quinta-feira, 19 de agosto de 2010

Michel Temer proíbe entrada de refeição para manifestantes


A refeição comprada pelos sindicatos para os manifestantes que ocupam o Salão Verde da Câmara dos Deputados teve sua entrada proibida pelo presidente da Casa, deputado Michel Temer. Havia um acordo para que a refeição pudesse ser entregue aos manifestantes. No entanto, segundo informações do pessoal da segurança da Câmara, depois que o deputado Arnaldo Faria de Sá se reuniu com os agentes penitenciários e ficou decidido pela manutenção da ocupação, veio uma contra-ordem proibindo a entrada dos alimentos.

"É um absurdo total. Não pedimos nada a ninguém: reunimos os dirigentes sindicais, juntamos dinheiro e encomendamos as refeições para o pessoal que está ocupando o Salão Verde. Repito: comida comprada e paga pelos sindicatos, e não pela Câmara. Havia o acordo para a entrada dos alimentos e, mais uma vez, o deputado Michel Temer descumpre a palavra sem qualquer satisfação, sem preocupação alguma com os manifestantes, de forma descompromissada e irresponsável", disse João Rinaldo Machado, presidente do SIFUSPESP.

O responsável pela segurança permitiu que apenas vinte pessoas saíssem do prédio da Câmara, por vez, para poder se alimentar na rua. "Não aceitamos. Além de ser uma falta de respeito, quem garante que essas primeiras pessoas poderão entrar na Câmara novamente?", argumenta João Rinaldo. Os próprios manifestantes se recusaram a sair, e houve novo bate-boca com a Polícia Legislativa.

"Ficaremos com fome, se é isso que nos resta. É mais uma fatura a ser cobrada do presidente da Câmara, que mais uma vez demonstra não ter palavra", conclui o presidente do SIFUSPESP.

quarta-feira, 18 de agosto de 2010

Tumulto e pancadaria na votação da PEC308/04


No último esforço concentrado do Congresso Nacional antes das eleições, um acordo entre os líderes partidários pode garantir a votação de uma Proposta de Emenda à Constituição (PEC) recheada de polêmicas. Prevista para entrar hoje na pauta da Câmara dos Deputados, a PEC n° 308/2004, que transforma agentes penitenciários em policiais penais no Brasil, causou tumulto e até pancadaria ontem nas dependências da Casa. Onze ônibus trouxeram profissionais dos quatro cantos do país para reivindicar a aprovação da matéria. Em outra frente, pelo menos 25 entidades ligadas ao tema da Justiça e dos direitos humanos no país divulgaram manifesto contrário e fizeram contato com parlamentares para dissuadi-los da votação. Ao se encontrarem no Congresso ontem, houve confronto, mas ninguém se feriu. Ao governo federal, que já tornou público seu descontentamento com a proposta, só resta lamentar.

“Já nos manifestamos contrários, mostramos que essa ideia é absurda e representa um atraso institucional. Não existe nada parecido no mundo. Então, se mesmo assim vão votar, fazer o quê?”, resigna-se Airton Michels, diretor do Departamento Penitenciário Nacional (Depen), ligado ao Ministério da Justiça. Apesar das lamentações, o relator do projeto, deputado Arnaldo Faria de Sá (PTB-SP), garante que existe acordo para aprovar a matéria hoje, com a apresentação de um novo texto. É que a proposta original trazia, além da criação da Polícia Penal, suas atribuições, entre elas investigação dentro das prisões, captura de foragidos e combate ao narcotráfico direcionado às cadeias. “Não havia consenso, então fui procurado por agentes de várias cidades para fazer uma nova redação, que apenas cria a Polícia Penal. O funcionamento será resolvido por lei complementar”, afirma o deputado Miro Teixeira (PDT-RJ), autor do novo texto.

Para Teixeira, que concordava com a redação anterior, a saída foi a possível. “Em busca do ótimo, a gente perde o bom”, filosofa o parlamentar. Não é essa, entretanto, a avaliação do presidente da Associação Brasileira de Ciências Criminais (IBCCrim), Sérgio Mazina Martins. “Se dentro do próprio Congresso não há consenso sobre as atribuições dessa nova polícia, por que criá-la? A questão tem que ser debatida não só com os agentes, em âmbito corporativista. Mas sim com os operadores da Justiça, com as universidades, com as outras polícias.”

João Rinaldo, presidente do Sindicato dos Funcionários do Sistema Prisional de São Paulo (Sifuspesp), onde estão quase 30 mil dos 100 mil agentes penitenciários do país, pensa diferente. “Sermos reconhecidos na Constituição nos dará força para exigir uma capacitação melhor. Hoje, o curso que recebemos ao ingressar na carreira é muito fraco”, alega Rinaldo. Presidente do Sindicato dos Técnicos Penitenciários do Distrito Federal, Gustavo Alexim defende a aprovação da matéria, enfatizando que o trabalho seria feito de uma forma melhor. “Hoje, ficamos muito amarrados e dependendo das forças policiais para atividades simples, como recaptura de presos e questões disciplinares”, enumera.

Agentes da lei
Conheça as atribuições das corporações existentes no país:


Polícia Militar
Faz o policiamento ostensivo para prevenir a ocorrência de crimes e manter a ordem pública. Cada estado e o Distrito Federal tem a sua corporação.

Polícia Civil
Tem a tarefa de apurar crimes, por meio de inquéritos, exceto as infrações de natureza militar. Também é ligada aos estados e ao Distrito Federal.

Polícia Federal
Mantida pela União, apura infrações contra a ordem política e social de interesse da União. Ou ainda crimes de repercussão interestadual e internacional. Cuida também do tráfico de drogas, contrabando e infrações tributárias. Emite passaportes e atua nas fronteiras.

Polícia Rodoviária Federal
Faz o patrulhamento das rodovias federais, atuando na questão do ordenamento do trânsito e também no combate ao contrabando, ao tráfico de drogas e à prostituição.

Polícia Legislativa
Trabalha no Senado e na Câmara dos Deputados em atividade ostensiva para manter a ordem e zelar pelo patrimônio. Também apura infrações penais ocorridas nas dependências das duas Casas.

Polícia do Exército
Responsável por zelar o cumprimento dos regulamentos militares. Atua apenas no âmbito das Forças Armadas.

Polícia Ferroviária Federal
Atua no patrulhamento ostensivo das ferrovias federais.

Acampados no salão

A decisão de suspender a sessão no plenário da Câmara dos Deputados, ontem, foi o estopim para uma confusão entre os agente penitenciários e a Polícia Legislativa da Casa. Frustrados com a paralisação dos trabalhos pelos parlamentares — que devem retomar a discussão hoje à tarde —, os manifestantes que vieram de diferentes estados para acompanhar a votação da PEC n° 308/2004 decidiram acampar no Salão Verde, apesar da tentativa da polícia de impedi-los.

“O bicho pegou. Houve empurrões. Fernando Anunciação, presidente do sindicato de Mato Grosso do Sul, levou uma gravata da polícia daqui. Está com dores no pescoço. Mas vamos permanecer”, diz João Rinaldo, presidente do Sindicato dos Funcionários do Sistema Prisional de São Paulo. Segundo ele, os agentes chegaram ao extremo devido ao cansaço. “Estamos fazendo caravanas aqui regularmente. Só neste mês, é a segunda. Então nos desanimamos ao saber da suspensão da sessão”, explica.

Além dos agentes penitenciários, policiais e bombeiros acamparam nas dependências da Câmara dos Deputados ontem, totalizando cerca de 600 pessoas. Isso porque há uma outra PEC, a de n° 300, de 2008, propondo um piso salarial para as duas categorias. Além disso, a matéria define a criação de um fundo com recursos da União para ajudar os estados a custearem o aumento nas remunerações.

A despeito de toda a confusão de ontem, Tamara Melo, advogada do ONG Justiça Global, engrossa o coro dos contrários à criação da Polícia Penal. “Não é assim que terão condições melhores de trabalho. Além disso, abre espaço para tortura e corrupção. Só agravará a natureza fechada e corporativista do sistema prisional”, diz. Gustavo Alexim, sindicalista do DF, não concorda: “Essas questões vão da índole. Queremos um controle externo do MP forte e apurações rígidas para eventuais desvios de conduta”.


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Cerca de 800 delegados são investigados por crimes

Cerca de 800 delegados da Polícia Civil de São Paulo são investigados pela Corregedoria da Polícia Civil, com procedimentos relativos a suspeitas de extorsão, enriquecimento, violência, prevaricação e mau uso de dinheiro público, entre outros. A informação é do jornal Folha de S.Paulo. O número atinge 24% dos 3.313 delegados da Polícia, envolvendo nomes importantes da cooperação.

Segundo a reportagem, o aumento no número de investigações teria ocorrido depois que o secretário da Segurança, Antonio Pinto, suspeitou de corporativismo na análise dos casos. Desde agosto de 2009, quando assumiu a corregedoria, mais de 8,5 mil casos teriam sido abertos, com 418 remoções de policiais da Corregedoria, do Deic (que verifica roubos) e do Denarc (Departamento de Narcóticos). Entre os removidos, estariam delegados ligados ao PCC, suspeitos de enriquecimento ilícito, prevaricação, dispensa de licitação e extorsão. Outro delegado teria sido deslocado por ameaçar um preso, que revelou a localização de um suspeito de envolvimento na morte do juiz Antonio Machado Dias.


terça-feira, 17 de agosto de 2010

Agentes penitenciários não-concursados ficam de fora da Polícia Penal

“Com a retirada dos pontos mais polêmicos do texto da PEC 308 [que cria a Polícia Penal], através de substitutivo de autoria do deputado Miro Teixeira [PDT-RJ], estamos confiantes no consenso entre os líderes partidários para que a votação e aprovação da matéria aconteça nesta terça ou quarta-feira [17 e 18], pois a nova redação é clara no tocante ao concurso público, quando define que os não-concursados não serão aproveitados na Polícia Penal”. A declaração é do líder sindical, Adriano Castro, membro da Coordenação Nacional dos Servidores Penitenciários.


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segunda-feira, 16 de agosto de 2010

Polícia Penal vai assumir parte das atribuições da PM e PC, diz matéria da TV Câmara

A segurança pública é assunto de outra Proposta de Emenda à Constituição que também pode ser votada na Câmara durante o esforço concentrado da semana que vem. É a PEC 308, que cria a Polícia Penal.

A nova polícia vai ser responsável pela segurança dos presídios, além de assumir parte das atribuições da Polícia Civil e Militar, como a escolta de presos e as operações para recapturar fugitivos. A criação da polícia penal está em análise na Câmara desde 2004.

Nos últimos meses, vários agentes penitenciários vieram ao Congresso pedir a aprovação da proposta. Mas o texto ainda não foi votado por falta de acordo. Uma das saídas para o impasse pode ser a garantia de que a Polícia Penal aproveite o quadro de agentes penitenciários já admitidos por concurso público, idéia que está em debate.

Os principais sindicatos da categoria afirmam que a gestão do sistema penitenciário brasileiro é compartilhada com as polícias civil e militar, prejudicando a autonomia dos agentes. Essa é a opinião de Cícero Sarnei dos Santos, presidente do Sindicato de Agentes de Segurança Penitenciária de São Paulo, que conversou com o Câmara Hoje por telefone.

Para o Departamento Penitenciário Nacional do Ministério da Justiça, não há necessidade de criar a Polícia Penal. O diretor do Depen, Airton Michels, diz que os agentes devem ser valorizados como profissionais, responsáveis pela custódia com vistas à reinserção social, mas não podem ter função de polícia, porque a penitenciária não é local para a prática do crime.

Dessa forma, admitir trabalho policial no sistema prisional seria, segundo Michels, uma contradição e um retrocesso na segurança pública do Brasil.

sexta-feira, 13 de agosto de 2010

Polícia Penal: últimas


Em busca de consenso para a votação, deputado apresentará substitutivo à proposta aprovada em comissão especial. O texto mantém a criação da Polícia Penal, mas não prevê atribuições e a jornada de trabalho dos profissionais – que deverão ser definidos em lei específica.

O Plenário da Câmara poderá votar no esforço concentrado designação informal para períodos de sessões destinadas exclusivamente à discussão e votação de matérias. Durante esses períodos, a fase de discursos das sessões pode ser abolida, permanecendo apenas a Ordem do Dia. As comissões podem deixar de funcionar. O esforço concentrado pode ser convocado por iniciativa do presidente da Câmara, por proposta do Colégio de Líderes ou mediante deliberação do Plenário sobre requerimento de pelo menos um décimo dos deputados (artigo 66 do Regimento Interno, parágrafos 4º e 5º). da próxima semana (dias 17 e 18) a Proposta de Emenda à Constituição (PEC) 308/04, do ex-deputado Neuton Lima, que cria a Polícia Penal. A matéria não está oficialmente na pauta, mas o presidente Michel Temer disse,no início do mês, que ela poderá ser votada se houver consenso entre os líderes.

Com o objetivo de buscar um acordo sobre a proposta, o deputado Miro Teixeira (PDT-RJ) apresentará um substitutivoEspécie de emenda que altera a proposta em seu conjunto, substancial ou formalmente. Recebe esse nome porque substitui o projeto. O substitutivo é apresentado pelo relator e tem preferência na votação, mas pode ser rejeitado em favor do projeto original. que retira os pontos mais polêmicos da PEC. “O novo texto apenas cria as polícias penais federal e estadual e assegura o aproveitamento dos agentes penitenciários”, explicou.

O substitutivo aprovado em comissão especial previa atribuições para a nova polícia e regulamentava a jornada de trabalho desses profissionais. De acordo com Teixeira, esses temas devem ser discutidos em lei específica e não na Constituição Federal.

O parlamentar garantiu que, se houver quórum e se for vencida a obstrução recurso utilizado por parlamentares em determinadas ocasiões para impedir o prosseguimento dos trabalhos e ganhar tempo. Em geral, os mecanismos utilizados são pronunciamentos, pedidos de adiamento da discussão e da votação, formulação de questões de ordem, saída do plenário para evitar quorum ou a simples manifestação de obstrução, pelo líder, o que faz com que a presença dos seus liderados deixe de ser computada para efeito de quorum. das medidas provisórias (MPs487/10,488/10 e489/10), a PEC 308/04 entrará na pauta logo após a votação do segundo turno do piso salarial para os policiais e bombeiros dos estados (PECs 300/08 e 446/09). “Vamos nos organizar para que os deputados favoráveis à matéria não se inscrevam para discuti-la e, assim, adiantaremos a votação”, disse Teixeira.

Antes de elaborar seu substitutivo, Teixeira conversou com o relator da PEC na comissão especial, deputado Arnaldo Faria de Sá (PTB-SP), e com o líder do governo na Câmara, deputado Cândido Vaccarezza (PT-SP).

Autonomia

Segundo Faria de Sá, a criação da Polícia Penal é importante para conferir aos atuais agentes penitenciários maior autonomia na resolução de eventuais problemas na escolta de presos para audiências na Justiça e para internação em hospitais. Atualmente, policiais civis ou militares costumam realizar essa tarefa. “Dando poder direto ao agente penitenciário, muitos policiais civis e militares serão liberados para trabalhar na melhoria da segurança do nosso País, que está um caos”, disse o relator da matéria na comissão especial.

Conforme o deputado Regis de Oliveira (PSC-SP), caso o texto apresentado por Teixeira realmente seja consensual a matéria deverá ser posta em votação. “Temos que avançar nisso”, afirmou. O parlamentar lembrou que as reivindicações dos agentes penitenciários devem ser atendidas, pois esses profissionais têm contato direto com os detentos e conhecem as necessidades reais do aparato carcerário.

Opinião semelhante tem o deputado João Campos (PSDB-GO): “A PEC será um avanço para as políticas prisionais do País”. Ele argumenta que a Polícia Penal trabalha em duas vertentes: ressocialização dos detentos e segurança do sistema prisional. “É possível conjugar a natureza estritamente policial com a natureza pedagógica”, sustentou.

Eleições

De acordo com o deputado Hugo Leal (PSC-RJ), é difícil encontrar deputados contrários à proposta, devido à proximidade das eleições e à pressão dos agentes penitenciários pela aprovação da medida. “Todo o mundo está em campanha, é natural que isso ocorra mesmo. A categoria sabe que não encontrará posição contrária”, comentou. Ele disse que o tema da Polícia Penal é relevante e merece entrar na Constituição.

quinta-feira, 12 de agosto de 2010

RESPOSTA: AO CONVITE PARA PARTICIPAR DA INAUGURAÇÃO DO COMITÊ DE SÉRGIO LEITE FEITO PELA ASPEPE

SERÁ MUITA CARA-DE-PAU DOS AGENTES PENITENCIÁRIOS QUE ATENDEREM AO CONVITE FEITO PELA ASPEPE EM PARTICIPAR DA INAUGURAÇÃO DO COMITÊ POLÍTICO DO DEPUTADO SÉRGIO LEITE DO PT, NESTA SEXTA-FEIRA, 13.

SABEMOS QUE SÃO OS POLÍTICOS QUE ESTÃO TENTANDO DESTRUIR COM A AINDA DIGNIDADE DO TRABALHADOR HONESTO DESTE PAÍS, POIS SÓ LEMBRAM DE NÓS NESSES TEMPOS DAS DITAS ELEIÇÕES "DEMOCRÁTICAS", QUANDO PASSAM A MAIOR PARTE DO ANO SÓ PENSANDO EM SEUS BOLSOS E FORJANDO CRIAÇÃO DE LEIS QUE MUITAS E MUITAS VEZES NÃO SÃO CUMPRIDAS NEM POR ELES MESMOS. E O AGRAVANTE DISSO TUDO, É OS ASP,S COMPARECEREM A UMA FESTA DESSA, MESMO CONSCIENTE DE QUE O NOSSO MAIOR INIMIGO ESTARÁ PRESENTE: O ATUAL GERENTE ESTADUAL, EDUARDO CAMPOS, O MESMO QUE VEM NEGANDO TODOS OS NOSSOS DIREITOS, DESDE OS MAIS SIMPLES AOS AINDA POR DISCUTIR.

PORTANTO, QUEM FOR FAVORÁVEL AO SEU PRÓPRIO SOFRIMENTO E DE SUA FAMÍLIA, COMPAREÇA AO EVENTO E APLAUDA AOS SEUS CARRASCOS.

Policial civil é morto na BR-101, na Iputinga

O comissário da Polícia Civil José Luiz Alberes de Souza foi morto a tiros esta manhã. O policial, que atuava na Delegacia de Repressão aos Crimes Contra a Administração Pública, foi assassinado com dois tiros na barriga. Ele chegou a ser socorrido ao Hospital da Restauração (HR), mas já chegou sem vida à unidade de saúde.

De acordo com as investigações, ele foi abordado por dois homens na BR-101, no bairro da Iputinga, quando iria pegar um ônibus para o trabalho. Os suspeitos levaram a pistola do comissário e fugiram a pé. O crime será investigado pela Força-Tarefa Capital.

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Sistema Penitenciário Federal é tema de encontro em Brasília

O Departamento Penitenciário Nacional (Depen) e a Corregedoria-Geral da Justiça Federal promovem hoje (12) e amanhã o 1° Workshop sobre o Sistema Penitenciário Federal (SPF). A abertura será às 9h no Centro de Treinamento da Justiça Federal em Brasília.

O objetivo do encontro é aproximar as autoridades responsáveis pela execução penal e administração do SPF e discutir ações que possam conjugar o rigor do sistema com a garantia de direitos.

O SPF é formado por quatro penitenciárias federais de segurança máxima, localizadas em Catanduvas (PR), Campo Grande (MS), Porto Velho (RO) e Mossoró (RN). Desde a inauguração da primeira unidade em 2006, nunca foram registradas fugas, rebeliões ou apreensões de drogas ou celulares.

quarta-feira, 11 de agosto de 2010

Agentes apreendem drogas e armas com presos em Canhotinho


Material foi apreendido durante vistoria no Centro de Ressocialização do Agreste (CRA), nesta terça-feira (10); o que pode ter sido resultado da saída de alguns presos no último domingo, Dia dos Pais


Durante uma vistoria no Centro de Ressocialização do Agreste (CRA), em Canhotinho, realizada nesta terça-feira (10), a polícia encontrou drogas, armas e celulares. O que pode ter sido resultado da saída de alguns presos no último domingo, Dia dos Pais.

Sessenta homens, entre agentes penitenciários e policiais militares, vasculharam com ajuda de cães farejadores nove dos dez pavilhões do CRA. Eles conseguiram recolher quase dois quilos de maconha, 87 pedras de crack, 50 papelotes de cocaína, oito facas, 40 celulares, além de outros objetos.

O CRA é para presos que cumprem penas em regime semi-aberto. Os condenados passam o dia na área em volta ao presídio, onde não há muros. Dos 679 do Centro, 380 saíram no Dia dos Pais para visitar a família. A direção da unidade ainda não tem o levantamento de quantos retornaram, mas sabe que a maioria do material apreendido veio com eles.

“Sempre quando eles voltam, eles trazem celulares, drogas. Esse material serve para eles cometeram crimes dentro e fora da penitenciária”, falou o diretor do Centro de Ressocialização, Washington Gomes.

Nenhum detento foi autuado em flagrante durante a operação. “Colocamos cinco chamadas diárias para controlar mais essa saída dos presos”, disse o diretor.

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