sexta-feira, 15 de abril de 2011

TSE quer o plebiscito sobre armas

O presidente do Tribunal Superior Eleitoral, Ministro Ricardo Lewandowski, afirmou, ontem, que é favorável à realização do plebiscito sobre a proibição do comércio de armas e munições, e adiantou que votaria “sim”, ou seja, pela proibição. O ministro, no entanto, prefere que a consulta popular seja marcada para 15 de novembro, a fim de que o TSE tenha mais tempo para tomar todas as providências necessárias.
– A democracia permite que se façam tantas consultas quanto sejam necessárias, desde que haja um fato novo – comentou o ministro. – Acredito que o episódio de Realengo tenha gerado fatos novos que não eram até então cogitados.
O ministro Lewandowski disse que a Justiça eleitoral tem condições de atender à convocação de um plebiscito antes do fim do ano, mas que precisaria, “evidentemente”, de dotação orçamentária extra.

quinta-feira, 14 de abril de 2011

Assembléia Geral Extraordinária

A ASPEPE convoca para Assembléia Geral Extraordinária todos os Agentes Penitenciários, conforme decisão e deliberação da Assembléia Geral Extraordinária do 07.04.2011.


Na Reunião na SAD, ficou decidido que o Governo tem até o dia 18.04.2011, às 17: 00 hs ( dia da Asembléia Geral), para apresentar a proposta de efetivação do termo servidor policial civil e da divulgação do Cronograma de negociação. Isto ficou decidido na reunião.

Caso o Governo não cumpra, e categoria poderá deliberar por paralisações dos serviços.-Solicitamos que os AGENTES das Unidades tragam no dia da Assembléia Geral, os nomes do comando de greve das respectivas unidades. Esta relação será necessária, caso do GOVERNO não apresente a devida proposta.

LOCAL: SINPOL
ENDEREÇO: RUA FREI CASSIMIRO Nº 179 , SANTO AMARO
DATA: 18.04.2011 ( SEGUNDA  -FEIRA)
HORÁRIO: 17:00 hs

Agentes penitenciários decidem sobre greve na próxima segunda




Em assembléia geral extraordinária, marcada para a próxima segunda-feira (18), os Agentes Penitenciários de Pernambuco decidirão se entram ou não em paralisação.
De acordo com o sindicato da categoria, na última reunião o grupo teria acordado que um prazo para que o Governo apresentasse sua proposta e divulgasse o cronograma de negociação. Esse prazo expira justamente no dia 18, às 17h.

Eles querem que seja cumprido um acordo coletivo assinado em 2010, e cuja efetivação deveria ser feita em 31 de março de 2011, efetivando o termo de servidor policial civil para os agentes. Caso não haja sinalização do Governo até essa data e horário, a categoria ameaça paralisar os serviços.

RESPOSTA AO PRESIDENTE SINDASP/AS​PEPE

Caros companheiros,

Infelizmente acho que nosso presidente não sabe ler, ou não tem discernimento, aconselho o mesmo fazer um curso de interpretação de texto. Vou tentar ajudá-lo a entender melhor o que falei, caso sua capacidade seja limitada.

Não podemos esquecer que o nosso cargo já foi criado nos dando todas as prerrogativas de um servidor da policial civil, inclusive somos regidos pelo mesmo estatuto, além de referenciar que nosso salário deveria ser 30% maior. Ressalto que na última quarta, nossos representantes estavam justamente explanando para o jurídico da SAD que a lei da nossa criação nunca foi revogada, e que somos servidores da policia civil. Temos pareceres de um desembargador, da PGE (Procuradoria Geral do Estado), da Funape, onde todos reconhecem nossos direitos, mesmo assim, isso nunca impediu o governo de descumprir todas as leis até então vigentes. Temos que fazer valer a lei e não ficar tentando ratificá-la neste governo. Então mesmo que o governo conceda o termo, isso não está atrelado diretamente a reajuste salarial, e sim, que teremos mais uma fundamentação para botar posteriormente na justiça, caso eles não concedam a isonomia, em busca dos nossos direitos. Não precisa ser muito inteligente, e nem ser bacharel em direito para entender isso meus colegas.

Peço desculpa a todos os presentes na última assembleia por ter caído na provocação de uma pessoa que não tem caráter e que tenta caluniar as pessoas para denegrir a imagem delas posteriormente. O mesmo alegou durante a reunião que eu tinha furado a paralisação, declaração mentirosa, pois o mesmo presenciou quando varias pessoas foram a minha sala e informei que estávamos em paralisação. Inclusive, se não fosse minha insistência na assembleia anterior não teríamos paralisação, pois os nossos dirigentes eram contrários, como todos os presentes notaram. O único trabalho que realizei, naquele dia, foi escanear a proposta do governo para o dito presidente, mesmo ele falando que não ajudo em nada. Antes de mostrar minha insatisfação com o andamento das negociações, nas reuniões sempre fui elogiado tanto pelo presidente e vice pela participação e ajuda em todos os momentos, e que eu tinha direito de reclamar pois sempre participo. Agora, basta ser contrário as suas ideias para ser vitima de perseguição, e ser chamado de agressivo. Infelizmente, não vou aceitar ser caluniado em público, mas não vou mais cair nas suas provocações, pois o mesmo não consegue debater comigo, pois sempre tenta em assembleias me calar, limitando o meu tempo de fala, diferentemente das pessoas que são a favor das suas deliberações, e realmente perdi a paciência com essas atitudes ditadoras.

As ditaduras estão caindo em todo mundo, então não podemos deixar que nossos dirigentes façam o que quiserem sem questionamento, com a alegação que a categoria é omissa.  Muitos colegas também estão muito insatisfeitos com o andamento das negociações e cansados com a embromação do governo, mas infelizmente não expõem suas opiniões em público. Não sou oposição a ninguém, mas não vou deixar acontecer novamente com o nosso sindicato o que aconteceu com a gestão anterior. Se os nossos dirigente não gostam de questionamentos, estão no lugar errado. Querem ser dirigentes de um grupo acéfalo, para impor sua maneira de trabalho, alegando que são mais inteligentes, ou mais experiente na luta sindical, do que qualquer agente. Não sei de onde eles tiraram toda essa ex periência, com certeza não foi do sistema prisional, pois por onde o nosso presidente passou, ele nunca foi referência de empenho e capacidade. Durante todos esses anos presenciei a falta de organização nas suas atitudes, e ajudava sempre em enviar fax para todas as unidades, entrava em contato com nossos companheiros para convocar a todos para as assembleias e movimentações, além de formular a lista de e-mails dos agentes penitenciários para manter todos informados. E tive de induzir e levar o então presidente da ASPEPE na colônia e em igarassu, pois o mesmo em plena paralisação só ficava na sala acessando a internet, isso pra mim, não é compromisso com a categoria. Hoje, talvez ele tenha mais compromisso com a categoria e realmente nos represente dignamente.
      
   Ele foi eleito para a ASPEPE, porque ninguém mais se candidatou, pois nunca foi unanimidade, muito pelo contrário, por isso ele teve que fazer uma eleição para o SINDASP ao apagar das luzes, não dando oportunidade para outras pessoas se candidatarem. Os dirigentes têm que entenderem que eles só são a voz da nossa categoria, e podem expor suas opiniões como todos, mas não podem determinar o que vamos fazer, nem muito menos nos manipular. Todas as pessoas devem ser ouvidas igualmente, e todas as propostas devem colocadas em votação e principalmente seguir incontestavelmente as deliberações das assembleias, mesmo que seja contrarias as suas. Na negociação do ano passado foi deliberado que não aceitaríamos reajuste inferior o da policia civil, e os nossos negociadores não seguiram o que foi determinado, e ficamos com um percentual menor, o que aumentou diferença entre as categorias. Outra ação equivocada do nosso dirigente foi acabar com uma paralisação por conta própria, sem consultar a todos. Por conta dessas e de outras ações equivocadas, que ao meu ver prejudicaram nossa categoria fui de encontro aos nossos dirigentes, o que não quer disser que não estou ainda disposto a participar e ainda continuar ajudando. Apesar,  de ter sido indicado pelos companheiros e eleito para direção do SINDASP, não participo das decisões da nossa direção por pura discriminação, por não concordar com algumas diretrizes, sou posto de fora, ou seja, a linha e o comportamento da antiga direção está de volta, só que de cara nova.
    
      Além do mais nosso representante alega que é contrário a greve, que greve é coisa dos anos 70, e fala que os novos agentes vão poder fazer greve, finalmente o que ele defende? Tivemos todo o ano de 2010, para realizar audiências públicas e mobilizações sem ferir o acordo com o governo, mas nosso presidente ficou inerte todo esse tempo, esperando pelo governo mais uma vez. O Governo não precisa ganhar tempo, pois nossos representantes fazem muito bem isso por ele, finalmente de que lado eles estão? Espero que realmente só estejam sendo inocentes em acreditar todo esse tempo no governo.
        
  Onde está o deputado Sérgio Leite? Nosso salvador da pátria, ou nosso carrasco? Nos momentos decisivos ele e seus representantes desaparecem, mas a ASPEPE fez até campanha eleitoral para ele, que para mim só nos iludiu todo esse tempo. Caros amigos, essas são minhas últimas deliberações, mas continuarei acompanhando todo o processo de negociação, e espero que todos compareçam e nos ajudem a vencer essa batalha. Não vamos deixar mais o governo nos enrolar.

Atenciosamente,
              Maurício Ferrer
               Agente Penitenciário

Assédio Moral no Trabalho

Nos últimos anos estudiosos, administradores, médicos, psicólogos, advogados vem tentando conceituar o Assédio Moral. Paralelo a isso, os poderes legislativos estaduais e federal tem procurado fomentar discussão para se criar leis que proíbam a pratica de assédio moral no ambiente de trabalho.

Embora de forma camuflada, essa pratica é comum nas empresas públicas e privadas. O Assédio Moral desestabiliza sua vítima levando-a a crises de depressão, angustia e danos psíquicos irreparáveis. Além da violência psicológica, a humilhação e o constrangimento, a saúde física e mental da vítima se deteriora, prejudicando ainda suas relações afetivas e sociais.

“Assédio moral no trabalho é toda e qualquer conduta abusiva (gesto, palavra, comportamento, atitude...) que atente, por sua repetição ou sistematização, contra a dignidade ou a integridade psíquica ou física de uma pessoa, ameaçando seu emprego ou degradando o clima de trabalho”Marie-France Hirigoyen, psicanalista e escritora francesa, autora das obras Assédio Moral - A Violência Perversa no Cotidiano e Mal-estar no Trabalho – Redefinindo o Assédio Moral
Infelizmente nós fazemos parte, conscientes ou não, do grupo que formam o que os estudiosos chamam de Pacto de Tolerância ou do Silêncio, na medida em que não nos envolvemos nas discussões que deveriam abolir a pratica de assédio moral no trabalho. Se você ou passou ou passa por qualquer uma das situações citada abaixo, você esta sendo vítima de Assédio Moral. DENUNCIE!



Condutas que caracterizam o Assédio Moral


- Dar instruções confusas e imprecisas; - bloquear o andamento do trabalho alheio;- atribuir erros imaginários; - ignorar a presença de funcionário na frente de outros; - pedir trabalhos urgentes sem necessidade; - pedir a execução de tarefas sem interesse; - fazer críticas em público; - sobrecarregar o funcionário de trabalho;- não cumprimentar e não dirigir a palavra ao empregado; - impor horários injustificados; - fazer circular boatos maldosos e calúnias sobre a pessoa; - forçar a demissão; - insinuar que o funcionário tem problemas mentais ou fa­miliares;- transferir o empregado de setor ou de horário, para isolá-lo; - não lhe atribuir tarefas; - retirar seus instrumentos de trabalho (telefone, fax, com­putador, mesa);- agredir preferencialmente quando está a sós com o asse­diado; - proibir os colegas de falar e almoçar com a pessoa.  - exigir que cumpra tarefas fora da jornada de trabalho; - não permitir ao trabalhador que se submeta a treinamen­tos- ridicularizar as convicções religiosas ou políticas do traba­lhador; - marcar reuniões sem avisar o empregado e cobrar sua au­sência na frente dos colegas- suprimir documentos ou informações importantes para a realização do trabalho; - apoderar-se das idéias da outra pessoa; - exigir desempenho de funções acima do conhecimento do empregado ou abaixo de sua capacidade ou degradantes; - ignorar ou contestar as decisões e opiniões.


Fonte: O Assédio Moral e o Mundo do Trabalho Documento elaborado por Silvia Maria Zimmermann (Ministério Público do Trabalho Procuradoria Regional do Trabalho/12ª Região), Teresa Cristina Dunka Rodrigues dos Santos (Ministério Público do Trabalho – Procuradoria Regional do Trabalho/12ª Região) e Wilma Coral Mendes de Lima (Ministério do Trabalho e Emprego - Delegacia Regional do Trabalho/SC)www.assediomoral.com.brww.assediomoral.com.br).

quarta-feira, 13 de abril de 2011

Armas: Ministra de Direitos Humanos defende um novo referendo


A ministra da Secretaria Especial de Direitos Humanos, Maria do Rosário, defendeu ontem um novo referendo para saber qual o posicionamento da sociedade sobre a comercialização de armas e munições no país. Ele ressaltou que apoia a iniciativa do presidente do Senado, José Sarney (PMDB-AP), e do ministro da Justiça, Jósé Eduardo Cardozo.

"O Brasil precisa promover logo o desarmamento da população", afirmou a ministra ao deixar o gabinete do presidente do Senado acompanhada das ministras Iriny Lopes, da Secretaria Especial de Políticas para as Mulheres, e Luiza Bairros, da Igualdade Racial. Elas participam, na Comissão de Direitos Humanos, da instalação da subcomissão permanente em defesa da mulher.

Ao deixar o gabinete de Sarney, a ministra Maria do Rosário ressaltou que não só a repressão ao comércio de armas e munições clandestinas irão ajudar no combate às práticas de violência por porte de arma de fogo. Rosário ressaltou a necessidade de sensibilizar e esclarecer a população que as armas e munições compradas legalmente também "caem nas mãos dos bandidos".

segunda-feira, 11 de abril de 2011

Você é amigo do Rei?


Para ser amigo do Rei não é preciso ter conhecimento do Sistema Penitenciário, basta ser parente ou conhecido muito próximo de algum político influente. Outra alternativa é ser amigo de alguns dos seus súditos, e claro, ser muito fiel a ele, para isso, basta ser um soldado lagartixa, aquele que apenas balança a cabeça confirmando suas decisões. Só uma dica: nunca, mas nunca mesmo, questione suas práticas, do contrario... Qualidades como postura ética, conhecimento técnico, inteligência emocional, motivação, capacidade de equacionar problemas, autonomia são desnecessárias quando se é amigo do Rei. Essa é uma pratica cultural na SERES. Importante lembrar: Nem sempre o Rei é o Rei de fato e de direito. Às vezes ele esta camuflado de Supervisor de Segurança, Gerente, de Superintendente ou de interino de Chefe de Gabinete. Mas uma coisa é certa: ele esta sempre com um chicote na mão, ou melhor, com uma caneta na mão, e mais ainda, com a informação, que muitas vezes o verdadeiro Rei desconhece.


Por Aglany Almeida

Preso de Alcaçuz foge de hospital após fingir ter dor de barriga


Um preso do regime fechado do presídio de Alcaçuz fugiu do hospital Deoclécio Marques, em Parnamirim, onde passaria por uma cirurgia, na noite desse domingo (11). O detento, identificado como Francisco Theonardgi Lopes de Moura fugiu pela janela de um dos banheiros do hospital após fingir ter dor de barriga.

De acordo com informações do agente Rocha, vice-diretor da penitenciária, o presidiário teria que fazer uma cirurgia no braço para retirar resíduos de balas que estavam alojados em seu braço. Segundo o agente, ao chegar ao hospital, o fugitivo teria pedido para ir ao banheiro alegando estar com dor de barriga. Sem que os policiais percebessem, ele pulou pela janela do banheiro e fugiu.

Todo o policiamento da região foi acionado e equipes especializadas estão em diligências pelas principais rotas de fuga. Até o momento não há pistas sobre seu paradeiro.

Francisco Theonardgi cumpria pena em regime fechado por assalto e estava preso havia um ano após troca de tiros com a polícia, motivo pelo qual teria que passar pela cirurgia.

sábado, 9 de abril de 2011

GOVERNO QUEBRADO ACORDO

Caros companheiros.

           
 Estamos vivendo um momento crucial para as pretensões dos agentes penitenciários, e mais uma vez estamos sendo manipulados pelo governo. O prazo para cumprimento das propostas referente ao dissídio de 2010 terminou em 31/03/2011, e o governo só agora está analisando a questão jurídica das nossas propostas, praticamente depois de um ano. O governo desde o ano passado já tinha anunciado não haver problemas na inclusão do termo “Servidor Policial Civil”, e não encaminhou nenhuma mensagem, mas só depois da nossa paralisação chamou a equipe técnica jurídica da SAD, para analisar se a inclusão do termo é legal.  Isso é um caso claro que o governo estava nos enrolando até o momento, pois promete o que não sabia se podia cumprir, ou está mais uma vez ganhando tempo.
          
  Nossos representantes na negociação relatam que o sentimento deles em relação ao governo é de esperança nas negociações, porém o governo não tem sentimento, o quanto ele puder enrolar as categorias e economizar em relação a reajustes salariais dos servidores do estado, ele irá fazer. Como já relatei em outro e-mail não acredito que o governo tenha a intenção de dar a isonomia, quando ano passado ele aumentou ainda mais a diferença entre as categorias. Temos que cobrar do governo um documento com propostas concretas, baseadas em valores, e não só em intenções. Não trabalhamos com reciclagem para viver só de papel, queremos, sim é o papel moeda.
           
 Mesmo que o governo inclua o termo, isso não nos garante automaticamente nenhum reajuste salarial, não caiam nessa conversa. Todos os documentos enviados pelo governo são vagos (Proposta em anexo), que não nos garante absolutamente nada, e que em muitos trechos levam a varias interpretações. O PJES extra até hoje não está em nenhum acordo, tudo foi feito de boca, não temos garantia de nada. Inclusive, segundo o nosso próprio secretário de ressocialização divulgou antes da assembleia, que a intenção do governo é de acabar com o PJES, ou seja, a qualquer momento poderemos perder esse acordo fictício, ao bel prazer do governo. O governo não cumpre nem o que está no papel, imagine de boca. Sem contar, que os novos agentes não terão direito ao PJES extra.
       
     Os companheiros da Policia militar estão negociam com o governo o aumento do abono para R$ 1.100,00, além de um reajuste de 12% em junho, o único impasse é a incorporação do abono ao vencimento básico, pois os policiais perdem o abono quando se aposentam. As negociações com a polícia civil avançam para um aumento do vencimento básico, para no mínimo de R$ 1.400,00 e revisão nas faixas por tempo de serviço. Será que vamos, mais uma vez, levar um banho de todas as outras categorias de segurança pública. Segundo o nosso próprio secretário podemos também ter uma isonomia com a polícia militar ou com a civil, e pelo visto está mais fácil ter com a militar.
            
Caros colegas, sempre fui contra a realização de greve, encaro como o último recurso de mobilização de uma categoria, contudo chegamos ao momento que se o governo não cumprir com o prometido, temos que realmente parar o sistema penitenciário. Acho que durante esses três anos já realizamos tudo o que poderia ser feito. Reunimos mais de 200 agentes na assembleia e entregamos documentação de todas nossas perdas e reivindicações. Realizamos paralisações e passeatas, sentamos com o governo, negociando a isonomia, e por vários motivos, como crise mundial, sempre nos foi negada. Por isso, não entendo a colocação da direção da ASPEPE/SINDASP em continuar com esse tipo de movimento, sendo contrários a greve. Quero lembrar que movimentos padrões podem acarretar em punições aos agentes, como desconto do salário, pois não estamos amparados legalmente, o que ocorreu com o “Movimento Padrão’ realizado pela antiga diretoria do SINDASP. Onde, vários servidores tiveram seus salários suspensos, e muitos não tiveram ainda o dinheiro de volta. Sem contar que deixa os diaristas sem respaldo para realizar paralisação.
          
  Infelizmente, o governo só entende a linguagem da greve, para dar o que o servidor merece, e cumprir os acordos assinados por ele. Os peritos só conseguiram alguma coisa, quando paralisaram os serviços, e não tiveram que esperar até junho, mas erraram em aceitar um acordo e depois recuar, isso sim, repercutiu negativamente com a população. Durante nossa greve, vamos mostrar que o governo descumpriu um acordo firmado, e mostrar nossas condições de trabalho, isso pra mim, já é suficiente para trazer a população para nosso lado, como também, respalda a legalidade da greve.
           
 O governo passa pelo melhor momento econômico da sua historia, com um crescimento de mais de 20% no exercício 2010, tendo totais condições de atender nossas reivindicações. O custo de vida em nosso Pernambuco aumentou muito por conta do crescimento, o que acarreta ainda mais a desvalorização dos nossos ganhos.
           
 Lembro, que se formos esperar até junho para ter alguma coisa, podermos ficar nas mãos do governo, pois os novos agentes em movimentos padrões não poderão se negar a realizar escoltas, revistas, realmente nada, e já estarão totalmente habilitados para exercer essas tarefas, pois já possuem o psicotécnico e curso de tiro.
          
  Convoco os verdadeiros agentes penitenciários a comparecerem em massa, como também, todos os alunos do curso de formação para a reunião do dia 18/04. Não vamos deixar que os agentes manipulados pelo governo decidam o nosso destino, e nem os oportunistas que só visam interesses pessoais e políticos.

Sugestões

- Sugiro que todos os agentes compareçam na assembleia do dia 18/04, e caso a resposta do governo seja negativa, defendo passeata até o palácio, solicitando audiência com o governador.
- Eleição imediata de representantes nas unidades prisionais, para compor comissão grevista antes do dia 18/04.
- Que a comissão de negociação seja composta, não só pelos atuais representantes, como também, por representantes nomeados pela categoria, garantindo lisura nas negociações.
- Criar uma comissão com todos os representantes de turma dos alunos do curso de formação para cobrar data da posse, como também, a efetivação de todos do curso de formação. E criação de nova turma de formação, como já prometido pela gestão anterior do governo, completando os 1200 agentes.
- Confecção de faixas e placas pelas unidades prisionais, e diretoria, e contração de carro de som, ou qualquer similar.
- Que os futuros agentes compareçam de preto na assembléia do dia 18/04.
- Convoco a todos os que estão nos aprovados do concurso que compareçam nesse dia importante, para cobrar a criação de nova turma de formação.
- Que seja marcada a primeira chamada para 16:00 horas e a segunda para 16:30, para que todos possam participar, que seja apresentada a proposta do governo, sendo desfavorável, realizaremos passeata até palácio, para depois deliberamos nossos próximos atos.

Vamos parar o centro do Recife, com a maior passeata dos últimos tempos, essa é a nossa hora.

Atenciosamente, 
Agente Penitenciário.

Resposta ao companheiro Maurício Ferrerer

É muito interessante quando encontramos a obra pronta ou em conclusão e nos arvoramos de autores ou idealizadores da mesma; é muito interessante bater no peito e dizer eu fiz, quando a única coisa que fez foi criticar as ações e propostas para depois assumir a autoria destas como se as tivesse proposto; é muito conveniente ser “do contra” e plagiar as idéias contra as quais se posicionou durante as assembleias. É falacioso dizer que tem trabalhado conosco quando efetivamente foi uma única vez para as unidades da região metropolitana com seu veículo, com o combustível pago pela associação. É muito prático e fácil dizer com outras palavras o que nossa diretoria já vem dizendo a categoria.
Indubitavelmente, governo é governo, seja de direita ou de esquerda todos estão a serviço das elites. Até aí nada de novo, somos proletários, e daí qual a novidade em alegar que o governo está postergando, enrolando? Nenhuma. Desde o início temos colocado que o processo seria difícil, que o resultado de nossa peleja dependeria de nossa estratégia de luta, de nossa inteligência e união. Temos de focar a nossa luta ao invés de nos digladiar internamente.
Alegar que o termo “servidor policial civil” não altera nossa condição deixa claro que o nobre colega, que não é bacharel em direito, só sabe agitar, fomentar desunião e tentar se projetar seguindo a antiga prática do quanto pior melhor, “nós já vimos este filme”. É preocupante o estado do colega, por seu comportamento notoriamente agressivo e anti-social, trata-se de uma pessoa que precisa de ajuda especializada, estando como muitos de nós precisando de acompanhamento médico. Manipular as informações que nós da diretoria lhe fornecemos é, no mínimo, maldoso. Não precisamos de mais gente agitando e dizendo de forma nociva o que nós da diretoria vimos claramente informando a categoria. Não podemos nos dar ao luxo de perder tempo com picuinhas e frustrações, precisamos avançar com objetivo. Nossa diretoria tem um alvo, um objetivo claro, preciso e buscaremos nosso objetivo com diligência e responsabilidade. Chega de agir por instinto, precisamos ter sobriedade para agir, sempre conscientes que toda ação tem uma reação proporcional a força da ação imposta. Não existe nenhum infantil na categoria, existe? Não nos deixemos manipular, vamos participar das assembléias e mobilizações, não vamos deixar que os outros decidam por nós.
Desde o início propusemos que diversas modalidades de mobilização fossem adotadas pela categoria, sugerimos passeatas, panfletagem, já entregamos carta aberta e estamos trabalhando para que haja uma audiência pública na ALEPE, propomos explicitamente que nossa mobilização fosse endurecendo gradativamente. O que não entendemos é porque nosso colega se posicionou contra nossas propostas nas assembleias, e agora defende o que havíamos proposto como se fosse idéia sua. Dizer que nos não queremos greve é uma meia verdade, pois entendemos que a greve deve ser nosso último recurso, não podemos gastar toda nossa munição na primeira batalha. É bom lembrar que uma meia verdade é uma mentira inteira.
É relevante que tenhamos em mente nosso objetivo: isonomia, inclusão do termo “servidor policial civil” e a continuidade do nosso PCCV. Muitos não acreditam no que já conseguimos, acham que foi nada, que somos pelegos, mas até agora não tive notícias de ninguém abrir mão do PJES extra, nem rejeitar o enquadramento que conseguimos.
Alegar que a entrada dos novos agentes será prejudicial para nossas mobilizações é uma prova de inconsistência, pois com a entrada destes a tendência é ganharmos força. No caso de uma greve os antigos que tiverem peito para a greve vão deixar os 30% de serviços essenciais com os novatos. O problema é que talvez alguns não acreditem ou saibam que muitos dos que estão alardeando greve continuem trabalhando e furem o movimento.
Alguns, como nosso prezado colega se ocupam muito mais em criticar que ajudar. A crítica pela crítica não nos serve, precisamos de colaboradores que critiquem construtivamente e nos ajudem ao invés de torcerem contra. Nossa diretoria tem trabalhado em prol do melhor para os agentes penitenciários com sacrifício próprio, perdendo nossos dias de folga para resolvermos problemas da categoria, empenhando dinheiro próprio nos queimando com todo o mundo. Antes da assembleia do dia 06 iniciar o Cel. Ribeiro veio conversar com a categoria e após sua fala perguntou se algum agente tinha alguma pergunta ou algo a dizer, seguiu-se um silêncio cadavérico que durou alguns minutos, silêncio quebrado pela indelicadeza de um de nossos colegas que pediu-lhe que se retirasse para iniciar a assembleia.  Fato interessante é que os valentões deixaram passar uma boa oportunidade de colocarem civilizadamente suas queixas e reclamações. Se diante do secretário estes corajosos calaram, limitando-se ao silêncio e a crítica a nossa diretoria, imagino se ao decretar uma greve geral quantos destes senhores efetivamente pararão e me ajudarão a mobilizar todas as unidades do estado.
Agora está fácil a qualquer um assumir nosso papel, já resgatamos o SINDASP-PE e estamos acumulando a ASPEPE. Temos peito para enfrentar o governo e brigar pela categoria com a antiga diretoria e ficar frente a frente com qualquer secretário e quiçá diretamente com o governador para defender nossos interesses. Não nos acovardamos mesmo quando estamos sós e o comodismo dos críticos de plantão não lhes permite arredar o pé de seus interesses pessoais para nos acompanhar na nossa luta em prol da categoria. Quantos estavam conosco durante os dias, noites e madrugadas de trabalho, planejamento e negociação. Sempre foram o mesmo e restrito grupo de colaboradores, sempre os mesmos guerreiros que deram a cara a tapa em busca do melhor para uma categoria que se limitou muitas vezes a cobrar sem colaborar.
Nivaldo não é Presidente da ASPEPE ou do SINDASP está presidente, no próximo ano todos poderão concorrer nas eleições do SINDASP, abrimos as porta e garantimos este direito a qualquer um que assim o deseje. Temos certeza do dever cumprido e de que temos trabalhado por melhorias para os agentes penitenciários, somos de fato agentes penitenciários e não pretendemos nos aposentar diretores, quem quiser e puder fazer melhor que venha e na próxima assembléia da categoria proponha nossa destituição, afinal o sindicato é o coletivo. Não teremos dificuldades de passar a batuta para outro maestro.
Estamos conscientes de que devemos respeitar a vontade da maioria e temos trabalhado estrategicamente para alcançar os objetivos da categoria, mas se não gozamos da confiança para que sigam nossas orientações e diretrizes, se não temos o apoio para dirigirmos e conduzirmos o processo, que venham todos e nos destituam. Coloquem outros que possam fazer melhor que nós. Mas, por favor, depois não o abandonem, pois não existe sindicato sem base, nem dirigente sindical sem apoio da categoria. Se quiserem vencer o governo aprendam a ser uníssonos e trabalhar em equipe.

Obrigado a todos.