segunda-feira, 4 de janeiro de 2010

PAI É PRESO AO LEVAR DROGA PARA FILHO


Agentes penitenciários flagraram um pai tentando passar droga para o filho, na Penitenciária de Segurança Máxima, Harry Amorin Costa em Dourados.

De acordo com informações policiais, João Justino Oliveira Filho, de 50 anos, morador no bairro 4º Plano, escondia comprimidos, aparentemente para dor de cabeça, no sapato. O flagrante aconteceu durante revista pessoal.

O produto localizado passou por exames, que constataram presença de cocaína; um total de 3 gramas. O acusado disse que desconhecia o fato e que produto poderia ter caído no pé dele quando ele foi calçar o sapato. Ele foi autuado por tráfico de drogas. João é pai de Carlos Augusto Cramolinski. Ele cumpre pena por assalto na cela 13, do raio II da Máxima.

Fonte - max


Prisioneiro tenta fugir de cadeia e acaba entalado em buraco de cabeça para baixo

Um prisioneiro precisou de ajuda depois que ficou entalado no teto ao tentar fugir de uma cadeia em Valle Hermoso, no México. Os bombeiros tiveram que cortar as grades para retirar Roberto Carrillo, de 42 anos, do local.


Carrillo tentou escapar através de uma abertura entre as grades e o telhado da cadeia, mas ele acabou ficando preso de cabeça para baixo no buraco e foi forçado a pedir ajuda aos agentes penitenciários.

Como não conseguiram resgatá-lo, os agentes chamaram os bombeiros, que levaram cerca de 30 minutos para retirar o prisioneiro azarado no buraco. Carrillo tinha sido preso acusado de sequestro algumas horas antes de sua tentativa de fuga.

Fonte - globo

Mortes no Réveillon já superam as do Bateau Mouche em 88















Com a confirmação de mais de 60 mortes por causa das chuvas que castigam o Rio de Janeiro desde o dia 31 de dezembro, o Réveillon já é considerado um dos mais trágicos da história do Estado. Ele supera o número de vítimas do naufrágio do Bateau Mouche, que matou 55 pessoas no dia 31 de dezembro de 1988.

De acordo com a perícia realizada à época, o Bateau Mouche transportava 142 passageiros que assistiriam às comemorações pela passagem do ano na praia de Copacabana. Os sobreviventes contam que as grandes ondas por causa do mar agitado inundaram o barco, que afundou 10 minutos antes da virada do ano.

Entre as vítimas do acidente estavam a atriz Yara Amaral e o dono dos cosméticos Payot, Silvio Grotkowski. A Polícia Civil indiciou três pessoas, mas ninguém foi preso. Mais tarde, os sócios da empresa responsável pelo barco , todos imigrantes, fugiram para seu país de origem, Espanha e Portugal, que não tinham acordo de extradição com o Brasil.

Tragédia em Angra

Deslizamentos de terra causaram dezenas de mortes na madrugada do dia 1º em Angra dos Reis, no Rio de Janeiro. No centro de cidade, uma encosta cedeu e deslizou por cima de casas no Morro da Carioca. Na Ilha Grande, o deslizamento por conta das chuvas durante a madrugada encobriu a pousada de luxo Sankay, lotada de turistas, e mais sete casas, na enseada do Bananal. Cerca de 120 homens da Defesa Civil, dos Bombeiros e da Marinha participam do resgate.

Fonte - terra

sábado, 2 de janeiro de 2010

Velório em Portugal

Estava de passagem por Portugal quando percebi que uma pessoa havia morrido.. Fiquei curioso para saber como eram os velórios deles. Ao chegar, vi que no caixão estava o morto inteiramente nú e ao lado um grande pote cheio de creme, no qual cada um dos presentes pegava um pouquinho e passava no defunto. Surpreendido pela cena, coisa inusitada, aproximei-me da mulher, bela e formosa loira, e perguntei:

- Desculpe-me a ignorância, mas porque estão passando creme no defunto? É tradição aqui?

A esposa respondeu:

- Não! É inédito! Nunca fizemos isso. Ele é que pediu para ser cremado!!!!!!!!!!

Mãos – Agentes da Nossa História

Mãos brancas, pretas, amarelas,
Grandes, médias, pequenas,
Filosóficas, trabalhadoras, artísticas,
Quantas diferenças trazem
Em seu uso, seu tocar.
Quantas coisas podem
A vida, o homem, o mundo mudar.

Podem levar o amor,
O carinho, a compreensão.
Podem, com uma caneta, uma pena,
Transformar nossa mente,
Nosso coração.
 
Podem transformar o mundo,
Determinar uma trégua,
Ou ativar uma grande explosão.
Com um único gesto,
Um simples tocar,
Podem cativar
Um triste e solitário coração.
Ou podem dar fim a vidas, sonhos,
Ou à beleza da natureza,
Derrubando árvores,
Poluindo rios, mares,
Matando nosso planeta,
Nossa chance de redenção.
Matando nossas belezas...

Agentes ativos da história,
Que seria de nós
Sem elas
Para nosso passado,

Nosso futuro, contar...
Símbolo impar da inteligência
Ou ignorância humana,
Seu bom ou mau uso
É que fará nosso mundo mudar.
Seu bom ou mau uso
É que fará a diferença
Entre o acariciar ou o atirar.
É que fará a diferença
Entre nos aproximar
E muitos problemas solucionar,
Dando-nos as mãos sem medos,
Barreiras
Ou preconceitos,
Fazendo a paz,
Finalmente chegar.
Fazendo o amor,
Finalmente, nos transformar,
Para que de homens
Possamos, realmente,
Sermos humanos
E esse adjetivo podermos,
Enfim, utilizar.

Geralda Sales

Mãe


Difícil viver sem ti,
Difícil viver sem teu amor,
Sem teu carinho, sem teus cuidados.
Mas é preciso, Mãe, seguir meu caminho,
Tomar novos rumos,
Quebrar esta dependência,
Tornar-me Eu, e não uma extensão Tua.
É necessário, Mãe, quebrar as amarras,
Romper o medo, seguir em frente.
É necessário, bem sei,
Ter-te presente em minha mente,
Meu coração.
É preciso, Mãe, não esquecer as lições,
Tudo que me ensinaste.
Mas é necessário, também,
Saberes que o tempo é outro,
Os valores são outros, e tudo é muito rápido.
Não te preocupes, Mãe!
Tuas lições ficaram.
Elas são a base do meu dia-a-dia.

Mesmo à distância, mesmo sem estares aqui,
Existes em mim em toda tua plenitude.
Mesmo em nossas diferenças,
Mesmo em nossas divergências,
E nas tantas e tantas vezes que brigamos,
Que discutimos,
Que não soubemos nos entender,
Que duvidamos do nosso amor,
Que negamos o nosso amor
E, no entanto, Mãe,
O que mais quero
É abraçar-te carinhosamente
E, do fundo do meu coração,
Dizer-te baixinho, suavemente:
“Mãe, eu te amo!”

Geralda Sales

Lugar ao Sol

Na força brutalmente suave,
A flor fere o asfalto,
Surge do nada,
Dá-nos uma lição:
A lição do acreditar,
Do ter sempre a esperança.
A esperança de conquistar,
Mesmo a duras-penas
Ou lágrimas derramadas,
O seu lugar ao sol.
Mesmo vindo do nada.

Geralda Sales

LEMBRANÇAS DE UMA INFÂNCIA FELIZ

Móveis da pobreza:
Tão iguais, tão comuns, tão pobres...
Muitas vezes de segunda ou terceira mão.
Passado volta,
Lembranças voltam:
Anos de pobreza, de sofrimento,
Cama com outros irmãos dividida.

Tempos difíceis na panela,
Nunca vazia,
Mas nunca repleta...
Pedaços contados,
Quantidade limitada,
Água no leite,
Chafé,
Farinha com açúcar,
Papa emboloada,
Cuscuz com leite, a desejar,
Feijão simples,
Arroz branco...
Galinha...só aos domingos
Carne, bife...só para “cheirar”.

Infância feliz, livre,
Com responsabilidades,
Obrigações, deveres, estudo,
Brincadeiras de rua.

Infância feliz,
Longe das bonecas,
Dos brinquedos industrializados,
Ao lado dos irmãos,
Amigos e moleques de rua,
Vivendo a liberdade
Que só as crianças pobres podem ter.
Vivendo a criatividade
Que a criança pobre aprende a ter,
Inventando brinquedos,
Diversão,
Utilizando-se do lixo,
Das sucatas,
Da natureza,
Em seus jogos de infância,
Seu parque de diversão.

Imitando adultos,
Filmes, televisão,
Nas brincadeiras de mocinho e bandido,
Ou nos programas de auditório
Do rádio e da televisão.

Criança não sente o drama,
A imensidão do drama,
Da pouca comida à mesa,
Do sofrimento dos pais,
Das contas na mercearia,
Da labuta do dia-a-dia.

Gaivota (Geralda Sales)

Guerras

Guerras pelo poder,
Necessidade de medir forças,
Necessidade de optar por este
Ou aquele grupo.
Por que isso?
Por que tanta agressão?
O melhor não é a paz, a união?
Por que não tentar a coesão
Em cima do companheirismo,
Da ajuda mútua, da união?

Tudo o que querem é o poder,
Tudo o que buscam é o poder.
E, por isso, usam hipocritamente,
A palavra “união”.

E os tolos seguem atrás,
Seguem seus passos,
Erguem suas bandeiras,
Para depois serem abandonados,
Jogados de lado,
Pois já cumpriram sua missão.

Gosto da paz, da harmonia,
Mas sei que é utopia,
Que é sonho, ou até “burrice”,
Esse tal consenso,
Essa tal coesão.

Pessoas são indivíduos,
Têm idéias, desejos,
Experiências e interesses próprios.
Tão logo saciados,
Acabou o consenso, acabou a coesão.
Pois o que importa é o poder.
É o jogo de articulação.

E tudo isso é uma pena...

Geralda Sales

Fuga

No medo da guerra,
Dessas brigas idiotas,
Onde homens e mulheres
Destroem o pouco que restou,
O pouco que ficou,
De uma vivência,
Uma convivência,
De ódio, de amor,
Perco-me dessa ambição,
Na luta deste sistema,
Para mim,
Em decomposição.
E me refugio
Nesta utópica solução
Que é resolver tantos problemas,
Perdendo-me na multidão.

Geralda Sales