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quarta-feira, 17 de junho de 2015

Deputados evangélicos de PE defendem repressão da PM se símbolos religiosos forem usados na Parada Gay

A polêmica em torno da Parada Gay de São Paulo segue repercutindo em outros Estados do País. Em Pernambuco, deputados estaduais que são evangélicos repudiaram o ato de crucificação protagonizado por uma travesti na Avenida Paulista, e aproveitaram para pedir o uso da Polícia Militar se algo do tipo acontecer na Parada da Diversidade, correspondente pernambucano da Parada Gay, que acontece em setembro.
“Se isso acontecer em Pernambuco, vai ser usada força policial, porque é lei. Aqui a gente não vai aceitar que isso aconteça”, afirmou Adalto Santos (PSB), em sessão do último dia 10 de junho.
A manifestação recebeu forte apoio dos demais parlamentares evangélicos da Assembleia Legislativa de Pernambuco (Alepe).“Todos têm direito de se manifestar, mas o incidente de São Paulo foi caso de polícia,” declarou Joel da Harpa (PROS). “Essas pessoas não querem a paz, não querem a moralidade e o bem estar de um pai de família. E vamos jogar a lei, a polícia, o que necessário for”, exclamou Dr. Valdi (PP).
Já para o deputado Professor Lupércio (SD), “o ocorrido foi um vexame brasileiro”. “Defendemos a liberdade de expressão, mas é preciso cuidado com excessos nas manifestações”, emendou Odacy Amorim (PT). Diante das manifestações, o deputado Pastor Cleiton Collins (PP) tentou adotar um tom mais ameno, pregando “o diálogo”.
Os demais parlamentares reagiram aos discursos dos colegas evangélicos. “Farei ofício ao governo do Estado para que polícia não seja objeto de incitação da ira, mas ferramenta de proteção dos cidadãos”, disse a deputada Teresa Leitão (PT).
“Me impressionou a postura coronelista que eu vi no plenário, como se a Polícia Militar de Pernambuco fosse um grupo a serviço de uma Igreja. Essa postura atrasada, como se nós vivêssemos em uma fazenda no início do século passado não cabe no Parlamento”, completou o deputado Edilson Silva (PSol).
Por enquanto, nem a PM ou o governo de Pernambuco se pronunciaram sobre os pedidos dos deputados evangélicos.
Fonte-brasilpost


sexta-feira, 3 de abril de 2015

Jesus é preso, ligado e conduzido a Jerusalém

O Redentor, sabendo que Judas se aproximava acompanhado dos judeus e dos soldados, levanta-se, banhado ainda no suor da agonia mortal. Com o rosto pálido, mas com o coração todo abrasado em amor, vai-lhes ao encontro para lhes entregar nas mãos, e vendo-os chegados perto, diz: “A quem buscais?”.
– Afigura-te, minha alma, que neste momento Jesus te pergunta também: Dize-me, a quem buscais? Ah, meu Senhor, a quem poderei buscar senão a Vós, que descestes do Céu à Terra para me buscar e não me ver perdido?
“Eles prenderam Jesus e o ligaram”. Ó céus, um Deus ligado! Que diríamos se víssemos um rei preso e ligado pelos seus servos? E que dizemos agora vendo um Deus entregue às mãos da gentalha?
Ó cordas bem-aventuradas! Vós que ligastes o meu Redentor, Ah! Ligai-me a Ele, mas ligai-me de tal modo que nunca mais me possa separar de seu amor.
– Considera, minha alma, como um lhe liga as mãos, outro o injuria, mais outro o empurra, e o Cordeiro inocente se deixa ligar e empurrar quanto quiserem. Não procura fugir das mãos deles, não chama por auxílio, não se queixa de tantas injúrias, nem mesmo pergunta porque é tratado assim.
Eis, pois, realizada a profecia de Isaías: “Foi oferecido, porque ele mesmo quis, e não abriu a sua boca; ele será levado como uma ovelha ao matadouro”.
Mas onde é que se acham seus discípulos? Que fazem? Já não podendo livrá-lo das mãos de seus inimigos, ao menos que o tivessem acompanhado para defenderem a inocência de Jesus perante os juízes, ou sequer para o consolarem com a sua presença!
Mas não; o Evangelho diz: “Então os seus discípulos, desamparando-o, fugiram todos”. Qual não devia se a tristeza de Jesus, vendo que até os seus discípulos queridos fugiam e o desamparavam?
Mas, ó céus, então o Senhor viu ao mesmo tempo todas aquelas almas que, sendo por ele mais favorecidas, haviam de abandoná-lo depois e de lhe virar as costas.
Antes tratado como Messias, agora como criminoso…
Ligado como um malfeitor, o nosso Salvador entra em Jerusalém, onde poucos dias antes fora aclamado com tantas honras e louvores.
Passa a desoras pelas ruas, entre lanternas e tochas, e tão grande é o alarido e tumulto, que todos deviam pensar que se levava qualquer grande criminoso.
A gente chega à janela e pergunta: Quem é que foi preso? E responderam-lhe: Jesus, o nazareno, que foi desmascarado como sendo um sedutor, um impostor, um falso profeta e réu de morte.
– Quais não deviam ser então em todo o povo os sentimentos de desprezo e indignação, quando viram Jesus Cristo, acolhido primeiro como o Messias, preso por ordem dos juízes, como impostor!
Ah! Como se trocou então a veneração em ódio, como se arrependeu cada um de tê-lo honrado, envergonhando-se de ter honrado um malfeitor, como se fosse o Messias!
– Eis, pois, a que estado se reduziu o Filho de Deus, para nos mostrar o nada das honras e dos aplausos do mundo!
E como é que eu, apesar de ver um Deus tão humilhado e injuriado por meu amor, como é que eu hei de viver tão amante dos bens fugazes da terra, ambicionar as honras, as dignidades, as preeminências, e não sofrer o mínimo de desprezo? Ai de mim, pecador e soberbo!
Donde, ó meu Senhor, me pode vir tamanho orgulho, depois que mereci tantas vezes o inferno? Meu Jesus, suplico-Vos pelos merecimentos dos desprezos que sofrestes, dai-me a graça de Vos imitar.
Proponho com o vosso auxílio reprimir de hoje em diante todo o ressentimento e receber com paciência, alegria e contentamento todas as humilhações, todas as injúrias e todas as afrontas que me possam ser feitas.
Proponho, além disto, para vos agradar, fazer todo o bem possível a quem me despreza; ao menos falarei sempre bem dele e rogarei por ele.
Vós, ó meu Senhor, pelas dores de Maria Santíssima, fortalecei estes meus propósitos e dai-me a graça de Vos ser fiel.

segunda-feira, 16 de março de 2015

Você confia em Deus? Mas quanto você confia em Deus?





A confiança é uma firme esperança

Com a concisão que traz o cunho de seu gênio, definia São Tomás a confiança: “Uma esperança fortalecida por sólida convicção”. Palavra profunda que não faremos senão comentar nesta primeira parte.
Pensemos atentamente os termos que emprega o Doutor Angélico: “A confiança, diz ele, é uma esperança”. Não uma esperança ordinária, comum a todos os fieis; no qualificativo preciso a distingue: é “uma esperança fortalecida”. Notai bem, no entanto: não há diferença de natureza, mas somente de grau de intensidade.
Os albores incertos da aurora, tal como o esplendor do sol no zênite, fazem parte do mesmo dia… Assim a confiança e a esperança pertencem à mesma virtude: uma é, apenas, o desabrochar completo da outra.
A esperança comum perde-se pelo desespero; pode tolerar, no entanto, certa inquietação…
Quando, porém, atinge esta perfeição que faz trocar seu nome pelo nome de “Confiança”, torna-se-lhe, então, mais delicada a susceptibilidade. Não suporta mais a hesitação, por leve que se imagine. A menor duvida a rebaixaria e a faria voltar ao nível da simples esperança.
O Profeta Real escolhia exatamente as expressões quando chamava a confiança: “uma superesperança”. Trata-se realmente aqui de uma virtude levada ao máximo de intensidade.
E o Padre Saint-Jure, autor espiritual dos mais estimados do século XVII, via justamente nela uma esperança “extraordinária e heroica”.

Não é, pois, a confiança flor banal. Cresce nos cumes, e não se deixa colher senão pelos generosos.
Ela é fortalecida pela fé
- Levemos mais longe este estudo.
Que força soberana fortifica a esperança a ponto de torná-la inabalável aos assaltos da adversidade?… A fé!
A alma confiante guarda na memória as promessas do Pai celeste; mediata-as profundamente. Sabe que Deus não pode faltar à palavra, e daí a sua imperturbável certeza.
Se o perigo a ameaça, a envolve, a domina mesmo, ela conserva sempre a serenidade. Apesar da iminência do risco, repete a palavra do Salmista: “O Senhor é minha luz e a minha salvação… que posso recear? O Senhor protege a minha vida… Quem me fará tremer…?”.
Existem entre a fé e a confiança relações estreitas, laços íntimos de parentesco. Empregando a expressão de um teólogo moderno, deve-se achar na fé: “a causa e a raiz” da confiança.
Ora, quanto mais se afunda a raiz na terra, mais seiva nutriente dela tira; mais vigorosa crescerá a haste; mais opulenta será a floração. Assim, a nossa confiança desenvolve-se na medida em que se aprofunda em nós a fé.
Os Livros Santos reconhecem a relação que une essas duas virtudes. Não são designadas pelo mesmo vocábulo “fides”, uma e outra, sob a pena dos escritores sagrados?
A confiança é inabalável
As considerações precedentes terão parecido, talvez, por demais abstratas. Era necessário, no entanto, que nelas nos firmássemos: delas deduziremos as qualidades da verdadeira confiança.
A confiança, escreve o Padre Saint-Jure, é “firme, estável e constante em grau tão eminente, que nada no mundo pode, já não digo derrubá-la, mas abalá-la sequer”.
Imaginai as extremidades mais angustiosas de ordem temporal, as dificuldades insuperáveis, em aparência, de ordem espiritual: nada disso alterará a paz da alma confiante…
Catástrofes imprevistas poderão amontoar em torno delas as ruínas da sua felicidade; essa alma, mais senhora de si que o sábio antigo, continuará calma: “Impavidum ferient ruinae”.
Voltar-se-á simplesmente para Nosso Senhor; n’Ele se apoiará com certeza tanto maior quanto mais privada se sente de auxílio humano. Rezará com ardor mais vibrante, e, nas trevas da provação, prosseguirá o seu caminho, esperando em silêncio a hora de Deus.
Uma confiança assim é rara, sem dúvida; mas se não atinge esse mínimo de perfeição, não merece, então, o nome de confiança.
De resto, encontram-se exemplos sublimes dessa virtude nas Escrituras e na vida dos Santos. Ferido na fortuna, na família e na própria carne, Jó reduzido à última indigência, jazia no seu monturo. Os amigos, sua mulher mesmo, aumentavam-lhe a dor pela crueldade das suas palavras.
Ele, no entanto, não se deixava abater; nenhuma murmuração se mesclava aos seus gemidos. Sustentavam-no os pensamentos da fé. “Quando mesmo o Senhor me tirasse a vida, dizia, ainda assim esperaria n’Ele!”.
Confiança admirável e que Deus recompensou magnificamente. A provação cessou: Jó recuperou a saúde, ganhou de novo fortuna considerável, e teve uma existência mais próspera do que antes.
Numa das suas viagens, São Martinho caiu nas mãos de salteadores. Os bandidos os despojaram; iam trucidá-lo, quando, de repente, tocados pela graça do arrependimento ou levados por um pavor misterioso, o libertaram e o soltaram, contra toda a expectativa.
Perguntou-se mais tarde ao ilustre Bispo se, nesse risco premente, não teria sentido algum medo. “Nenhum, respondeu, eu sabia que a intervenção divina era tanto mais certa quanto mais improváveis os socorros humanos”.
A maioria dos cristãos não imita, infelizmente, exemplos destes.  Nunca se aproximam tão pouco de Deus como no tempo da provação.
Muitos não dão esse grito de socorro que Deus espera para lhes vir em auxílio. Funesta negligência! – “A Providência, dizia Luís de Granada, quer dar solução, ela mesma, às dificuldades extraordinárias da vida, quanto que deixa às causas segundas o cuidado de resolver as dificuldades ordinárias”.
Mas é preciso reclamar o auxílio divino. Essa ajuda, Deus no-la dá com prazer. “Longe de ser incômoda à alma de quem suga o leite, a criança, pelo contrário, lhe traz alívio”.
Outros cristãos, nas horas difíceis, rezam com fervor, mas sem constância. Se não são atendidos logo, logo, caem de uma esperança exaltada num abatimento desarrazoado. Não conhecem os caminhos da graça.
Deus nos trata como crianças: faz-Se de surdo às vezes, pelo prazer que sente ao ouvir-nos invocá-Lo… Por que desanimar tão depressa, quando conviria ao contrário, rogar com maior insistência…?
É esta a doutrina ensinada por São Francisco de Sales: “A Providência só adia o seu socorro para provocar a nossa confiança”.
“Se nosso Pai celeste não concede sempre o que pedimos, é para nos reter a seus pés e nos dar ocasião de insistir com amorosa violência junto d’Ele, como claramente mostrou aos dois discípulos de Emaús, com os quais só Se deteve ao fim do dia, e assim mesmo por eles forçado.”

quarta-feira, 5 de março de 2014

O que significa a Quarta-feira de Cinzas?

            A Quarta-feira de Cinzas representa o primeiro dia da Quaresma no calendário gregoriano, podendo também ser designada por Dia das Cinzas e é uma data com especial significado para a comunidade cristã. A data é um símbolo do dever da conversão e da mudança de vida, para recordar a passageira fragilidade da vida humana, sujeita à morte. Coincide com o dia seguinte à terça-feira de Carnaval e é o primeiro dos 40 dias (Quaresma) entre essa terça-feira e a sexta-feira (Santa) anterior ao domingo de Páscoa.
A origem deste nome é puramente religiosa. Neste dia, é celebrada a tradicional missa das cinzas. As cinzas utilizadas neste ritual provêm da queima dos ramos abençoados no Domingo de Ramos do ano anterior. A estas cinzas mistura-se água benta. De acordo com a tradição, o celebrante desta cerimônia utiliza essas cinzas úmidas para sinalizar uma cruz na fronte de cada fiel, proferindo a frase “Lembra-te que és pó e que ao pó voltarás” ou a frase “Convertei-vos e crede no Evangelho”.
Na quarta-feira de Cinzas (e na sexta-feira Santa) a Igreja Católica aconselha os fiéis a fazerem jejum e a não comerem carne. Esta tradição já existe há muitos anos e tem como propósito fazer com que os fiéis tomem parte do sacrifício de Jesus. Assim como Jesus se sacrificou na cruz, aquele que crê também pode fazer um sacrifício, abstendo-se de uma coisa que gosta neste caso, a carne.

quinta-feira, 13 de junho de 2013

ALIANÇA DE AMOR


 A eucaristia é a celebração da aliança de Deus com o ser humano e deste com Deus e com o próprio semelhante. O anseio de se aliar, de se relacionar e se comunicar com Deus e com os próprios semelhantes sem-pre acompanhou o ser humano ao longo de sua atormentada viagem pelas estradas do mundo. Compartilhar derrotas e vitórias, incertezas e esperanças é o desejo próprio do ser social.
A aspiração à fraternidade, à unidade e à comunhão é o selo que Deus deixou em cada coração humano. Assim a celebração da eucaristia profetiza nosso destino futuro e, ao mesmo tempo, aponta-nos o caminho a seguir: repartir a nossa vida com todos, da mesma forma que Deus reparte a si mesmo na eucaristia.
No entanto, esse anseio de aliança e de comunhão universal ficou frustrado no coração de muitos irmãos e irmãs, não passando de projeto falido. Isso porque a voz do egoísmo, com demasiada frequência, grita mais alto do que a voz do amor e da solidariedade. E o pior é que, não raro, chegamos a buscar a aliança com o irmão e até com o próprio Deus só para destruir nossos inimigos.
Mas, se Cristo chegou a tornar-se vítima sacrifical e quis preparar um banquete do qual ninguém é excluído e onde a comida é ele mesmo, quer dizer que toda a inimizade foi aniquilada e ninguém deve mais ser tratado como inimigo, uma vez que a sua ruína é a nossa própria ruína, sendo ele carne de nossa carne.
Celebrar a eucaristia, alimentando-nos do Corpo e do Sangue de Cristo — lado a lado com os nossos irmãos e irmãs é com certeza a maneira mais perfeita de entrarmos em comunhão com Deus e com a criação inteira. Nisso consiste a nova aliança de Deus com a humanidade e desta com o próprio Deus.

domingo, 28 de abril de 2013

CERCO DE JERICÓ


Companheiras, companheiros, amigas, amigos, leitoras e leitores do Aspssauros, é com grande alegria que venho compartilhar com todos vocês uma experiência inefável, que ocorreu na vida desse humilde administrador (do blog Aspssauros), e com lágrimas de alegria quero revelar o amor incomensurável de Deus para com todos nós, e por Sua bondade infinita fui agraciado com mais uma grande bênção de Nosso Senhor Jesus Cristo esta semana.
Digo a todos vocês que através da fé e perseverança podemos alcanças as Graças de Deus. 
Deixo logo abaixo uma oração que proferida com fé e perseverança é possível você alcançar o que almeja.

CERCO DE JERICÓ
Deus Pai, em nome de seu Filho Nosso Senhor Jesus Cristo, e pelo poder do Espírito Santo peço-lhe que o poder que deste para Josué e seus companheiros nas muralhas de Jericó, seja dado a mim e aos que fizerem esta oração.
 Senhor Jesus, peço-vos que quebre as muralhas de pragas, proferidas por boca ou contaminação, em relação aos nossos antepassados e nos dias de hoje.
Senhor Jesus, peço-vos que quebre todas as muralhas de maldições vindas de nossos antepassados e nos dias de hoje.
Senhor Jesus, peço-vos que quebre todas as muralhas do egoísmo, do ciúme, e dos vícios.
Senhor Jesus, peço-vos que quebre as muralhas de brigas, contendas, intrigas, desentendimentos, dissoluções de casamento, de famílias, e de todos os tipos de desunião.
Senhor Jesus, peço-vos que quebre as muralhas de dificuldades financeiras, falta de emprego, dificuldades nos negócios, dificuldades no trabalho, falta de dinheiro e outras dificuldades sejam elas quais forem.
Senhor Jesus, peço-vos que quebre as muralhas das doenças sejam elas quais forem, principalmente o câncer, a leucemia, a depressão, a aids, dependência do álcool, das drogas, e de todo tipo de prostituição.
Senhor Jesus, peço-vos que quebre todas as muralhas dos maus pensamentos, iluminações, astúcia de satanás em nossa vida espiritual, e faça com que sejamos totalmente renovados pelo Seu sangue Senhor.
Senhor Jesus, peço-vos que quebre todo o ocultismo em nosso passado e agora, seja ele magia, sortilégio, dependência, pacto, oferendas, consagrações à entidade malignas e espirituais, sejam da origem que forem.
Senhor Jesus, peço-vos que quebre todas as muralhas que impedem a obra de Deus em nossas vidas e em nossa família.
Senhor Jesus entregamos nossas vidas a Ti, para que haja em nós um verdadeiro e poderoso derramamento do Espírito Santo sobre nós e acreditamos em Tua vitória que também é nossa.
Amém.
Sou uma testemunha viva da Graça de DEUS!

domingo, 31 de março de 2013

JESUS RESSUSCITOU!


O evangelho deste domingo inicia-se com as palavras "no primeiro dia da semana". Isso exprime a nova realidade que começa com a ressurreição de Jesus, a nova criação que principia. A Páscoa é o começo de um novo tempo, a passagem de um modo de viver para outro melhor; é sair da situação de pecado e escravidão até chegar à terra da promessa, onde a vida floresce. No evangelho de hoje, os verbos de movimento — ir, correr, sair, entrar — dão justamente essa ideia. A vida nova que brota da ressurreição não sobrevém de forma mágica, mas é algo que buscamos e queremos construir, iluminados e fortalecidos pela luz do Ressuscitado.
Sabemos que custa muito viver como "ressuscitados", aceitar converter-nos em novas criaturas. Maria Madalena madrugou, correu e atingiu o objetivo. Ao anunciar a boa-nova, produziu dinamismo em Pedro e no "outro discípulo". Ela também é símbolo da nova comunidade que ainda não acredita muito, mas não se acomoda diante das dúvidas e incertezas e por isso vai em busca de esclarecimento e solução.
Os poderes da morte tentam sufocar a vida, matando seu defensor, mas a vida venceu a morte, enchendo de alegria e esperança a comunidade cristã. Apesar disso, a morte contínua agindo até que "tudo seja cumprido". O pecado acompanha a humanidade no decorrer da história.
Por outro lado, quem crê na ressurreição, quem procura remover a pedra que esconde os sinais da ressurreição e se dispõe a acreditar no "horizonte do aparentemente impossível", torna-se agente de mobilização, rechaçando a realidade desumanizadora e promovendo um mundo melhor para todos.
 A ressurreição de Jesus mostra a vida ressurgindo como valor supremo e universal, superando todas as barreiras que a limitam e mutilam. Cristo, com a ressurreição, entrega-nos um mundo novo e nos recomenda não retornar ao passado, mas cortar os vínculos com o velho mundo de egoísmo, divisões e intolerância.

sábado, 5 de janeiro de 2013

Epifania do Senhor


A Epifania é a solenidade da manifestação de Deus a todos os povos, representados pelos magos que seguem a Estrela Nascente. Quase chegando ao fim do tempo do Natal, celebramos o amor de um Deus que em seu Filho deseja revelar-se a todos.
À primeira vista, pode parecer estranho que, desejando revelar-se a todos, Deus se encarne numa criança indefesa, na cidadezinha sem importância de Belém, entre gente simples e humilde. Deus não se revela triunfalmente, com sinais espetaculares. Ele faz nascer uma estrela, a indicar o caminho até seu Filho. E o que é essa estrela, senão o presente divino ao desejo humano de encontrar o próprio Deus? Deus não se impõe à nossa liberdade, pois ele é a própria liberdade, que se propõe ao nosso desejo de eternidade, ao nosso desejo de encontrar o Senhor e criador.
Ainda hoje a estrela divina está aí a nos guiar até Jesus. E somos agraciados, pois conhecemos hoje algo que os magos de então não conheciam: o ministério e a proposta de Jesus. Seguindo essa proposta do Senhor, outras pessoas nos indicam o caminho até ele. Em cada gesto de bondade e de vida, podemos reconhecer a estrela-guia. E assim somos chamados a reconhecer os sinais que nos conduzem ao nosso Deus encarnado. E, ao mesmo tempo, a oferecer ao mundo, com nossa própria vida, sinais de sua presença em nosso meio.
Os presentes dos magos também nos indicam quem é o menino recém- nascido e nos ajudam a compreender sua missão. O ouro indica que ele é o verdadeiro rei, diferente dos reis da terra, pois Jesus vem instaurar o reinado de Deus pelo perdão e pela justiça. O incenso indica que ele é Deus e como tal deve ser adorado, em seu infinito poder de amar e dar a vida. A mirra indica a natureza humana de Jesus, Deus que se encarna, assume á condição humana, sofre até as últimas consequências e dá a vida na cruz.
E nós, onde e quando temos encontrado o Senhor? E quais presentes temos oferecido a ele?

sexta-feira, 6 de abril de 2012

Páscoa de Verdade é a Ressurreição de Nosso Senhor Jesus Cristo




A cada ano que passa parece que a Páscoa se resume a um feriado comercial...
... ovos de chocolate, coelhinhos e símbolos pagãos enfeitam todos os lugares.
Onde está o real sentido da Páscoa?
Estão usando tudo isso para nos iludirmos e esquecermos a Ressurreição de Jesus Cristo.
O verdadeiro cristão é aquele que reconhece o quanto a Virgem Maria e Seu Filho Jesus Cristo sofreram para salvar a humanidade.
Se você compartilha dessa opinião e NÃO ACEITA disfarces para te afastar de Deus, inscreva hoje mesmo seu nome na Missa do Domingo de Páscoa, ligando para:
0800 607 7899
Demonstre seu amor a Nosso Senhor e não deixe de incluir suas intenções nessa Santa Missa.
Afinal, Jesus venceu a morte, é o Senhor de tudo. E nós, como Seus filhos amados, somos co-herdeiros de Deus e convidados a sentar-se à mesa para o grande banquete celestial.
Celebremos a Ressurreição de Cristo!

segunda-feira, 12 de setembro de 2011

Ministério Público denuncia Bispo Edir Macedo

O Ministério Público Federal em São Paulo denunciou o bispo Edir Macedo e mais três dirigentes da Igreja Universal do Reino de Deus, acusados de formação de quadrilha e lavagem de dinheiro arrecadado dos fiéis. De acordo com a investigação, o grupo teria utilizado os serviços de uma casa de câmbio de São Paulo para mandar recursos de forma ilegal para os Estados Unidos, entre 1999 e 2005.

Leia mais no Blog do André Café

domingo, 24 de abril de 2011

Ressurreição de Nosso Senhor Jesus Cristo
Segundo João


E no primeiro dia da semana, Maria Madalena foi ao sepulcro de madrugada, sendo ainda escuro, e viu a pedra tirada do sepulcro.

Correu, pois, e foi a Simão Pedro, e ao outro discípulo, a quem Jesus amava, e disse-lhes: Levaram o Senhor do sepulcro, e não sabemos onde o puseram.

Então Pedro saiu com o outro discípulo, e foram ao sepulcro.

E os dois corriam juntos, mas o outro discípulo correu mais apressadamente do que Pedro, e chegou primeiro ao sepulcro.

E, abaixando-se, viu no chão os lençóis; todavia não entrou.

Chegou, pois, Simão Pedro, que o seguia, e entrou no sepulcro, e viu no chão os lençóis,

E que o lenço, que tinha estado sobre a sua cabeça, não estava com os lençóis, mas enrolado num lugar à parte.

Então entrou também o outro discípulo, que chegara primeiro ao sepulcro, e viu, e creu.

Porque ainda não sabiam a Escritura, que era necessário que ressuscitasse dentre os mortos.

Tornaram, pois, os discípulos para casa.

E Maria estava chorando fora, junto ao sepulcro. Estando ela, pois, chorando, abaixou-se para o sepulcro.

E viu dois anjos vestidos de branco, assentados onde jazera o corpo de Jesus, um à cabeceira e outro aos pés.

E disseram-lhe eles: Mulher, por que choras? Ela lhes disse: Porque levaram o meu Senhor, e não sei onde o puseram.

E, tendo dito isto, voltou-se para trás, e viu Jesus em pé, mas não sabia que era Jesus.

Disse-lhe Jesus: Mulher, por que choras? Quem buscas? Ela, cuidando que era o hortelão, disse-lhe: Senhor, se tu o levaste, dize-me onde o puseste, e eu o levarei.

Disse-lhe Jesus: Maria! Ela, voltando-se, disse-lhe: Raboni (que quer dizer, Mestre).

Disse-lhe Jesus: Não me detenhas, porque ainda não subi para meu Pai, mas vai para meus irmãos, e dize-lhes que eu subo para meu Pai e vosso Pai, meu Deus e vosso Deus.

Maria Madalena foi e anunciou aos discípulos que vira o Senhor, e que ele lhe dissera isto.

Chegada, pois, a tarde daquele dia, o primeiro da semana, e cerradas as portas onde os discípulos, com medo dos judeus, se tinham ajuntado, chegou Jesus, e pôs-se no meio, e disse-lhes: Paz seja convosco.

E, dizendo isto, mostrou-lhes as suas mãos e o lado. De sorte que os discípulos se alegraram, vendo o Senhor.

Disse-lhes, pois, Jesus outra vez: Paz seja convosco; assim como o Pai me enviou, também eu vos envio a vós.

E, havendo dito isto, assoprou sobre eles e disse-lhes: Recebei o Espírito Santo.

Aqueles a quem perdoardes os pecados lhes são perdoados; e àqueles a quem os retiverdes lhes são retidos.

Ora, Tomé, um dos doze, chamado Dídimo, não estava com eles quando veio Jesus.

Disseram-lhe, pois, os outros discípulos: Vimos o Senhor. Mas ele disse-lhes: Se eu não vir o sinal dos cravos em suas mãos, e não puser o dedo no lugar dos cravos, e não puser a minha mão no seu lado, de maneira nenhuma o crerei.

E oito dias depois estavam outra vez os seus discípulos dentro, e com eles Tomé. Chegou Jesus, estando as portas fechadas, e apresentou-se no meio, e disse: Paz seja convosco.

Depois disse a Tomé: Põe aqui o teu dedo, e vê as minhas mãos; e chega a tua mão, e põe-na no meu lado; e não sejas incrédulo, mas crente.

E Tomé respondeu, e disse-lhe: Senhor meu, e Deus meu!

Disse-lhe Jesus: Porque me viste, Tomé, creste; bem-aventurados os que não viram e creram.

Jesus, pois, operou também em presença de seus discípulos muitos outros sinais, que não estão escritos neste livro.

Estes, porém, foram escritos para que creiais que Jesus é o Cristo, o Filho de Deus, e para que, crendo, tenhais vida em seu nome.

sexta-feira, 22 de abril de 2011

A PAIXÃO DE JESUS CRISTO SEGUNDO JOÃO




Tendo dito estas coisas, Jesus saiu com os discípulos para o outro lado da torrente do Cédron, onde havia um horto, e ali entrou com os seus discípulos. 

Judas, aquele que o ia entregar, conhecia bem o sítio, porque Jesus se reunia ali frequentemente com os discípulos. 
Judas, então, guiando o destacamento romano e os guardas ao serviço dos sumos sacerdotes e dos fariseus, munidos de lanternas, archotes e armas, entrou lá. 

Jesus, sabendo tudo o que lhe ia acontecer, adiantou-se e disse-lhes: «Quem buscais?» 
Responderam-lhe: «Jesus, o Nazareno.» Disse-lhes Ele: «Sou Eu!» E Judas, aquele que o ia entregar, também estava junto deles. 
Logo que Jesus lhes disse: 'Sou Eu!', recuaram e caíram por terra. 
E perguntou-lhes segunda vez: «Quem buscais?» Disseram-lhe: «Jesus, o Nazareno!» 
Jesus replicou-lhes: «Já vos disse que sou Eu. Se é a mim que buscais, então deixai estes ir embora.» 

Assim se cumpria o que dissera antes: 'Dos que me deste, não perdi nenhum.' 
Nessa altura, Simão Pedro, que trazia uma espada, desembainhou-a e arremeteu contra um servo do Sumo Sacerdote, cortando-lhe a orelha direita. O servo chamava-se Malco. 

Mas Jesus disse a Pedro: «Mete a espada na bainha. Não hei-de beber o cálice de amargura que o Pai me ofereceu?» 
Então, o destacamento, o comandante e os guardas das autoridades judaicas prenderam Jesus e manietaram-no. 
E levaram-no primeiro a Anás, porque era sogro de Caifás, o Sumo Sacerdote naquele ano. 
Caifás era quem tinha dado aos judeus este conselho: 'Convém que morra um só homem pelo povo'. 
Entretanto, Simão Pedro e outro discípulo foram seguindo Jesus. Esse outro discípulo era conhecido do Sumo Sacerdote e pôde entrar no seu palácio ao mesmo tempo que Jesus. 
Mas Pedro ficou à porta, de fora. Saiu, então, o outro discípulo que era conhecido do Sumo Sacerdote, falou com a porteira e levou Pedro para dentro. 

Disse-lhe a porteira: «Tu não és um dos discípulos desse homem?» Ele respondeu: «Não sou.» 
Lá dentro estavam os servos e os guardas, de pé, aquecendo-se à volta de um braseiro que tinham acendido, porque fazia frio. Pedro ficou no meio deles, aquecendo-se também. 

Então, o Sumo Sacerdote interrogou Jesus acerca dos seus discípulos e da sua doutrina. 
Jesus respondeu-lhe: «Eu tenho falado abertamente ao mundo; sempre ensinei na sinagoga e no templo, onde todos os judeus se reúnem, e não disse nada em segredo. 
Porque me interrogas? Interroga os que ouviram o que Eu lhes disse. Eles bem sabem do que Eu lhes falei.» 

Quando Jesus disse isto, um dos guardas ali presente deu-lhe uma bofetada, dizendo: «É assim que respondes ao Sumo Sacerdote?» 
Jesus replicou: «Se falei mal, mostra onde está o mal; mas, se falei bem, porque me bates?» 
Então, Anás mandou-o manietado ao Sumo Sacerdote Caifás. 
Entretanto, Simão Pedro estava de pé a aquecer-se. Disseram-lhe, então: «Não és tu também um dos seus discípulos?» Ele negou, dizendo: «Não sou.» 

Mas um dos servos do Sumo Sacerdote, parente daquele a quem Pedro cortara a orelha, disse-lhe: «Não te vi eu no horto com Ele?» 
Pedro negou Jesus de novo; e nesse instante cantou um galo. 
De Caifás, levaram Jesus à sede do governador romano. Era de manhã cedo e eles não entraram no edifício para não se contaminarem e poderem celebrar a Páscoa. 
Pilatos veio ter com eles cá fora e perguntou-lhes: «Que acusações apresentais contra este homem?» 
Responderam-lhe: «Se Ele não fosse um malfeitor, não to entregaríamos.» 
Retorquiu-lhes Pilatos: «Tomai-o vós e julgai-o segundo a vossa Lei.» «Não nos é permitido dar a morte a ninguém», disseram-lhe os judeus, em cumprimento do que Jesus tinha dito, quando explicou de que espécie de morte havia de morrer. 

Pilatos entrou de novo no edifício da sede, chamou Jesus e perguntou-lhe: «Tu és rei dos judeus?» 
Respondeu-lhe Jesus: «Tu perguntas isso por ti mesmo, ou porque outros to disseram de mim?» 
Pilatos replicou: «Serei eu, porventura, judeu? A tua gente e os sumos sacerdotes é que te entregaram a mim! Que fizeste?» 
Jesus respondeu: «A minha realeza não é deste mundo; se a minha realeza fosse deste mundo, os meus guardas teriam lutado para que Eu não fosse entregue às autoridades judaicas; portanto, o meu reino não é de cá.» 

Disse-lhe Pilatos: «Logo, Tu és rei!» Respondeu-lhe Jesus: «É como dizes: Eu sou rei! Para isto nasci, para isto vim ao mundo: para dar testemunho da Verdade. Todo aquele que vive da Verdade escuta a minha voz.» 
Pilatos replicou-lhe: «Que é a verdade?» Dito isto, foi ter de novo com os judeus e disse-lhes: «Não vejo nele nenhum crime. Mas é costume eu libertar-vos um preso na Páscoa. Quereis que vos solte o rei dos judeus?» 

Eles puseram-se de novo a gritar, dizendo: «Esse não, mas sim Barrabás!» Ora Barrabás era um salteador. 
Então, Pilatos mandou levar Jesus e flagelá-lo. 
Depois, os soldados entrelaçaram uma coroa de espinhos, cravaram-lha na cabeça e cobriram-no com um manto de púrpura; e, aproximando-se dele, diziam-lhe: «Salve! Ó Rei dos judeus!» E davam-lhe bofetadas. 
Pilatos saiu de novo e disse-lhes: «Vou trazê-lo cá fora para saberdes que eu não vejo nele nenhuma causa de condenação.» 

Então, saiu Jesus com a coroa de espinhos e o manto de púrpura. Disse-lhes Pilatos: «Eis o Homem!» 
Assim que viram Jesus, os sumos sacerdotes e os seus servidores gritaram: «Crucifica-o! Crucifica-o!» Disse-lhes Pilatos: «Levai-o vós e crucificai-o. Eu não descubro nele nenhum crime.» 
Os judeus replicaram-lhe: «Nós temos uma Lei e, segundo essa Lei, deve morrer, porque disse ser Filho de Deus.» 

Quando Pilatos ouviu estas palavras, mais assustado ficou. Voltou a entrar no edifício da sede e perguntou a Jesus: «Donde és Tu?» Mas Jesus não lhe deu resposta. 
Pilatos disse-lhe, então: «Não me dizes nada? Não sabes que tenho o poder de te libertar e o poder de te crucificar?» 
Respondeu-lhe Jesus: «Não terias nenhum poder sobre mim, se não te fosse dado do Alto. Por isso, quem me entregou a ti tem maior pecado.» 
A partir daí, Pilatos procurava libertá-lo, mas os judeus clamavam: «Se libertas este homem, não és amigo de César! Todo aquele que se faz rei declara-se contra César.» 

Ouvindo estas palavras, Pilatos trouxe Jesus para fora e fê-lo sentar numa tribuna, no lugar chamado Lajedo, ou Gabatá em hebraico. 

Era o dia da Preparação da Páscoa, por volta do meio-dia. Disse, então, aos judeus: «Aqui está o vosso Rei!» 
E eles bradaram: «Fora! Fora! Crucifica-o!» Disse-lhes Pilatos: «Então, hei-de crucificar o vosso Rei?» Replicaram os sumos sacerdotes: «Não temos outro rei, senão César.» 

Então, entregou-o para ser crucificado. E eles tomaram conta de Jesus. Jesus, levando a cruz às costas, saiu para o chamado Lugar da Caveira, que em hebraico se diz Gólgota, onde o crucificaram, e com Ele outros dois, um de cada lado, ficando Jesus no meio. 
Pilatos redigiu um letreiro e mandou pô-lo sobre a cruz. Dizia: «Jesus Nazareno, Rei dos Judeus.» 
Este letreiro foi lido por muitos judeus, porque o lugar onde Jesus tinha sido crucificado era perto da cidade e o letreiro estava escrito em hebraico, em latim e em grego. 
Então, os sumos sacerdotes dos judeus disseram a Pilatos: «Não escrevas 'Rei dos Judeus', mas sim: 'Este homem afirmou: Eu sou Rei dos Judeus.'» 
Pilatos respondeu: «O que escrevi, escrevi.» 

Os soldados, depois de terem crucificado Jesus, pegaram na roupa dele e fizeram quatro partes, uma para cada soldado, excepto a túnica. A túnica, toda tecida de uma só peça de alto a baixo, não tinha costuras. 
Então, os soldados disseram uns aos outros: «Não a rasguemos; tiremo-la à sorte, para ver a quem tocará.» Assim se cumpriu a Escritura, que diz: Repartiram entre eles as minhas vestes e sobre a minha túnica lançaram sortes. E foi isto o que fizeram os soldados. 
Junto à cruz de Jesus estavam, de pé, sua mãe e a irmã da sua mãe, Maria, a mulher de Clopas, e Maria Madalena. 
Então, Jesus, ao ver ali ao pé a sua mãe e o discípulo que Ele amava, disse à mãe: «Mulher, eis o teu filho!» 

Depois, disse ao discípulo: «Eis a tua mãe!» E, desde aquela hora, o discípulo acolheu-a como sua. 
Depois disso, Jesus, sabendo que tudo se consumara, para se cumprir totalmente a Escritura, disse: «Tenho sede!» 

Havia ali uma vasilha cheia de vinagre. Então, ensopando no vinagre uma esponja fixada num ramo de hissopo, chegaram-lha à boca. 

Quando tomou o vinagre, Jesus disse: «Tudo está consumado.» E, inclinando a cabeça, entregou o espírito. 

Como era o dia da Preparação da Páscoa, para evitar que no sábado ficassem os corpos na cruz, porque aquele sábado era um dia muito solene, os judeus pediram a Pilatos que se lhes quebrassem as pernas e fossem retirados. 
Os soldados foram e quebraram as pernas ao primeiro e também ao outro que tinha sido crucificado juntamente. 

Mas, ao chegarem a Jesus, vendo que já estava morto, não lhe quebraram as pernas. 
Porém, um dos soldados traspassou-lhe o peito com uma lança e logo brotou sangue e água. 
Aquele que viu estas coisas é que dá testemunho delas e o seu testemunho é verdadeiro. E ele bem sabe que diz a verdade, para vós crerdes também. 

É que isto aconteceu para se cumprir a Escritura, que diz: Não se lhe quebrará nenhum osso. 
E também outro passo da Escritura diz: Hão-de olhar para aquele que trespassaram. 
Depois disto, José de Arimateia, que era discípulo de Jesus, mas secretamente por medo das autoridades judaicas, pediu a Pilatos que lhe deixasse levar o corpo de Jesus. E Pilatos permitiu-lho. Veio, pois, e retirou o corpo. 

Nicodemos, aquele que antes tinha ido ter com Jesus de noite, apareceu também trazendo uma mistura de perto de cem libras de mirra e aloés. 
Tomaram então o corpo de Jesus e envolveram-no em panos de linho com os perfumes, segundo o costume dos judeus. 

No sítio em que Ele tinha sido crucificado havia um horto e, no horto, um túmulo novo, onde ainda ninguém tinha sido sepultado. 
Como para os judeus era o dia da Preparação da Páscoa e o túmulo estava perto, foi ali que puseram Jesus.