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sexta-feira, 27 de novembro de 2015

DNA:Preso inocentemente por 16 anos

     Um juiz anulou a condenação de um homem que passou 16 anos na prisão, na Califórnia, nos Estados Unidos, por agressões sexuais depois que exames de DNA provaram que ele não cometeu os crimes. Luis Vargas chorou no tribunal nesta segunda-feira, quando o juiz disse que a evidência aponta sua inocência completa.
Segundo a rede de TV “NBC”, os advogados dele acreditam que um estuprador notório na lista dos mais procurados pelo FBI foi o responsável pelos crimes. Vargas, de 46 anos, ainda não é um homem livre por causa de seu status de imigração. Ele ficará sob custódia federal até ter seus documentos. “Eu chorava até dormir porque meu pai significa o mundo para mim”, disse a filha dele, Nunez Cristal-Vargas.
Luis Vargas foi preso em 1999 por três agressões sexuais. Ele foi condenado a 55 anos de prisão por um estupro e duas tentativas de estupro. “Este foi um caso de identificação de testemunha ocular instável. Isso acontece o tempo todo. O fator número um em condenações injustas em todo o país é a identificação equivocada”, disse o advogado Alex Simpson, do Projeto Inocência Califórnia.
Os advogados de defesa informaram que as evidências apontam para um estuprador chamado Teardrop, que a polícia acredita ser responsável por, pelo menos, 35 ataques contra as mulheres, sendo o último em 2012.

Fonte-extra


quinta-feira, 8 de outubro de 2015

STF autoriza depoimento do ex-presidente Lula na Lava-Jato

O Ministro Teori Zavascki, relator da Operação Lava-Jato no Supremo Tribunal Federal (STF), autorizou a Polícia Federal a tomar o depoimento do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva e uma série de outras testemunhas ou investigados no maior caso de corrupção da história recente do país. Além do ex-presidente, serão ouvidos outros políticos do PT e também do PMDB e do PP. O ministro ainda deu prazo de 80 dias para a conclusão das investigações e rejeitou a investigação sobre a presidente Dilma Rousseff.

Fonte-opiniao

quinta-feira, 27 de agosto de 2015

Justiça obriga governo a pagar valor descontado de salário de delegados

O Governo de Pernambuco terá que devolver valores descontados dos salários de quatro delegados que se recusaram a trabalhar durante plantões irregulares. A liminar da justiça do estado foi divulgada nesta quarta-feira, pelo juiz Breno Duarte Ribeiro da 1ª Vara da Fazenda da Capital. O valor descontado foi de 30% do total dos salários, o que corresponde a cerca de R$ 2 mil.
Os delegados Sara Gouveia, Margarete Galdino, Paollus Edwardo e Abraão Didier se recusaram a cumprir uma escala de plantão irregular, que pedia que eles trabalhassem no sábado e domingo, sem o dia obrigatório de folga. De acordo com a Associação dos Delegados de Polícia de Pernambuco (Adeppe), a escala teria sido preparada pela Chefia de Polícia da Secretaria de Defesa Social (SDS).
Ao todo, 24 delegados tiveram os salários descontados pelo mesmo motivo. A Adeppe dividiu os profissionais em seis processos, com quatro delegados cada. Esta é a segunda decisão da justiça favorável aos policiais. A primeira foi divulgada na quarta-feira passada.
Fonte-dp

sexta-feira, 10 de julho de 2015

Vereadora propõe que custo da prisão seja pago pelo condenado

       A Câmara Municipal de Curitiba encaminhou, no dia 13 de outubro, ao Congresso Nacional e à Presidência da República, requerimento da vereadora Carla Pimentel (PSC) em que ela sugere emenda ao Projeto de Lei do Senado 513/2013, que altera a Lei de Execução Penal (norma 7.210/1984). Registrado no Sistema de Proposições Legislativas com o código 043.00243.2014, o pedido sugere que "as despesas realizadas com a manutenção do condenado" sejam "ressarcidas ao Estado" por ele próprio.
"Os gastos por apenado no país circulam em torno de R$ 40 mil por ano, enquanto um aluno universitário custa em média R$ 15 mil neste mesmo período", argumenta Carla Pimentel. Segundo a parlamentar, existe uma "inversão de prioridade" em relação aos investimentos em educação e a má distribuição do dinheiro gasto no sistema prisional.
Segundo a sugestão de Carla Pimentel, o preso deve indenizar o Estado "das despesas realizadas com a sua manutenção, mediante desconto da remuneração de seu trabalho". A parlamentar cita o uso do mesmo método em países como a Alemanha e a Dinamarca, nos quais o condenado pagam pelos custos de sua prisão.
"A desoneração do Estado e da população com os custos de cada presidiário é a certeza que o cidadão de bem não será vítima do sistema", diz a vereadora. Para ela, o objetivo é que o criminoso assuma o "real custo de seus atos", diminuindo assim os gastos da União. O requerimento a outros órgãos, que não os relacionados à administração municipal, sejam eles estaduais, federais ou entidades privadas, é previsto regimentalmente.
Fonte-bondecom

quinta-feira, 2 de julho de 2015

Juízes de Pernambuco tem segundo aumento salarial este ano


Sem alarde, ao mandar o projeto concedendo a progressão funcional dos servidores do Judiciário de Pernambuco, o TJPE aproveitou para mandar em paralelo projeto de lei dando aumento para os juízes de primeira instância. O salário inicial dos magistrados é em torno de R$ 20 mil.
É o segundo aumento para a magistratura em 2015.
O objetivo é que a diferença de remuneração entre a segunda instância e a primeira instância caia para apenas 5% (cinco por cento). Atualmente, é de 10% (dez por cento).
Na prática, isso garante aos juízes de primeira instância um aumento de 5% na remuneração, além dos 14% que já garantido em recente aumento, em janeiro de 2015.
O presidente do TJPE, contudo, colocou no projeto de lei que este aumento será escalonado, em três anos. A diferença será reduzida para oito por cento (8%), em agosto de 2015; para seis e meio por cento (6,5%), em agosto de 2016 e para cinco por cento (5%), em agosto de 2017, segundo o texto do projeto de lei.
“Anote-se, neste particular, que quase totalidade dos Estados da Federação já reduziu a diferença de entrância para o mínimo permitido constitucionalmente, a exemplo dos Estados do Ceará, Piauí, Goiás, Paraná, Paraíba, Rio de Janeiro, Amapá, Espírito Santo, Acre, Mato Grosso do Sul, Maranhão, Rondônia, Rio Grande do Norte e Tocantins. No Estado de Pernambuco, aliás, no ano de 2014, foi editada Lei Estadual que reduziu a diferença entre os subsídios da carreira de do Ministério Público do Estado de Pernambuco, de dez para cinco por cento”, defendeu o desembargador Frederico Ricardo de Almeida Neves no projeto.

Pelo visto, caixa não está sendo mais problema para o TJPE.
Fonte-blogdojamildo

quinta-feira, 28 de maio de 2015

Ex-diretor da Petrobras foi condenado na Operação Lava Jato

O ex-diretor da Petrobras Nestor Cerveró foi condenado a cinco anos de prisão na Operação Lava Jato por lavar dinheiro de propina da Petrobras na compra de um apartamento de luxo no Rio.
A cobertura foi avaliada em R$ 7,5 milhões e fica em um prédio em Ipanema, no Rio de Janeiro. Ela foi comprada pela Jolmey do Brasil, subsidiária da Jolmey do Uruguai, e alugada a Nestor Cerveró por um valor abaixo do mercado.
Quando foi denunciado, o ex-diretor da Petrobras negou qualquer relação com a compra do apartamento. Mas na sentença desta terça-feira (26), o juiz Sérgio Moro concluiu que o imóvel foi comprado com dinheiro de propina de contratos da Petrobras. E que, na verdade, o dono das empresas é o próprio Cerveró.
Moro disse "não ter qualquer dúvida de que o imóvel pertence a Nestor Cerveró e que a Jolmey S/A, a Jolmey do Brasil e o contrato de locação foram expedientes fraudulentos para ocultar a real titularidade do bem".
O juiz Sérgio Moro também determinou que o imóvel seja vendido e o dinheiro devolvido à Petrobras. Cerveró deve cumprir a pena de cinco anos inicialmente em regime fechado.
Nestor Cerveró, que é réu em outro processo da Lava Jato, está preso desde janeiro em Curitiba. Ele pode recorrer da sentença, mas deve permanecer na cadeia. O juiz Sérgio Moro considerou que há risco de Cerveró fugir do país por ter também o passaporte espanhol. E que ele pode cometer novos crimes para esconder o enriquecimento ilegal.
Nesta terça-feira também quatro presos da Lava Jato foram transferidos da carceragem da Polícia Federal para um presídio na região metropolitana de Curitiba. O ex-tesoureiro do PT João Vaccari Neto e os ex-deputados federais André Vargas, que era do PT, Luiz Argôlo, afastado do Solidariedade, e Pedro Corrêa, ex-Partido Progressista.
Nestor Cerveró disse que sentença estava pronta e que as alegações finais da defesa não foram levadas em conta. Ele vai recorrer da decisão. No fim do dia, o Ministério Público Federal ainda pediu para aumentar a pena de Cerveró de cinco para nove anos e quatro meses.
Fonte-globo

sexta-feira, 15 de maio de 2015

STF reafirma poder de investigação criminal do Ministério Público

O Supremo Tribunal Federal (STF) confirmou no final da tarde de quinta-feira (14) o poder de investigação criminal do Ministério Público. Com a decisão, procuradores e promotores podem continuar a conduzir investigações próprias na esfera penal e também auxiliarem apurações feitas pela polícia.
A discussão chegou à Corte por um recurso de Minas Gerais no qual um ex-prefeito alegava que o Tribunal de Justiça local recebeu denúncia contra ele fundamentada apenas em investigação realizada pelo MP, sem participação da polícia. O julgamento teve início em 2012, mas ficou suspenso por um pedido de vista e foi concluído nesta tarde.
Por maioria, o plenário do STF reafirmou o poder de investigação dos procuradores, entendendo que a Constituição permite que a instituição realize investigações por meios próprios. Os ministros destacaram, no entanto, que em todos os casos devem ser respeitados os direitos e garantias fundamentais dos investigados e salientaram que a atuação do MP fica "sob permanente controle" da justiça.
Em 2012, votaram três ministros hoje já aposentados: Ayres Britto, Cezar Peluso e Joaqium Barbosa. O julgamento foi duas vezes interrompido e retomado nesta quinta-feira. Foram favoráveis ao poder de investigação do MP os ministros Joaquim Barbosa, Luiz Fux, Celso de Mello, Gilmar Mendes, Rosa Weber e Cármen Lúcia. A ministra Rosa Weber destacou nesta quinta-feira que a investigação pelo Ministério Público não coloca em risco o devido processo legal.
Os ministros Cezar Peluso, Ricardo Lewandowski e Dias Toffoli entendiam que cabe à polícia investigar e que somente em casos excepcionais esse papel poderia ser desempenhado por promotores e procuradores. Marco Aurélio Mello foi contrário a qualquer investigação pelo MP.
Presente no julgamento, o procurador-geral da República, Rodrigo Janot, afirmou que a intenção não é "estabelecer uma cisão entre MP e polícia". "O MP pode contribuir com a investigação naquilo que lhe é próprio e não se nega que policia possa contribuir e muito naquilo que lhe é próprio também. Não se trata de estabelecer um jogo de uma instituição contra outra", afirmou Janot.
O caso teve repercussão geral reconhecida e, portanto, a decisão se aplica a todos os demais processos semelhantes.
Fonte-DP

terça-feira, 28 de abril de 2015

TJPE: novos desembargadores

O Tribunal de Justiça de Pernambuco (TJPE) elegeu na manhã desta segunda-feira (27), em sessão extraordinária do Pleno, dois novos desembargadores para atuar na 1ª Câmara Regional do Judiciário Estadual, sediada no Interior de Pernambuco. Márcio Aguiar e Humberto Vasconcelos, ambos juízes da capital, foram promovidos ao cargo de desembargador pelos critérios de antiguidade e merecimento, respectivamente. Na ocasião, também foi formada a lista tríplice com nomes do Ministério Público de Pernambuco (MPPE) para preencher a última vaga na Câmara através do Quinto Constitucional.
Disputavam a terceira vaga os membros do MPPE Lucia de Assis, Waldemir Tavares e Fernando Pessoa. A lista tríplice foi encaminhada ao governador Paulo Câmara, que escolheu Wladimir Tavares, formando a 2ª Turma de magistrados escolhidos para o órgão colegiado regional. Os juízes Demócrito Reinaldo Filho e Honório Rego ficaram como remanescentes para a próxima vaga de desembargador por merecimento.
Com sede em Caruaru, a 1ª Câmara Regional do TJPE foi instalada em dezembro de 2014 com o objetivo de descentralizar os serviços judiciais de 2º Grau antes concentrados na Capital, no Palácio da Justiça. A unidade começou a funcionar em fevereiro deste ano com a atuação da 1ª Turma de desembargadores nomeados para o órgão, formada por Eudes França, que preside a Câmara, Fábio Eugênio de Oliveira e Carlos Moraes. Os magistrados julgaram de forma monocrática mais de 940 processos, dentre as 2.407 ações distribuídas para o órgão.
A primeira sessão ordinária da Câmara ocorreu no dia 15 de abril, resultando no julgamento de 21 pedidos de habeas corpus e outras 258 ações oriundas de comarcas do Agreste e Sertão. O órgão realiza as sessões todas as quartas-feiras, a partir das 9h, para julgar processos de natureza cível, criminal e fazendária. As sessões da 2ª Turma, formada pelos três novos desembargadores, ocorrerão às quintas-feiras. A Câmara beneficia uma população de 2,3 milhões de habitantes que vivem no Agreste e 1,6 milhão que moram no Sertão.
Fonte-tjpe

quarta-feira, 15 de abril de 2015

87% querem redução da maioridade penal

Uma pesquisa Datafolha revelou que 87% dos brasileiros entrevistados querem a redução da maioridade penal no país de 18 para 16 anos.
Trata-se do maior percentual já registrado pelo Instituto Datafolha desde 2003, quando foi feito o primeiro levantamento sobre o tema. Na época, 84% dos brasileiros afirmaram ser a favor da redução.
Apenas 11% são contra a mudança que está em discussão em uma comissão especial na Câmara. Os indiferentes correspondem a 1%, e não souberam responder, 1%. A margem de erro da pesquisa é de dois pontos percentuais.
Após ser votada na Câmara, e se for aprovada, a medida seguirá para o Senado.
Entre os favoráveis à mudança, 74% defendem a redução da maioridade penal para qualquer crime, e outros 26% apenas para determinados crimes.
O assunto é polêmico e tem dividido estudiosos, políticos e entidades da sociedade civil. Enquanto os que são contrários à redução da maioridade penal no país dizem que o sistema carcerário comum será uma escola do crime para os jovens, os que defendem a mudança afirmam que os jovens de 16 anos já entendem o que é crime e estão sendo aliciados por adultos, uma vez que sofrem punições mais leves.
Fonte-opiniao


sábado, 4 de outubro de 2014

A OAB barra emissão da carteirinha para que Joaquim Barbosa, ex-presidente do STF, trabalhe como advogado

Enquanto a OAB barra a emissão da carteirinha para que Joaquim Barbosa trabalhe como consultor, a mesma autoriza o condenado José Dirceu a manter sua carteirinha.

A Ordem dos Advogados do Brasil protagoniza o mais vergonhoso episódio de sua História, numa inversão de valores. Enquanto a seccional do DF barra a emissão da carteirinha para que Joaquim Barbosa, ex-presidente do STF trabalhe como advogado, a mesma Ordem autoriza há sete meses o condenado José Dirceu, apenado em regime semiaberto, a manter sua carteirinha e a atuar em escritório de advocacia da capital. Aposentado e impedido de trabalhar, por ora, Barbosa foi quem relatou o processo do famigerado mensalão que levou à cadeia – também por enquanto – o advogado Dirceu.

terça-feira, 23 de setembro de 2014

Conselho Nacional de Justiça: estoque de processos na Justiça não para de crescer



A quantidade de casos pendentes de solução definitiva nos tribunais brasileiros tem crescido, em média, 3,4% por ano desde 2009, conforme estudo divulgado nesta terça-feira (23) pelo Conselho Nacional de Justiça. No início do ano passado, o número de processos acumulados em anos anteriores e que aguardavam uma decisão final no Judiciário chegou a 66,8 milhões.
Os dados constam da décima edição do Relatório Justiça em Números, elaborado anualmente pelo Conselho Nacional de Justiça (CNJ) e que faz um diagnóstico completo dos 112 tribunais existentes no país, contando cortes superiores, federais, estaduais, trabalhistas, eleitorais e militares, com exceção do Supremo Tribunal Federal (STF), a mais alta instância do Judiciário.
Leia mais no Blog do André Café

domingo, 17 de agosto de 2014

Estado vai republicar nomeação de 120 Agentes Penitenciários

O juiz da 2º Vara da Fazenda Pública da Capital, Évio Marques da Silva, determinou, por medida cautelar de ofício, que o Estado republique a nomeação dos 120 novos agentes penitenciários, aprovados no concurso realizado no ano passado. A decisão foi tomada depois de 20 candidatos ingressarem com ações para que a essa nomeação fosse refeita, já que não tiveram acesso ao Diário Oficial do Estado, único local onde foi publicada a lista. Com isso, os candidatos não tiveram tempo hábil para juntar toda a documentação e perderam a chance.
Por este motivo, o juiz decretou que a nova publicação fosse realizada no site da instituição organizadora do pleito, o Instituto de Apoio a Universidade de Pernambuco (Iaupe/UPENet). A nova convocação e o cronograma deverão contar com um prazo mínimo de 20 dias entre a publicação no sítio da organizadora e o início das etapas que serão repetidas. Além disso, foi fixado um prazo de dez dias para que ocorra a nova convocação, a partir do momento em que o Estado foi notificado. Caso não seja cumprido, haverá incidência de multa diária de R$ 20 mil.
Além da republicação, o juiz também determinou que o Estado deve refazer o cronograma de entrega de documentos e das fases posteriores, que trata-se dos exames médico, físico e psicotécnico, além do próprio curso de formação, que seria iniciado no próximo dia 28. Para o promotor da Vara de Execuções Penais do Estado, Marcellus Ugiette, a decisão não foi benéfica, tendo em conta a necessidade emergencial destes profissionais. “O curso de capacitação dos agentes penitenciários foi cancelado. O ideal era que o curso continuasse, já que a situação é de urgência. Depois, fazia-se uma nova convocação para os que estão reclamando”, opinou. Na próxima segunda-feira, Ugiette irá acionar a Justiça contra a determinação.
Fonte-folha

quinta-feira, 17 de julho de 2014

Juiz de Surubim é afastado por falta de urbanidade no tratamento a advogados e outras pessoas

O juiz de direito Ivan Alves de Barros, da 1ª Vara da Comarca de Surubim, no Agreste de Pernambuco, está afastado da função por até 140 dias, prazo que ainda pode ser prorrogado. De acordo com a assessoria de imprensa do Tribunal de Justiça de Pernambuco (TJPE), a decisão foi da Corte Especial do Tribunal, que por maioria de votos seguiu a posição do relator, o desembargador Eduardo Paurá, e optou pelo afastamento do magistrado. A votação ocorreu na segunda-feira (14).
Ainda segundo a assessoria do TJPE, a medida se deu após denúncias de “falta de urbanidade no tratamento a advogados e outras pessoas” por parte do juiz. O período de afastamento segue paralelo a tramitação do procedimento administrativo disciplinar (PAD) instaurado para investigar as acusações. O prazo será contado a partir da data do recebimento dos autos pelo desembargador Bartolomeu Bueno, que prosseguirá com as investigações do caso. A assessoria informou também que se for considerado culpado, Barros poderá ser condenado administrativamente a penas que vão desde censura até aposentadoria compulsória, penalidades que caberão recurso por parte do réu.
Em publicação feita no site oficial da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB), em Pernambuco, o presidente da instituição Pedro Henrique Reynaldo Alves, disse estar satisfeito com a medida. “Com esta decisão, o Tribunal restaura e preserva a dignidade da magistratura em Surubim. Saio daqui [Sede do TJPE] orgulhoso de nosso judiciário”. Alves afirmou ainda que “desde 2007, os advogados que militam na Comarca de Surubim, vêm apresentando à Comissão de Defesa, Assistência e Prerrogativas da OAB Pernambuco, inúmeras queixas em face da conduta do magistrado em questão, com um aumento significativo desses reclamos a partir de 2010”, finalizou.
Também em declaração expressa na página eletrônica da OAB-PE, o procurador-geral do Ministério Público de Pernambuco (MPPE), Aguinaldo Fenelon, declarou que a permanência do magistrado investigado na comarca do município causava problemas ao MP. “Tivemos dificuldades em nomear promotores para a cidade de Surubim porque ninguém quis ir para lá. Estas exceções devem ser combatidas para que não se tornem regra”, ressaltou.
Fonte-globo

domingo, 8 de junho de 2014

Justiça: Há mais foragidos que vagas em presídios

De acordo com levantamento  do Conselho Nacional de Justiça (CNJ)  divulgado nesta quinta-feira (5) o Brasil tem 373.991 pessoas com mandados de prisão em aberto, número maior que a quantidade de vagas existente em todos os presídios do país, que é de 357.219 lugares.
Hoje, há 567 mil pessoas cumprindo penas em presídios, com um déficit de 210 mil vagas. Além disso, há 148 mil pessoas em prisão domiciliar. Caso os foragidos fossem presos pelas polícias nos Estados, o total de detidos ultrapassaria 1 milhão de pessoas. O déficit de vagas considerado pelo CNJ, somando essa hipótese, chegaria de 732 mil vagas.
Apesar do levantamento não trazer dados regionais, em alguns Estados o número de foragidos é até maior que a população carcerária, como é o caso do Maranhão. "Se esses mandados fossem cumpridos, [o sistema carcerário do MA] viraria um inferno", chegou a afirma o juiz da Vara de Execuções Penais, Fernando Mendonça.
Segundo os dados do CNJ, o Brasil tem a terceira maior população carcerária do mundo, de acordo com o ICPS (sigla em inglês para Centro Internacional de Estudos Prisionais), atrás de Estados Unidos e China.
Inspeção do CNJ (Conselho Nacional de Justiça) realizada na semana passada no presídio Aníbal Bruno, no Recife, verificou que a situação dos presos está ainda pior do que a verificada no mutirão carcerário de 2011, que considerou a unidade prisional a pior do Brasil. Atualmente 6.862 presos vivem dentro do que os avaliadores chamaram de "favela", onde eles não há controle do Estado.
Nos últimos meses, uma série de constatações do CNJ apontam problemas de falta de vagas nos presídios. Um dos casos que chamou atenção pela superlotação é Pernambuco, onde o Complexo do Curado (antigo Aníbal Bruno, considerado o pior do país pelo CNJ) tem lotação de 368% acima da capacidade e foi comparado por relator do conselho a uma favela.
A falta de vagas também obriga o Estado de Alagoas a liberar, mensalmente, 80 presos que ascendem para o regime semiaberto. No Rio Grande do Norte, presidiários chegam a ser acorrentados em delegacias porque faltam vagas nas unidades carcerárias.
Outro problema apontado pelo levantamento do CNJ é o número de presos provisórios. A média é de 41% dos detentos em presídios esperando julgamento, mas cai para 32% quando se soma também os presos em casa.
O novo cálculo do CNJ vai levar em conta as prisões domiciliares para ajudar na criação de políticas públicas para minimizar o problema.  "A porcentagem de presos provisórios em alguns Estados causava uma visão distorcida sobre o trabalho dos juízos criminais e de execução penal. Quando magistrados de postura garantista concediam prisões domiciliares no intuito de preservar direitos humanos, o percentual de presos provisórios aumentava no Estado", disse o coordenador do Departamento de Monitoramento e Fiscalização do Sistema Carcerário do CNJ, juiz Douglas.
Fonte-uol



sábado, 3 de maio de 2014

Juiz determina a proibição de revista íntima em presídios do Grande Recife

O juiz Luiz Rocha, da 1ª Vara de Execuções Penais do Recife, determinou, nesta sexta-feira (2), que estão proibidas as revistas íntimas para pessoas que irão visitar cerca de 15 mil detentos de unidades prisionais do Grande Recife. A partir da segunda-feira (5), os diretores das unidades serão notificados para iniciar o cumprimento da determinação, que cabe recurso do Estado, do Ministério Público de Pernambuco (MPPE) e até de advogados de detentos.
A decisão tem caráter cautelar e foi tomada a partir de um procedimento de controle administrativo instaurado na própria vara, sem necessitar de provocação. Quando forem notificados, órgãos como a Secretaria de Ressocialização (Seres), MPPE, Ordem de Advogados do Brasil (OAB) e entidades civis têm 30 dias para enviar parecer sobre a decisão. O juiz pode então voltar atrás ou tornar a decisão definitiva.
De acordo com o juiz Luiz Rocha, os itens ilegais que entram nos presídios não são impedidos de chegar aos detentos através das revistas. Ele se baseou em uma pesquisa realizada pela Rede de Justiça Criminal de São Paulo, que aponta que apenas 0,03% de drogas e entorpecentes foram encontradas dessa forma. A pesquisa, feita entre 2010 e 2013, se baseou em dados da administração penitenciária paulista e também indica que não houve registro de tentativa de entrada de armas através das revistas.
"Sei que haverá pessoas que vão dizer que isso vai aumentar as drogas no presídio. Claro que pode ocorrer, é um risco. Mas não acerta quem não arrisca. Estou partindo de uma premissa, de dados fornecidos pelo estado de São Paulo. Esses dados autorizam a afronta à dignidade da pessoa humana? Isso autoriza a exibição das partes íntimas, a submissão a essas revistas vexatórias? Creio que não autoriza. Cabe o estado ver por quais outros meios a droga está chegando aos presídios".
A decisão vale para a maioria das unidades prisionais da Região Metropolitana do Recife, o que corresponde a 15 mil presos ou metade da população carcerária de Pernambuco, de acordo com o juiz. Dentre as unidades onde será aplicada a decisão, estão o Complexo Prisional do Curado, o Centro de Triagem (Cotel), em Abreu e Lima, o Presídio de Igarassu, o Hospital de Custódia e Tratamento Psquiátrico e as duas Colônias Penais Femininas, em Abreu e Lima e no Recife.
As direções das unidades devem ser notificadas na segunda-feira. Após o procedimento, elas têm um dia para cumprir a determinação. Caso não ocorra, podem ser penalizados os diretores ou os Agentes que estiverem realizando as revistas íntimas.
Fonte-cbn



ASSIM NÃO DÁ!

quarta-feira, 19 de março de 2014

Miguel Sales vira advogado de defesa dos irmãos kombeiros

O promotor de Justiça aposentado Miguel Sales, que atuou por muitos anos na Promotoria Criminal de Ipojuca, é o mais novo advogado constituído pelos irmãos kombeiros Marcelo e Valfrido Lira no Caso Serrambi.
Sales se tornou defensor deles porque o Ministério Público de Pernambuco (MPPE) pediu a anulação do júri popular que absolveu, em setembro de 2010, os dois suspeitos de terem assassinado as adolescentes Maria Eduarda Dourado e Tarsila Gusmão, ambas de 16 anos, em maio de 2003.
Temendo que os pedidos de anulação e desaforamento (para julgar em outra comarca) sejam aceitos pelo Tribunal de Justiça de Pernambuco (TJPE), os Lira pediram a Sales para acompanhar o caso a partir de agora. O ex-promotor de Ipojuca chegou a devolver por cinco vezes o inquérito que apontava os dois como culpados pelo duplo assassinato, alegando falta de provas.
As brigas entre Sales e o então chefe da Polícia Civil, Aníbal Moura, ganharam repercussão em meio ao caso, que até hoje está envolto em muitas dúvidas.
Fonte-dp

sábado, 1 de fevereiro de 2014

A Justiça intimidada

O adiamento do julgamento do caso Manoel Mattos na Paraíba não foi mera estratégia do MP Federal e dos advogados de acusação contra os pistoleiros que mataram o militante petista. O script sigiloso é tenso, triste e envolve trama digna de cinema, com intimidação e assassinato patrocinados por grupos de extermínio.
A maioria dos jurados alegou problemas de saúde às vésperas do julgamento dos assassinos, marcado para 5 de dezembro. Foi o segundo adiamento. Dia 18 de novembro o júri já fora suspenso por falta de quórum — de 25 sorteados, só 18 foram notificados e, no dia, 7 sumiram de João Pessoa.
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sexta-feira, 6 de dezembro de 2013

CCJ aprova regulamentação do porte de armas para Agentes Penitenciários

A Comissão de Constituição e Justiça e de Cidadania (CCJ) da Câmara dos Deputados aprovou há pouco o Projeto de Lei 6565/13, do Executivo, que regulamenta o porte de armas para agentes prisionais.
Apesar de permitir que esses profissionais portem armas fora de serviço, o texto impõe limites, como a restrição desse direito aos agentes que trabalhem em regime de dedicação exclusiva e que tenham formação profissional adequada.
O relator na CCJ, deputado Arnaldo Faria de Sá (PTB-SP), defendeu a aprovação da matéria.
Tramitação
A proposta, que tramita em regime de urgência, ainda será votada pelo Plenário.



segunda-feira, 14 de outubro de 2013

Promotor de Justiça de Itaíba é assassinado com 20 tiros

O Ministério Público de Pernambuco (MMPE) confirmou a morte do promotor de Justiça Thiago Faria de Godoy Magalhães, 36 anos. O corpo do promotor foi encontrado na manhã desta segunda-feira com cerca de 20 perfurações a bala. O procurador geral de Justiça de Pernambuco, Aguinaldo Fenelon, está indo para o município para acompanhar as investigações sobre o caso.
Thiago estava dentro do próprio carro, no município de Itaíba, no Agreste de Pernambuco, quando foi atingido pelos disparos. De acordo com a polícia, o crime teria acontecido por volta as 9h da manhã de hoje, na PE-300, quando a vítima seguia para o trabalho, no prédio do Tribunal Justiça de Pernambuco de Itaíba.
O delegado de Itaíba, Antônio Júnior, está no local do crime. De acordo com a polícia, o carro do promotor foi seguido por outro veículo. Depois de efetuar o primeiro disparo, os assassinos teriam bloqueado a passagem do carro da vítima, descido do carro e executado o promotor com diversos tiros, fugindo em seguida.
A noiva da vítima, Mysheva Freire Ferrão Martins, que também estava no veículo, teria conseguido pular do carro no momento do primeiro disparo. Ferida com escoriações pelo corpo, ela foi atendida na Maternidade João Vicente, em Itaíba, de onde já recebeu alta médica.
Thiago era formado pela Universidade Federal do Rio de Janeiro, autor de livros jurídicos e professor de cursos preparatórios para concursos. Ele tomou posse como promotor em dezembro do ano passado.
Na ocasião, Thiago falou como orador do grupo de novos promotores nomeados e ressaltou que tomar posse no cargo era a realização de um sonho.“Quando entrei na faculdade de direito tinha um foco, um sonho, que era ser promotor de Justiça. Ninguém vence uma pessoa que tem um sonho e hoje o realizei e posso dizer que irei dedicar a minha vida a ser o melhor promotor de Justiça do MPPE. Cumprirei essa promessa”, afirmou.
Fonte-DP

quinta-feira, 22 de agosto de 2013

Audiência discute problemas em presídios de Pernambuco

Uma audiência pública foi realizada no Fórum Rodolfo Aureliano, em Joana Bezerra, área central do Recife, para discutir propostas de mudanças da lei de execuções penais. As principais reclamações foram a superlotação, a violência e o tráfico de drogas nos presídios de Pernambuco. O Estado tem 27 mil presos e capacidade para 10 mil.
Representantes do Ministério Público de Pernambuco, da Ordem dos Advogados do Brasil, do Tribunal de Justiça, da Secretaria de Ressocialização e da Defensoria Pública participaram da audiência. O promotor Marcellus Ugiette afirmou que a lei vigente desde 1984 está defasada. Segundo ele, o Estado não cumpre nem 10% do que está previsto.
Veja o vídeo: