quarta-feira, 7 de outubro de 2015
CONCURSO PARA DELEGADO DA POLÍCIA CIVIL DE PERNAMBUCO É ANULADO
A
Secretaria de Defesa Social (SDS) anulou a realização do concurso para delegado
da Polícia Civil de Pernambuco. A decisão da anulação foi publicada no Diário
Oficial do Estado no último dia 23 de setembro. O concurso estava suspenso por
força de uma liminar concedida em ação cautelar do Juiz da 2ª Vara da Fazenda
Pública. A suspensão foi determinada devido à existência de indícios de fraude.
A ação cautelar com pedido de liminar foi proposta pela candidata Rochely de
Oliveira Torres.
O
documento afirmava que “o procedimento de dispensa de licitação para
contratação da empresa responsável pela condução do concurso para o cargo de
Delegado de Polícia do Estado de Pernambuco é assaz questionável, visto que não
é possível confirmar se os ofícios destinados a organizadoras de renome
nacional, de fato, foram enviados, pois não há qualquer comprovação nos autos
do processo de dispensa que isso ocorreu”.
Com
um total de 24.967 inscritos para concorrer a 100 vagas, o concurso teria a
primeira etapa realizada no dia 26 de abril passado, mas acabou não
acontecendo. A expectativa agora é de que a SDS divulgue ainda este mês a nova
organizadora do concurso já que a contratação direta que escolheu o Instituto
de Apoio à Universidade de Pernambuco (IAUPE) foi anulada pelo governo do Estado. A organizadora vai realizar também as provas dos concursos da Polícia
Militar, Polícia Científica e da Polícia Civil. A previsão é de que os editais
sejam divulgados em novembro.
O
concurso foi lançado para o preenchimento de 100 vagas de delegado, com carga
horária de 40 horas semanais e salários de R$ 9.969,81. As inscrições custaram
R$ 138,00 e o valor pago pelos candidatos deve ser devolvido para que possam
fazer uma nova inscrição. A suspensão da realização das provas de conhecimentos
dois dias antes da aplicação das provas causou transtornos a muitos candidatos,
visto há pessoas de vários estados inscritas na seleção.
Fonte-euvoupassar
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CONCURSO
segunda-feira, 5 de outubro de 2015
Pernambuco: fim do Programa de Proteção à Testemunha
Depois
de 20 anos na coordenação do Programa de Proteção à Testemunha, Vítimas e
Familiares de Vítimas de Violência (Provita), o gabinete de Assessoria Jurídica
às Organizações Populares (Gajop) entrega nesta sexta-feira a gerência. O
Provita, subordinado à Secretaria de Direitos Humanos do Ministério da Justiça,
teve seu convênio encerrado em Pernambuco em 30 de agosto passado. “Tivemos
problemas com repasse de verbas, além de passar por descaso dos governos.
Lamentamos muito, mas não dá para continuar desse jeito”, adiantou o
coordenador do Gajop, Rodrigo Deodato. Mais detalhes sobre o fim do programa
serão repassados nesta sexta-feira, às 15h30, em entrevista coletiva na sede do
Gajop, na Boa Vista.
O
Provita foi criado em 1996 pelo Gajop, que buscava contribuir com a redução dos
elevados índices de impunidade em Pernambuco. Com base na experiência de
assessoria jurídica, a ONG verificou que em diversos casos de homicídios havia
envolvimento de grupos de extermínio. A partir então, propôs ao governo do
estado uma proposta para a criação de um programa de apoio à testemunha,
familiares e vítimas de violência. O programa contou com o apoio do Ministério
Público de Pernambuco. A luta do Gajop era de que processos das testemunhas
tivessem prioridade junto ao Ministério Público e Poder Judiciário.
Em
função da experiência pernambucana, o Ministério da Justiça, por meio da então
Secretaria de Estado de Direitos Humanos, firmou, em 1998, um convênio de cooperação
técnico-financeira com o governo estadual para apoiar o Provita, ficando
explicitado que o modelo proposto, de parceria entre o Estado e a Sociedade
Civil, recebia o reconhecimento oficial do Governo Federal. Com a promulgação
da Lei nº 9.807, em 13 de julho de 1999, o programa passou a ser
institucionalizado, criando a figura do réu colaborador, definindo regras para
a redução de pena e o perdão judicial de criminosos arrependidos. Nesse mesmo ano, convênios de igual teor
foram efetivados com os Estados do Espírito Santo, Bahia e Rio de Janeiro, com
vistas à implantação dos seus respectivos programas de proteção a testemunhas.
Inserida
no programa, a testemunha era obrigada a mudar de residência, afastar-se de
amigos e familiares, manter seu passado em sigilo ou selecionar os locais que
frequenta. A pessoa também ficava proibida de dar telefonemas, sem orientação
dos supervisores. O protegido também é acompanhado por assistentes sociais,
psicólogos e advogados.
Em
2008, após longo processo de discussão interna, o Gajop entregou a execução do
Provita no Estado do Acre, por entender que já havia dado sua contribuição no
combate à impunidade naquela unidade federativa. Um ano depois, diante de
definições políticas, a ONG entregou a execução do Programa Federal e do
Monitoramento, permanecendo somente com a execução do Provita em Pernambuco,
que agora também será encerrado.
Fonte-dp
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Governo
sexta-feira, 2 de outubro de 2015
Audiências de custódia evitam 45% de prisões provisórias
Dentro
de três meses, todos os judiciários estaduais devem ter implantado as
audiências de custódia. A determinação foi dada pelo STF (Supremo Tribunal
Federal) e prevê que todo preso em flagrante deve ser apresentado a um juiz em
até 24 horas após a detenção. Assim, o magistrado avalia os riscos sociais e
decide se ele pode ou não responder ao processo em liberdade.
Atualmente,
17 Estados já adotaram a medida, que vem apresentando resultados expressivos.
Segundo balanço do CNJ (Conselho Nacional de Justiça) com dados de sete Estados
até 14 de agosto, 45% dos presos ouvidos acabaram liberados pelo juiz. Das
8.793 audiências realizadas, 3.962 suspeitos foram soltos e 4.831 vão responder
o processo atrás das grades.
Das
audiências constantes no levantamento, cerca de 70% foram realizadas no Estado
de São Paulo. Acre e Rondônia serão os 18º e 19º Estados a adotarem a medida.
Os demais Estados têm até dezembro para implantar.
A
ideia das audiências de custódia é diminuir a superlotação dos presídios
brasileiros reduzindo o número de presos provisórios. Segundo dados do
Ministério da Justiça, 607 mil pessoas estavam presas no país. O número de
vagas é de 376 mil. Desde 2000, o número de encarcerados cresceu 161%.
Cumprimento
atrasado
As
audiências de custódia são previstas em tratados internacionais de direitos
humanos assinados pelo Brasil há anos, mas não eram adotadas. Em fevereiro, o
CNJ lançou um projeto-piloto com o Tribunal de Justiça de São Paulo, que
implantou a medida.
Para
o CNJ, a estimativa é que, por ano, 120 mil pessoas deixem de ficar presas e
desafoguem o sistema prisional. Hoje, cada preso custa mensalmente em média R$
3 mil ao erário. Levando em conta os 3.962 presos soltos pelos juízes, pode se
dizer que há economia mensal de R$ 11 milhões. Os números tendem a crescer, e o
CNJ acreditar ser possível, por ano, poupar R$ 4,3 bilhões.
A
população carcerária é a quarta maior do mundo, impulsionada pelos presos
provisórios, que somam 240 mil no país. Dos presos à espera de julgamento, um
terço acaba sendo inocentado, ou seja, cumpriu pena sem necessidade.
Os
quatro Estados com maior percentual de presos provisórios já adotaram as
audiências de custódia. São os casos do Amazonas --onde 66% dos detentos ainda
não tiveram condenação final da Justiça--, Piauí (também 66%) Pernambuco (62%)
e Minas Gerais (59%). Os dados são do Anuário do Fórum Brasileiro de Segurança
Pública 2014.
Com
a implantação das audiências, o Ceará, por exemplo, adotou uma medida inédita:
só permite o ingresso de um novo preso ao sistema prisional quando dois saírem.
Atualmente, 9,9 mil pessoas estão encarceradas em 6 mil vagas nos presídios da
Grande Fortaleza.
"O
importante é que nós alteremos a cultura do encarceramento, que nos tornou o
quarto país que mais encarcera no mundo, o que é pior: 40% desses presos jamais
viram um juiz e ficam, por vezes, meses presos em franca oposição ao princípio
da presunção da inocência", afirma o presidente do STF e do CNJ, ministro
Ricardo Lewandowski –que tem ido às cerimônias de lançamento nos Estados.
Estados que já adotaram a medida:
1. São Paulo
2. Espírito Santo
3. Maranhão
4. Minas Gerais
5. Mato Grosso
6. Rio Grande do Sul
7. Paraná
8. Amazonas
9. Tocantins
10. Goiás
11. Paraíba
12. Pernambuco
13. Piauí
14. Ceará
15. Santa Catarina
16. Bahia
17. Roraima
Fonte-uol
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lei
Sistema Penitenciário: novos equipamentos de segurança
Depois
do puxão de orelhas que levou no início da semana da Corte Interamericana de
Direitos Humanos devido às condições do Complexo Prisional do Curado, o governo
do estado anuncia reforço na segurança prisional. Novos equipamentos de
segurança adquiridos com recursos do governo do Estado e doados pelo
Departamento Penitenciário Nacional (DEPEN) serão entregues nesta sexta-feira,
no Presídio Juiz Luis Lins de Barros, PJALLB, uma das três unidades do Complexo
Curado.
O
sistema receberá 22 detectores de metais tipo portal; 93 detectores de metais manuais; 33
detectores de metais tipo banqueta e 6 aparelhos de raio X. Entre os
equipamentos, a novidade é o detector de metal tipo banqueta que irá auxiliar
nas revistas femininas. Para o correto manuseio e melhor aproveitamento dos
equipamentos, o DEPEN e a SERES realizarão um treinamento nos dias 1 e 2 de
outubro, com 25 agentes penitenciários que serão multiplicadores das
informações em suas unidades de origem em parceria com a Escola Penitenciária.
O
Secretário de Justiça e Direitos Humanos, Pedro Eurico, o secretário Executivo
de Ressocialização, Eden Vespaziano e representantes do DEPEN participam da
entrega dos equipamentos.
Fonte-dp
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SISTEMA PENITENCIÁRIO
quinta-feira, 1 de outubro de 2015
PC: nova assembleia
O
Sindicato dos Policiais Civis de Pernambuco (Sinpol/PE) realizou na última terça-feira
uma assembleia na sede da entidade, na Rua Frei Cassimiro, Santo Amaro, no
Recife. O presidente do sindicato, Áureo Cisneiros, sinalizou a indignação da
categoria diante do tratamento diferenciado dado pelo governo do estado ao
oferecer aumento salarial de 8,16% aos delegados e negar reajuste aos
policiais. "Os 4,9 mil policiais civis do estado exigem tratamento
isonômico".
A
proposta que gerou insatisfação se limita à criação de uma gratificação de
auxílio-transporte fixada em R$ 300, não aplicável a aposentados e o pagamento
de progressão do Plano de Cargos Carreira e Salários. Segundo Áureo, a
progressão é um direito devido desde março que independe de negociação e a
gratificação auxílio-transporte não alcança aposentados e não tem como
substituir o reajuste dos salários. Ele indica como outro problema o fato de
ter sido ofertado reajuste salarial aos delegados, que também incorporaram em
novembro do ano passado a progressão do PCCS e ainda têm a perspectiva de uma
nova progressão em novembro.
Além
da recomposição dos salários, incluindo a fixação do percentual de 225% de
gratificação de função policial para todos, a categoria da Polícia Civil cobra
a convocação de 100 escrivães e 700 agentes concursados para substituir outros
que se aposentam até o final do ano e a equipagem adequada para trabalhar com
segurança, inclusive coletes a prova de bala, melhores condições de trabalho
nas delegacias.
Fonte-dp
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Governo
Corte Interamericana de Direitos Humanos cobra medidas efetivas para Complexo Penitenciário do Curado
Após
um ano e quatro meses da aplicação de medidas provisórias pela Corte
Interamericana de Direitos Humanos para proteger a integridade pessoal de
detentos, visitantes e Agentes Penitenciários do Complexo Penitenciário do
Curado, no Recife (PE), a Comissão Interamericana de Direitos Humanos (CIDH)
considera que as ações adotadas pelo Brasil não foram efetivas.
A
afirmação foi feita na última segunda-feira(28), pelo advogado do órgão, Erick
Acuña, durante audiência pública do tribunal, em San José, capital da Costa
Rica.
Representantes
dos governos federais e de Pernambuco e de entidades de defesa dos direitos
humanos estiveram presentes ao evento, que teve por objetivo atualizar a corte
sobre o cumprimento das medidas, além de ouvir observações das entidades que
representam os beneficiários da decisão.
O
secretário de Justiça e Direitos Humanos de Pernambuco, Pedro Eurico, listou
para os juízes uma série de ações, implementadas em conjunto com o governo
federal no Complexo do Curado.
Elas
são referentes à diminuição da superlotação, manutenção da segurança e do
respeito à vida de detentos, funcionários e visitantes, bem como atenção à
saúde dos detentos, eliminação de armas e proibição de revistas vexatórias,
medidas de curto prazo exigidas pelo tribunal.
Entre
as ações, Pedro Eurico citou campanhas de vacinação, licitação para compra de 4
mil tornozeleiras, instalação de alambrados nas muralhas e aumento da
periodicidade de revistas para evitar a presença de armas entre os detentos,
contratação de 126 novos Agentes Penitenciários, instalação de uma ouvidoria no
complexo para receber e apurar casos de violações de direitos humanos e uso de
equipamentos eletrônicos de inspeção nas revistas.
Por
causa do agravamento do quadro, em comparação a 2014, Acuña sugeriu que a corte
emita novas medidas provisórias para o Brasil, como o aumento do número de
detentos no complexo. À época, havia 6.444 presos da unidade, que tem capacidade
para 1.514 internos.
Atualmente,
conforme relato dos representantes das entidades de defesa de direitos humanos,
há cerca de 7 mil. Para o advogado da CIDH, as informações do Estado sobre
denúncias de violência e tortura são insuficientes e as medidas para evitar a
circulação de armas no complexo não foram eficientes. Sobre esses dois pontos,
ele pediu que houvesse uma investigação realizada por órgãos independentes.
A
audiência ocorreu um dia após novo tumulto no Complexo do Curado, que terminou
com dois detentos feridos e um morador do entorno morto ao ser atingido por
bala perdida. O fato foi relatado na lista de práticas violentas contabilizadas
pelo advogado da Clínica Internacional de Direitos Humanos da Universidade de
Harvard (IHRC, na sigla em inglês), Fernando Ribeiro Delgado.
Segundo
ele, desde maio de 2014, quando a Corte Interamericana emitiu as medidas
provisórias, ocorreram três rebeliões e 21 mortes, incluindo um policial, dois
presos asfixiados em um incêndio, um eletrocutado e dois decapitados, dos quais
um esquartejado.
Em
conjunto com outras entidades que representam os beneficiários das medidas, a
IHRC é responsável por um extenso dossiê com denúncias de assassinatos,
torturas e violações de direitos praticadas no Complexo do Curado. Durante a
audiência, eles apresentaram fotos e um vídeo para ilustrar fatos violentos no
local.
Os
representantes das entidades também denunciaram o desrespeito a detentos gays,
transexuais e transgêneros. Eles relataram o caso de um gay, colocado em uma
cela de castigo com outros 35 homens, que acabou vítima de estupro coletivo. Ao
solicitar novas medidas provisórias para o Complexo do Curado, o advogado da
CIDH sugeriu a inclusão de ações que protejam esse público.
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SISTEMA PENITENCIÁRIO
Aprovados no concurso para Agentes Penitenciário protestam em frente a presídio
Aprovados
no concurso para Agentes Penitenciário da Secretaria de Ressocialização (Seres)
protestam, na manhã desta quarta-feira, em frente ao Presídio Frei Damião de
Bozano, no Complexo Prisional do Curado. Os concursados alegam que somente 108
aprovados foram convocados para curso de formação e assumiram em setembro do
ano passado os cargos. O restante dos 360 aprovados no exame ficou de fora.
Exibindo faixas, eles cobram ao governo a convocação de 147 alunos aptos a
atuar no sistema penitenciário. O prazo para validade do concurso venceu em 28
de junho desse ano, sem que a Seres desse uma resposta aos aprovados e não
convocados.
Em
julho passado, o grupo se concentrou em frente à sede da Seres, no Parque 13 de
Maio, e saiu agora a pouco em passeata pela Avenida Conde da Boa Vista até o
Palácio do Campo das Princesas, na Praça da República para cobrar uma posição
do governador Paulo Câmara.
Na
ocasião, a Secretaria de Administração (SAD) informou que no concurso
instituído por meio da Portaria Conjunta SAD/Seres Nº 121, em novembro de 2009,
para Agente de Segurança Penitenciária foram ofertadas 500 vagas. Após curso de
formação e homologação do certame, foram nomeados 1.020 candidatos, ou seja,
mais que o dobro das vagas que estavam previstas. A SAD informa ainda que, além
do Estado ter ultrapassado o limite prudencial da LRF, o concurso expirou em 28
de junho. Ou seja, o Estado está impedido legalmente de nomear Agentes desse
concurso, bem como de outros certames.
Fonte-dp
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CONCURSO
domingo, 27 de setembro de 2015
Complexo do Curado: morador morre atingido por bala perdida
Um
morador da comunidade do Alto da Bela Vista morreu após ser atingido por tiros
de fuzil durante princípio de tumulto no Presídio Frei Damião de Bozzano, uma
das unidades do Complexo Prisional do Curado, no bairro do Sancho, Zona Oeste
do Recife, na manhã deste domingo (27). O ambulante Ricardo Alves da Silva, 33
anos, que escovava os dentes no quintal de casa quando foi atingido, morreu no
Hospital da Restauração (HR), no bairro do Derby, segundo o posto policial da
unidade de saúde.
Segundo
o motorista Alexandre Souza, que ajudou a socorrer Ricardo Alves, o ambulante
se preparava para ir trabalhar na Feira do Troca quando foi atingido. "Eu
me acordei com os tiros e ouvi os gritos das pessoas por aqui. Quando vi ele
estava deitado no chão, colocamos o Ricardo no carro para leva-lo para o
hospital", explica Alexandre, destacando que os tiros vindos do Complexo
do Curado são contastes. A vítima foi inicialmente socorrida para o Hospital
Otávio de Freitas, no bairro do Sancho, mas foi transferida para o HR, onde
morreu.
Conforme
o delegado Joaquim Braga, do Departamento De Homicídios e Proteção a Pessoa
(DHPP), o laudo médico informa que a vítima foi atingida por três disparos.
"A casa da vítima fica a cerca de 300 metro do presídio, mas apenas a
perícia poderá afirmar de onde partiu o disparo", explica o delegado.
Revoltados
com a falta de segurança, os moradores da comunidade Alto da Bela Vista
realizam dois protesto. O primeiro aconteceu no entorno da comunidade. Em
seguida, o grupo seguiu para a BR-232, perto da localidade, onde ateou fogo em
pneus e entulhos para bloquear a passagem de veículos. Por volta das 11:00hs o
tráfego foi normalizado.
Além
do morador, dois detentos foram atingidos por disparos dentro da unidade
prisional. José Carlos Serafim levou um tiro no abdômen e está em estado grave.
Já Mário Francisco do Nascimento foi atingido no fêmur. Ambos foram socorridos
para o Hospital Otávio de Freitas.
De acordo
com o 12º Batalhão da Polícia Militar, o tumulto foi controlado por volta das 8:00hs.
A Secretaria Executiva de Ressocialização (Seres) afirmou que irá abrir
sindicância para investigar o ocorrido e um inquérito policial também será
aberto pela Polícia Civil. Ainda segundo a secretaria, as visitas não foram
suspensas neste domingo e serão encerradas no horário habitual, às 16:00hs.
Fonte-jc
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SISTEMA PENITENCIÁRIO
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