domingo, 25 de outubro de 2009

Mergulhadores de Combate da Marinha do Brasil

Embarcados no navio Tambaú, perto da Ilha Grande, os alunos “05″ e “10″, os únicos que não pediram para sair dos 15 que entraram no curso de formação do Grupamento de Mergulhadores de Combate da Marinha (Grumec), aguardam, vestidos, o início de mais um exercício de guerra.


Faz frio, mas ali só sobrevive quem resiste a tudo. “Água!”, ordena, assim que pisa no barco, o comandante Michael Aguiar. Prontamente, os alunos se jogam no mar, de roupa e tudo, como mostra a reportagem de Túlio Brandão neste domingo.


Pode parecer exagero aos olhos de um civil, mas Aguiar, coordenador do curso de unidade de operações especiais militares mais longo do Brasil e admirado até pelo temido Batalhão de Operações Especiais (Bope), sabe que situações de guerra são incomparavelmente piores.


Não à toa, o currículo do curso, que dura nove meses, inclui nado de cem metros com mãos e pés amarrados e, na mesma fase, dez quilômetros de natação em mar aberto equipado com minas para explodir cascos, fuzis e todo o aparato de um combatente.


Peneira costuma eliminar até atletas da Marinha


Em terra, nada é mais fácil: na chamada “semana do inferno”, os alunos se tornam prisioneiros de um campo de concentração e são submetidos a uma tensão extrema e à exaustão física.


- Ser de operações especiais é não desistir diante dos obstáculos. É necessário um autocontrole enorme. A metodologia prevê situações de tensão, como a pressão sobre um aluno, tentando provocar a sua desistência.


Ficamos com aqueles que suportam, que são capazes de resistir a tudo. Esses estão preparados para situações que encontramos em missões – diz Aguiar, deixando claro que não se excede. – O curso exige rigidez, mas rigidez não é abuso.


A peneira costuma eliminar até mesmo atletas da Marinha, que suportariam o estresse físico sem problemas. Já houve edições em que ninguém chegou ao fim. Iniciado há 35 anos, o curso formou até hoje apenas 192 mergulhadores de combate.


Desses, há cerca de 50 ativos, em simulações de guerra ou em missões em áreas de fronteira e na chamada Amazônia Azul – nome dado pelos militares à extensa faixa de mar pertencente ao Brasil. Em tempos de pré-sal, o grupamento se torna ainda mais importante.


- Somos a única unidade de ações especiais capaz de retomar uma plataforma de petróleo em poder de algum inimigo – diz o capitão-tenente do Grumec André Teixeira.


A ameaça não é tão distante. A Petrobras chegou a produzir um comercial em que os mergulhadores de combate invadem uma plataforma cheia de sequestradores e reconquistam o território, mas ele acabou não sendo veiculado.


O Bope reconhece a força dos mergulhadores de combate. Rodrigo Pimentel, ex-capitão do batalhão e autor do livro que deu origem ao sucesso “Tropa de Elite”, rasga elogios aos colegas da Marinha:


- Eles têm um diferencial de mergulho, muito claustrofóbico, além de serem formados em guerra de selva, paraquedismo e outras especialidades. Talvez seja a formação mais completa de um curso de unidades especiais. Temos uma admiração grande por eles.


Muito longe dessas discussões, “05″ e “10″ estavam prontos para o exercício de guerra. A missão, acompanhada pelo GLOBO, consistia em montar um bote em cima do submarino Tupi, navegar amarrado ao periscópio da embarcação à noite, remar até uma determinada distância da costa da Ilha Grande, nadar equipado e, perto da praia, mergulhar para invadir a enseada de Provetá.


De lá, os alunos seguiriam por uma trilha na mata, durante a madrugada, até a enseada do Sítio Forte. Ali, disfarçados de civis, pegariam carona num barco pesqueiro até o ponto onde estava um caiaque militar, para remar até um estaleiro e destruir o dique em que estava sendo construído um submarino nuclear inimigo.


A “faina”, nome dado pelos militares a qualquer atividade ou missão, deu certo. Eles ainda não concluíram o curso, mas podem festejar por já terem passado pelas piores fases. “05″, que fora dali é conhecido como o segundo-sargento Cacildo de Araújo, tem 34 anos.


Em 2006, foi reprovado nos testes de apneia dinâmica. Quis tentar de novo este ano, mas o limite de idade o impedia. Apelou, então, ao Comando da Marinha, que acabou mudando o limite de idade por causa de Cacildo.

sábado, 24 de outubro de 2009

A CÉSAR O QUE É DE CÉSAR...

Caros companheiros,
Fiquei feliz pela posição que a nossa categoria teve na última assembléia. Mostrou MATURIDADE, ESPÍRITO DE LUTA e, sobretudo, DETERMINAÇÃO! PARABÉNS A TODOS!! Só lamento de não ter participado, tendo em vista que tive que levar minha esposa ao médico, pois minha filha está por vir e iluminar mais ainda minha vida e me dá força pra lutar por dias melhores.



Mas, o que me motivou a escrever esse texto foi a atitude do nosso companheiro NIVALDO em ENTREGAR O CARGO que estava ocupando na SERES. LOUVÁVEL! Como o desse texto diz: A CÉSAR O QUE É DE CÉSAR!! Resta saber se os demais da diretoria o a companharão...apesar de já ter companheiros verdadeiros JUDAS que se VENDEM, os famosos PELEGOS, que nem vão esperar o lugar esfriar para sentar nele, pois trabalham na surdina, como um larápio.



Quero PARABENIZAR sua atitude companheiro NIVALDO, pela coragem, denodo em tomar uma decisão sábia e firme. Muitas vezes temos nossas divergências ideias, porém, não levo para o campo da ideologia por saber que inviabiliza qualquer negociação ou UNIÃO.



Lembro aos ESQUECIDOS AGENTES PENITENCIÁRIOS que ocupam supervisões e gerências, que ESTÃO SUPERVISORES E/OU GERENTES. AMANHÃ...!!!???



Como diz a música de CHICO BUARQUE...



"Hoje é você é quem manda falou tá falado,
Juro não tem discussão, não.
A minha gente hoje anda
Falando de lado e olhando pro chão.
Viu?
(...)
Apesar de você
Amanhã há de ser outro dia.
Eu pergunto a você aonde vai se esconder
Da enorme euforia?"(...)
LEMBRE-SE!!!
VOU COBRAR COM JUROS!!!!

Cinco presos morrem carbonizados

Ao menos cinco presos morreram carbonizados e 35 ficaram feridos na manhã de ontem durante uma rebelião no Presídio do Roger, em João Pessoa, na Paraíba. De acordo com a Secretaria de Administração penitenciária, os rebelados atearam fogo no pavilhão três do presídio. Os feridos, a maioria com queimaduras, foram encaminhados por ambulância do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) ao Hospital de Emergência e Trauma de João Pessoa. Alguns presos recebem atendimento médico no local.

Informações preliminares dão conta de que o motim teria começado em razão de uma briga entre os detentos. Os motivos ainda são desconhecidos. Até as 13hs 50min, a secretaria tinha confirmado o nome de dois dos presos mortos: Wilson Barbosa e Osias Marques de Souza. Às 14 horas, a Polícia Militar (PM) e os agentes penitenciários realizavam uma vistoria nos demais pavilhões do presídio para evitar outros tumultos.

sexta-feira, 23 de outubro de 2009

Agentes penitenciários param Centro

Os agentes penitenciários de Pernambuco realizaram passeata, ontem no Centro, com início por volta das 16h30, para exigir que o Governo do Estado cumpra os acordos que prometeu a esta categoria. A manifestação começou na rua do Hospício, passou pela avenida Conde da Boa Vista, rua da Aurora, e seguiu pela ponte Princesa Izabel, onde foram impedidos, pela Polícia Militar, de seguir para a frente do Palácio do Campo das Princesas. A passeata terminou às 18h, causando um enorme congestionamento. Hoje, os servidores voltam a se reunir, a partir das 10h, em frente ao prédio do Porto Digital, no bairro do Recife Antigo.


Segundo o presidente da Associação dos Agentes Penitenciários de Pernambuco (Aspepe), Nivaldo de Oliveira, “há tempo que os servidores vêm pedindo uma revisão do acordo feito entre o governo e a categoria”. Entre as exigências, pede-se o cumprimento do Plano Diretor, que envolve a realização de concurso público para agente penitenciário, e a realização do Plano de Cargos e Carreiras, que até agora não foi efetivado. “O cronograma elaborado já está vencido e poderá levar à não-liberação dos recursos federais pelo Depen (Departamento Penitenciário). Isso é um descompromisso não apenas conosco, mas com o Governo Federal, que poderá bloquear os recursos destinados à categoria”, defende o vice-presidente da Aspepe, João Carvalho.

De acordo com Nivaldo, há alguns meses os agentes penitenciários tentam se reunir com o governador Eduardo Campos e o secretário de Administração Paulo Câmara, para negociar as questões pendentes, mas, até agora, eles não foram atendidos. “Caso ele não nos receba ou não nos ofereça uma proposta razoável para o cumprimento do acordo, iremos deliberar a greve”, ameaçou Nivaldo. Segundo ele, de acordo com essa reunião, irão decidir se haverá ou não uma paralisação da classe nos próximos dias 29 e 30, deste mês, e 1º do próximo mês.

O secretário de Administração do Estado, Paulo Câmara, afirmou que a secretaria sempre se mostrou solícita com os agentes penitenciários e essa reunião está confirmada para a próxima terça-feira, dia 28. “O concurso para agente penitenciário só não foi divulgado ainda porque estamos aguardando a a sanção de uma lei que aprove a Bolsa de Formação para a classe. Mas o concurso já foi autorizado pelo governo e o edital já está pronto”, afirmou Câmara.

“Hoje contamos com um total de 870 agentes penitenciários para 20 mil detentos. Para piorar, foi inaugurada a Colônia Penal de Paratibe. Não temos efetivo suficiente, o que já se tornou um trabalho extremamente inseguro tanto para os servidores, quanto para os presos”, queixa-se o presidente da Aspepe.

Fonte - folha


Policiais civis de Pernambuco anunciam estado de greve

Categoria afirma que não houve reajuste e que a construção da planilha salarial dentro do PCCV e que os agentes estão sobrecarregados pelo Pacto pela Vida

Em Assembléia Geral na última quinta-feira (22), os policiais civis de Pernambuco decidiram entrar em estado de greve. A categoria afirma que não houve reajuste e que a construção da planilha salarial dentro do Plano de Cargos, Carreiras e Vencimentos (PCCV) foi mais uma vez adiada.



Eles também reclamam que estava sobrecarregada pelo Pacto pela Vida. Em nota, o sindicato informou que os plantões do Instituto de Criminalística (IC) não têm máquina fotográfica para registrar os locais de crimes, e que peritos médicos-legistas e escrivães trabalhavam exercendo funções que não seriam de sua responsabilidade.



PASSEATA


Está prevista para a próxima quarta-feira (28) uma passeata de protesto, data em que a prorrogação do prazo para construção da tabela do PCCC completa 120 dias, além de ser comemorado o dia do servidor público. Os policiais civis sairão da sede do Sinpol, na Rua Frei Cassimiro, em Santo Amaro, seguindo pela Avenida Cruz Cabugá, rua princesa Izabel, fazendo uma parada na frente da sede da Polícia Civil e depois se dirigem ao Palácio do Campo das Princesas, onde encerram a passeata.

Fonte - pe360graus



quarta-feira, 21 de outubro de 2009

A HORA DA VERDADE

FINALMENTE!!!!

Sim, companheiros! Finalmente chegou o GRANDE DIA DE DECIDIRMOS por nossa PRÓPRIA VONTADE se paralisamos ou não por 48 horas nossas atividades.


É chegada a hora de saber quem é realmente agente penitenciário de fato. Saberemos quem está valorizando mais o cargo de CHEFIA/ GERÊNCIA do que sua própria profissão. Quem vai colocar a cara à tapa.


Será que ELES vão aparecer na assembléia do dia 21 em frente a SERES? Se expondo que É A FAVOR da paralisação? Pago pra ver!


Vamos todos atender o convite da ASPEPE e decidir por nossa vontade o que devemos fazer com nosso futuro! Vistam-se com suas camisas pretas, jalecos ou qualquer veste que lhe identifique como AGENTE PENITENCIÁRIO!!


Façam do jaleco/camisa A BANDEIRA DA NOSSA LUTA!
COMPAREÇAM! Mas vamos decidir de forma coerente e com a RAZÃO. Não podemos deixar as Unidades desguarnecidas para que a SOCIEDADE não seja usada contra nós e nossa LUTA.

Por Adielton



RELATÓRIO DAS ATIVIDADES DOS DIAS 13 E 14 DE OUTUBRO - PEC 308/04

Coordenados pelo companheiro Anunciação (MS), acompanhados pelos companheiros IVO DIAS (MS), Chacrinha (RJ) e mais dez companheiros de Brasília, na terça-feira 13/10/09 foram desenvolvidos trabalhos de entrega do folder e muita argumentação com 53 (cinqüenta e três) Deputados com excelente receptividade, e com o final do dia, contactamos o Deputado Cândido Vacarezza líder do PT, que nos informou que a reunião ocorrida na parte da manhã com o Presidente da Câmara Michel Temer e os lideres de bancada, a PEC 308/04, foi colocada como prioridade, mas continua dependendo de requerimento de outras lideranças partidárias para entrar em pauta de votação.

Na quarta-feira 14/10/09, com participação de mais três companheiros de Goiás, liderados pelo companheiro JORIMAR, também foi desenvolvido trabalhos, onde foram contatados 66 (sessenta e seis) Deputados Federais, e ainda foi contactado o Deputado Henrique Alves líder do PMDB, que mais uma vez se comprometeu em solicitar requerimento para a PEC 308/04.

Ao final dos trabalhos de lobby, foram conversados 23 Deputados do Rio de Janeiro, 16 de São Paulo, 7 de Minas Gerais, 7 de Goiás, 8 de Mato Grosso do Sul, 6 do Paraná, 5 do Rio Grande do Sul, 5 de Pernambuco, 5 da Bahia, 3 da Paraíba, 3 do Ceará, 3 de Alagoas, 3 do Rio Grande no Norte, 3 de Mato Grosso, 3 de Brasília, 3 de Tocantins, 3 do Maranhão, 2 do Piauí, 2 de Santa Catarina, 1 de Sergipe, 1 do Pará, 1 do Amapá, 1 de Roraima e mais 3 Deputados que registramos os nomes mais não os estados.

Pelo exposto, ao final de dois dias de intensos trabalhos, podemos afirmar que 80 % dos Deputados que entrevistamos já conhecem o teor da PEC 308/04, e votarão na proposta, mas é necessário que os representantes da categoria dos Estados ausentes sejam convocados, urgentemente para não perdemos “o bonde da historia”. Enviaremos relação nominal de todos os Deputados (as) que foram contatados.

terça-feira, 20 de outubro de 2009

Preso resgatado de presídio é recapturado

O detento Givanildo Rosa de Souza, resgatado numa ação ousada do presídio Baldomero Cavalcanti, em Maceió, nessa quinta-feira (15), foi recapturado, juntamente com um comparsa identificado como Moisés, na cidade pernambucana de Garanhuns, por volta das 13 horas deste domingo (18). Além deles, um homem identificado como Aldo, que deu abrigo aos fugitivos, foi trazido para Maceió. Eles foram presos por agentes da Polícia Civil. Todos já estão na sede da Divisão Especial de Investigações e Capturas (Deic), em Maceió, onde foram ouvidos pelo delegado. Amanhã eles devem ser apresentados pela direção-geral da Polícia Civil, em Jacarecica.

A operação contou, além da Deic, com equipes do Tático Integrado Grupo de Resgates Especiais (Tigre ) e também da Seção Especial de Roubo a Banco (Serb), todas coordenadas de perto pelo delegado Paulo Cerqueira.

Campana

Os policiais civis das divisões especializadas estiveram de campana desde a quinta-feira (15) em uma propriedade rural localizada em Garanhuns, onde Givanildo e Moisés ficaram escondidos. A casa onde ficaram é de um colono identificado como Aldo, que cuidava dos dois providenciando alimentação e outros cuidados. Durante a vigília, policiais escutaram algumas conversas entre os presos.

"O Givanildo dizia: 'Isso aqui tá um mar de rosas, ô vida boa, leitinho quente'. Enquanto isso, esperávamos o momento certo para a abordagem", disse um dos agentes que participou da operação.

Prisão

Na hora que avançaram para efetuar as prisões, Givanildo, Moisés e Aldo jogavam baralho e se divertiam sempre comentando a calmaria no local. O primeiro ficou surpreso com a chegada dos agentes e ainda teria feito uma indagação.



"Ele olhou assustado e disse: 'como vocês me acharam'?", relatou um agente. Aldo disse não saber de quem se tratava, referindo-se aos 'hóspedes', mas, segundo a polícia, 'para quem não conhecia, o tratamento era vip', com direito a maçãs e uvas.

Fuga



O reeducando Givanildo Rosa de Souza, apontado como integrante do Primeiro Comando da Capital (PCC/SP), recebeu na fuga o apoio de dois veículos, um Polo de cor prata e um Astra, além de motoqueiros que teriam chegado atirando nos agentes penitenciários que estavam nas guaritas, perto da muralha.

O fugitivo é baiano, morava em Guarulhos e foi preso no dia 02 de setembro passado, em uma operação do Grupo Estadual de Combate às Organizações Criminosas (Gecoc) - em parceria com a Polícia Militar (PM) -, em uma pousada no bairro Cruz das Almas, em companhia de uma menor. A ação foi coordenada pelo promotor de Justiça Alfredo Gaspar de Mendonça.

Apreensões



No mesmo dia da fuga, policiais da Radiopatrulha (RP) localizaram o veículo Polo abandonado próximo ao aeroporto. Horas após, guarnições do 5º Batalhão encontraram uma submetralhadora abandonada dentro de um veículo no conjunto Graciliano Ramos, parte alta de Maceió e adjacente do presídio.

Por trás do Baldomero Cavalcanti também foram encontradas munições para pistolas. 45 e PT-380.

Militares preparam caminhada pela unificação dos salários

As lideranças que representam a classe militar de Alagoas marcaram para o dia 29 de outubro, a partir das 15h, uma caminhada pela aprovação da Proposta de Emenda à Constituição nº 300. A PEC estabelece que a remuneração dos policiais militares dos estados não poderá ser inferior à da Polícia Militar do Distrito Federal, aplicando-se também aos integrantes do Corpo de Bombeiros Militar e aos inativos. O texto altera a Constituição Federal de 1988.

O percurso da caminhada começa no Clube dos Subtenentes e Sargentos, no Trapiche da Barra, e termina na Praça da Faculdade, no bairro do Prado, em Maceió. O ato deve ter início com a chegada da comissão de parlamentares de Brasília, incluindo o relator da proposta, deputado federal Major Fábio (DEM/PB). A bancada alagoana também deve ser convidada.

Como as duas tropas estão empenhadas pela aprovação da PEC 300, a expectativa é para uma boa quantidade de militares marchando pacificamente pelas ruas da cidade. A categoria em outros Estados também está se mobilizando para atos da mesma natureza.

Na opinião do presidente da Associação dos Cabos e Soldados de Alagoas, Wagner Simas, a tropa da PM e do Corpo de Bombeiros precisa ir às ruas demonstrando a força que tem e pedindo a aprovação da PEC 300, que dará um salário mais digno às corporações. Simas também representa o Estado na direção financeira da Associação Nacional dos Praças (Anaspra).

A proposta tem como autor o deputado Arnaldo Faria de Sá (PTB/SP), cuja ementa altera a redação o inciso 9º, do artigo 144, da Constituição Federal. Atualmente, ela aguarda parecer dos membros da Comissão de Constituição e Justiça e de Cidadania, para, então, ser votada ou não pelos parlamentares.

Os policiais e bombeiros militares do Distrito Federal possuem uma remuneração superior aos salários pagos aos agentes dos outros Estados. As discussões para que houvesse a unificação destes vencimentos ocorrem há anos em todo o Brasil.

Desde a apresentação da PEC 300, no dia 4 de novembro do ano passado, audiências públicas vêm acontecendo com a participação de autoridades ligadas à segurança pública do Brasil todo. No último dia 7, dois requerimentos foram apresentados pelo deputado federal Mendonça Prado, propondo a realização de conferência em Aracaju, Sergipe, de uma audiência pública com a presença de um representante da Anaspra.
Fonte - gazeta

segunda-feira, 19 de outubro de 2009

Morre terceiro PM que estava em helicóptero abatido pelo tráfico

Morreu na manhã desta segunda-feira, no Hospital da Aeronáutica, o cabo Izo Gomes Patricio, que estava no helicóptero derrubado por traficantes, sábado, no Morro dos Macacos. Com isso, subiu para três o número de policiais mortos no ataque.

A ordem para os ataques de quadrilhas rivais no Morro dos Macacos, em Vila Isabel (Zona Norte), no último sábado, teria partido de dentro do presídio federal de Catanduvas, no Paraná, onde estão presos os líderes da facção criminosa Comando Vermelho. As informações são da Polícia Civil.

Ainda de acordo com a polícia, os ataques teriam sido comandados pelo traficante Fabiano Atanásio da Silva, foragido da policia e que atua no Complexo de favelas do Alemão. Além disso, o traficante Alexander Mendes da Silva, o Polegar, pode ter participado da invasão. Ele fugiu recentemente da cadeia, ao conseguir progressão do regime fechado para o aberto.

A invasão do Morro do São João aos Macacos, que começou na madrugada do sábado e envolveu traficantes de outras favelas do Rio, deixou 12 mortos, entre eles dois PMs que estavam em um helicóptero abatido pelos bandidos.

O policiamento nos acessos aos morros dos Macacos, em Vila Isabel, e São João, no Engenho Novo, continua reforçado nesta segunda-feira. De acordo com a Polícia Militar, homens do 3ºBPM (Méier), do 6º BPM (Tijuca), do Batalhão de Choque e do Batalhão de Operações Especiais (Bope) estão nas ruas dos bairros de Vila Isabel e do Engenho Novo e nas avenidas Marechal Rondon e Visconde de Santa Isabel.

Desde sábado, dois mil policiais controlam a entrada e saída das favelas da região. De acordo com a polícia, durante a madrugada e nesta manhã a situação está tranquila nos locais.

O comandante do Batalhão de Operações Especiais (Bope), capitão Blaz, comentou nesta segunda-feira a hipótese da Polícia saber sobre a tentativa de quadrilhas rivais tentarem tomar o controle do tráfico do Morro dos Macacos, em Vila Isabel. Segundo o capitão, todas as ações da PM são baseadas em informações do serviço de inteligência da Secretaria de Segurança do Estado do Rio. - Muitas das ações do tráfico deixam de ocorrer por conta da prontidão da corporação, mas, mesmo com a presença nas comunidades, elas acontecem de forma dissimulada - acrescenta Blaz, que também afirma que, de forma alguma, não houve desprezo das informações do setor de inteligência.

Ainda de acordo com o Comandante do Bope, o fato de policiais militares não entrarem nas favelas durante a noite se deve à preocupação com a segurança dos moradores. - Não há o compromisso com a segurança dos moradores daquela comunidade por parte dos traficantes. A corporação tem sempre que aguardar o momento oportuno e sem riscos para a população da comunidade.

Durante o enterro dos três primos, que foram assassinados ao serem confundidos com traficantes quando chegavam em casa, no Morro dos Macacos, o irmão de um deles disse que a própria família teve que retirar os corpos da favela porque a polícia alegou que o local ainda apresentava perigo.

Antropóloga defende a entrada da Polícia Federal

A antropóloga Alba Zaluar, em entrevista na manhã desta segunda-feira à Globo News, defendeu uma nova forma de combate ao crime organizado no país diante da atual realidade. Alba frisou que o fato da ordem de invasão ter saído do presídio de Catanduvas, no Paraná, demonstra que o crime se organizou e precisa ser combatido com uma estratégia nacional. - Dizem que a Olimpíada é do Brasil. O problema da criminalidade também é do Brasil. Esta concentração de presos num único presídio impõe a presença da Polícia Federal - afirmou.

Alba se mostrou surpresa com a utilização de uma metralhadora antiaérea dentro do morro, que derrubou o helicóptero da Polícia Militar. - Isso demonstra que há vontade de mandar uma mensagem ao governo estadual, que tem sido determinado a combater o tráfico. O poder público tem de recuperar o território ocupado da cidade e, por isso, é esperada a reação das pessoas que estão sendo prejudicados em seus negócios - defendeu.

Segundo a antropóloga, a polícia do Rio deve passar da postura reativa para outra pró-ativa, em que intercepta informação e se antecipa a ações como a de sábado, quando o Morro dos Macacos foi invadido por um grupo rival de traficantes. - Isto exige um investimento maior, salários melhores, a fim de que as investigações sejam mais contundentes - concluiu.