”, criticou.

sexta-feira, 7 de fevereiro de 2014

OAB discute poder de facções dentro das Unidades Prisionais



 Durante reunião de posse e início das atividades da Coordenação de Acompanhamento do Sistema Carcerário da OAB, ocorrida na tarde de terça-feira (4), a Ordem suscitou o debate em torno de um dos temas mais importantes ligados à questão penitenciária: o nível de poder das facções dentro e fora dos presídios. O mediador da atividade foi o vice-presidente do Conselho Federal da OAB, Claudio Lamachia.
Ricardo Breier, secretário-geral da OAB-RS e membro da Coordenação de Acompanhamento do Sistema Carcerário, criticou a inércia dos governos estaduais. “Há uma clara ausência de ações efetivas nos estados. É a consequência dás más gestões nos presídios, que tanto é reflexo como também se reflete na violência que assola a sociedade. Estamos, infelizmente, diante de um ciclo. O pior desdobramento disso tudo é assustador: quem determina as regras gerais são as facções. São economicamente fortes, comandam e corrompem leis”, disse.
Breier sugeriu transparência por parte das autoridades governamentais estaduais. “É urgente a necessidade de cada estado divulgar quais grupos e facções agem em cada presídio do seu território. Porque garanto que o sistema penitenciário estadual tem essa informação. Se políticas públicas não forem implantadas com urgência, estaremos num colapso ainda mais agudo”, alertou.
Maíra Fernandes, membro da Coordenação de Acompanhamento do Sistema Carcerário da OAB e do Fórum de Conselhos Penitenciários, crê que a situação chegou ao limite. “É impossível imaginarmos que pode piorar. Mas a realidade é que pode. Queremos o fim imediato dos massacres nos presídios, afinal, os detentos foram condenados à pena de prisão e não de morte. Mas apesar de perceber que os presos continuam mandando no sistema, eu já consigo enxergar uma queda de poder das facções”, opinou.
De posse da palavra, José Roberto Neves, presidente do Sindicato dos Agentes Penitenciários do Paraná (Sindarspen-PR), agradeceu ao convite do Conselho Federal da OAB. “Nosso maior diagnóstico no Paraná foi feito em conjunto com a Comissão de Direitos Humanos da OAB paranaense. Com base nos resultados e na nossa vivência, afirmo que o caso de Pedrinhas (MA) foi só o estopim de uma longa história em todo o Brasil”, disse.
Fernando Anunciação, oficial penitenciário e presidente da Federação Nacional dos Servidores Penitenciários (Fenaspen), a terceirização de mão de obra é o maior problema dos presídios. “É vergonhoso, inadmissível colocar uma empresa de vigilância para administrar o sistema penitenciário. Nada contra o vigilante, mas o preparo dele não é específico para essa lida. Os senhores, advogados, sabem o tamanho da especialização necessária para trabalhar no universo prisional”
O membro da Coordenação de Acompanhamento do Sistema Carcerário e conselheiro Gilvan Vitorino (OAB-ES),  e a presidente da Comissão do Sistema Penitenciário da OAB-TO, Ester Nogueira, também contribuíram com o debate levando ao plenário relatórios detalhados da situação carcerária em seus estados de origem.

O LADO OCULTO DA FORÇA



 
Enquanto comemoram o sucesso da parceria entre Interpol e a PF na prisão do mensaleiro condenado Henrique Pizzolato, na Itália, as autoridades policiais brasileiras ocultam uma verdade inconveniente no próprio território nacional. Até ontem à noite, a Justiça havia expedido 328.759 mandados de prisão para cumprimento em todo o País. O curioso é que a Interpol não localiza o fugitivo Paulo Maluf, escondido na Câmara dos Deputados, com mandado de prisão expedido por Nova York.
Dados do Conselho Nacional da Justiça INFORMA QUE as polícias cumpriram até ontem 222.941 mandados de prisão, mas 31.892 já expiraram desde que criado o banco de dados.
                
            
    

terça-feira, 4 de fevereiro de 2014

Filho e neta do governador Alckmin ficam no meio de tiroteio no Morumbi



O filho do governador de São Paulo, Geraldo Alckmin (PSDB), Thomaz, 30, foi cercado por criminosos e acabou no meio de um tiroteio entre os bandidos e a polícia que integra a escolta que faz a sua segurança.
Ele levava a filha de nove anos de volta para casa, à noite, na região do Morumbi, na zona oeste São Paulo. Estava em uma alça de acesso à marginal Pinheiros quando o carro à sua frente fez um cavalo de pau. Dele saltaram quatro homens que cercaram seu automóvel.
Os policiais da escolta saíram do carro que dirigiam logo atrás e deram ordem de prisão ao grupo. Começou então um tiroteio. Os homens fugiram.
O ataque aconteceu próximo ao clube Paineiras, que fica cerca de 2 km de distância do Palácio dos Bandeirantes.
Thomaz e a neta do governador foram levados para casa após o ataque.
O carro dos bandidos foi encontrado horas depois.
"Ele ia levando a filha, minha netinha, no carro. Ele dirigindo, ela atrás. Foi interceptado, o segurança reagiu e os bandidos fugiram. Vamos aguardar a investigação da polícia, para verificar se foi uma tentativa de assalto ou não, a polícia está trabalhando e nós confiamos no trabalho da polícia", disse Alckmin.
O Palácio dos Bandeirantes investiga várias hipóteses, como assalto ou até tentativa de sequestro. A SSP (Secretaria de Segurança Pública) afirmou em nota que "as circunstâncias da ocorrência estão sendo investigadas pela Polícia Civil, que não descarta nenhuma hipótese até o momento".
Fonte-folhadesaopaulo