Juro não tem discussão, não.
A minha gente hoje anda
Falando de lado e olhando pro chão.
Viu?
(...)
Apesar de você
Amanhã há de ser outro dia.
Eu pergunto a você aonde vai se esconder
Da enorme euforia?"(...)
LEMBRE-SE!!!
VOU COBRAR COM JUROS!!!!
Ao menos cinco presos morreram carbonizados e 35 ficaram feridos na manhã de ontem durante uma rebelião no Presídio do Roger,
Informações preliminares dão conta de que o motim teria começado em razão de uma briga entre os detentos. Os motivos ainda são desconhecidos. Até as 13hs 50min, a secretaria tinha confirmado o nome de dois dos presos mortos: Wilson Barbosa e Osias Marques de Souza. Às 14 horas, a Polícia Militar (PM) e os agentes penitenciários realizavam uma vistoria nos demais pavilhões do presídio para evitar outros tumultos.
Segundo o presidente da Associação dos Agentes Penitenciários de Pernambuco (Aspepe), Nivaldo de Oliveira, “há tempo que os servidores vêm pedindo uma revisão do acordo feito entre o governo e a categoria”. Entre as exigências, pede-se o cumprimento do Plano Diretor, que envolve a realização de concurso público para agente penitenciário, e a realização do Plano de Cargos e Carreiras, que até agora não foi efetivado. “O cronograma elaborado já está vencido e poderá levar à não-liberação dos recursos federais pelo Depen (Departamento Penitenciário). Isso é um descompromisso não apenas conosco, mas com o Governo Federal, que poderá bloquear os recursos destinados à categoria”, defende o vice-presidente da Aspepe, João Carvalho.
De acordo com Nivaldo, há alguns meses os agentes penitenciários tentam se reunir com o governador Eduardo Campos e o secretário de Administração Paulo Câmara, para negociar as questões pendentes, mas, até agora, eles não foram atendidos. “Caso ele não nos receba ou não nos ofereça uma proposta razoável para o cumprimento do acordo, iremos deliberar a greve”, ameaçou Nivaldo. Segundo ele, de acordo com essa reunião, irão decidir se haverá ou não uma paralisação da classe nos próximos dias 29 e 30, deste mês, e 1º do próximo mês.
O secretário de Administração do Estado, Paulo Câmara, afirmou que a secretaria sempre se mostrou solícita com os agentes penitenciários e essa reunião está confirmada para a próxima terça-feira, dia 28. “O concurso para agente penitenciário só não foi divulgado ainda porque estamos aguardando a a sanção de uma lei que aprove a Bolsa de Formação para a classe. Mas o concurso já foi autorizado pelo governo e o edital já está pronto”, afirmou Câmara.
“Hoje contamos com um total de 870 agentes penitenciários para 20 mil detentos. Para piorar, foi inaugurada a Colônia Penal de Paratibe. Não temos efetivo suficiente, o que já se tornou um trabalho extremamente inseguro tanto para os servidores, quanto para os presos”, queixa-se o presidente da Aspepe.
Fonte - folha
Eles também reclamam que estava sobrecarregada pelo Pacto pela Vida. Em nota, o sindicato informou que os plantões do Instituto de Criminalística (IC) não têm máquina fotográfica para registrar os locais de crimes, e que peritos médicos-legistas e escrivães trabalhavam exercendo funções que não seriam de sua responsabilidade.
PASSEATA
Está prevista para a próxima quarta-feira (28) uma passeata de protesto, data em que a prorrogação do prazo para construção da tabela do PCCC completa 120 dias, além de ser comemorado o dia do servidor público. Os policiais civis sairão da sede do Sinpol, na Rua Frei Cassimiro,
Fonte - pe360graus
Sim, companheiros! Finalmente chegou o GRANDE DIA DE DECIDIRMOS por nossa PRÓPRIA VONTADE se paralisamos ou não por 48 horas nossas atividades.
É chegada a hora de saber quem é realmente agente penitenciário de fato. Saberemos quem está valorizando mais o cargo de CHEFIA/ GERÊNCIA do que sua própria profissão. Quem vai colocar a cara à tapa.
Será que ELES vão aparecer na assembléia do dia 21 em frente a SERES? Se expondo que É A FAVOR da paralisação? Pago pra ver!
Vamos todos atender o convite da ASPEPE e decidir por nossa vontade o que devemos fazer com nosso futuro! Vistam-se com suas camisas pretas, jalecos ou qualquer veste que lhe identifique como AGENTE PENITENCIÁRIO!!
Façam do jaleco/camisa A BANDEIRA DA NOSSA LUTA!
COMPAREÇAM! Mas vamos decidir de forma coerente e com a RAZÃO. Não podemos deixar as Unidades desguarnecidas para que a SOCIEDADE não seja usada contra nós e nossa LUTA.
Por Adielton
O detento Givanildo Rosa de Souza, resgatado numa ação ousada do presídio Baldomero Cavalcanti, em Maceió, nessa quinta-feira (15), foi recapturado, juntamente com um comparsa identificado como Moisés, na cidade pernambucana de Garanhuns, por volta das 13 horas deste domingo (18). Além deles, um homem identificado como Aldo, que deu abrigo aos fugitivos, foi trazido para Maceió. Eles foram presos por agentes da Polícia Civil. Todos já estão na sede da Divisão Especial de Investigações e Capturas (Deic), em Maceió, onde foram ouvidos pelo delegado. Amanhã eles devem ser apresentados pela direção-geral da Polícia Civil, em Jacarecica. Os policiais civis das divisões especializadas estiveram de campana desde a quinta-feira (15) em uma propriedade rural localizada em Garanhuns, onde Givanildo e Moisés ficaram escondidos. A casa onde ficaram é de um colono identificado como Aldo, que cuidava dos dois providenciando alimentação e outros cuidados. Durante a vigília, policiais escutaram algumas conversas entre os presos.
A operação contou, além da Deic, com equipes do Tático Integrado Grupo de Resgates Especiais (Tigre ) e também da Seção Especial de Roubo a Banco (Serb), todas coordenadas de perto pelo delegado Paulo Cerqueira.
Campana
"O Givanildo dizia: 'Isso aqui tá um mar de rosas, ô vida boa, leitinho quente'. Enquanto isso, esperávamos o momento certo para a abordagem", disse um dos agentes que participou da operação.
Prisão
Na hora que avançaram para efetuar as prisões, Givanildo, Moisés e Aldo jogavam baralho e se divertiam sempre comentando a calmaria no local. O primeiro ficou surpreso com a chegada dos agentes e ainda teria feito uma indagação. O fugitivo é baiano, morava em Guarulhos e foi preso no dia 02 de setembro passado, em uma operação do Grupo Estadual de Combate às Organizações Criminosas (Gecoc) - em parceria com a Polícia Militar (PM) -, em uma pousada no bairro Cruz das Almas, em companhia de uma menor. A ação foi coordenada pelo promotor de Justiça Alfredo Gaspar de Mendonça. Por trás do Baldomero Cavalcanti também foram encontradas munições para pistolas. 45 e PT-380.
"Ele olhou assustado e disse: 'como vocês me acharam'?", relatou um agente. Aldo disse não saber de quem se tratava, referindo-se aos 'hóspedes', mas, segundo a polícia, 'para quem não conhecia, o tratamento era vip', com direito a maçãs e uvas.
Fuga
O reeducando Givanildo Rosa de Souza, apontado como integrante do Primeiro Comando da Capital (PCC/SP), recebeu na fuga o apoio de dois veículos, um Polo de cor prata e um Astra, além de motoqueiros que teriam chegado atirando nos agentes penitenciários que estavam nas guaritas, perto da muralha.
Apreensões
No mesmo dia da fuga, policiais da Radiopatrulha (RP) localizaram o veículo Polo abandonado próximo ao aeroporto. Horas após, guarnições do 5º Batalhão encontraram uma submetralhadora abandonada dentro de um veículo no conjunto Graciliano Ramos, parte alta de Maceió e adjacente do presídio.
Morreu na manhã desta segunda-feira, no Hospital da Aeronáutica, o cabo Izo Gomes Patricio, que estava no helicóptero derrubado por traficantes, sábado, no Morro dos Macacos. Com isso, subiu para três o número de policiais mortos no ataque.
A ordem para os ataques de quadrilhas rivais no Morro dos Macacos,
Ainda de acordo com a polícia, os ataques teriam sido comandados pelo traficante Fabiano Atanásio da Silva, foragido da policia e que atua no Complexo de favelas do Alemão. Além disso, o traficante Alexander Mendes da Silva, o Polegar, pode ter participado da invasão. Ele fugiu recentemente da cadeia, ao conseguir progressão do regime fechado para o aberto.
A invasão do Morro do São João aos Macacos, que começou na madrugada do sábado e envolveu traficantes de outras favelas do Rio, deixou 12 mortos, entre eles dois PMs que estavam em um helicóptero abatido pelos bandidos.
O policiamento nos acessos aos morros dos Macacos,
Desde sábado, dois mil policiais controlam a entrada e saída das favelas da região. De acordo com a polícia, durante a madrugada e nesta manhã a situação está tranquila nos locais.
O comandante do Batalhão de Operações Especiais (Bope), capitão Blaz, comentou nesta segunda-feira a hipótese da Polícia saber sobre a tentativa de quadrilhas rivais tentarem tomar o controle do tráfico do Morro dos Macacos,
Ainda de acordo com o Comandante do Bope, o fato de policiais militares não entrarem nas favelas durante a noite se deve à preocupação com a segurança dos moradores. - Não há o compromisso com a segurança dos moradores daquela comunidade por parte dos traficantes. A corporação tem sempre que aguardar o momento oportuno e sem riscos para a população da comunidade.
Durante o enterro dos três primos, que foram assassinados ao serem confundidos com traficantes quando chegavam em casa, no Morro dos Macacos, o irmão de um deles disse que a própria família teve que retirar os corpos da favela porque a polícia alegou que o local ainda apresentava perigo.
Antropóloga defende a entrada da Polícia Federal
A antropóloga Alba Zaluar, em entrevista na manhã desta segunda-feira à Globo News, defendeu uma nova forma de combate ao crime organizado no país diante da atual realidade. Alba frisou que o fato da ordem de invasão ter saído do presídio de Catanduvas, no Paraná, demonstra que o crime se organizou e precisa ser combatido com uma estratégia nacional. - Dizem que a Olimpíada é do Brasil. O problema da criminalidade também é do Brasil. Esta concentração de presos num único presídio impõe a presença da Polícia Federal - afirmou.
Alba se mostrou surpresa com a utilização de uma metralhadora antiaérea dentro do morro, que derrubou o helicóptero da Polícia Militar. - Isso demonstra que há vontade de mandar uma mensagem ao governo estadual, que tem sido determinado a combater o tráfico. O poder público tem de recuperar o território ocupado da cidade e, por isso, é esperada a reação das pessoas que estão sendo prejudicados em seus negócios - defendeu.
Segundo a antropóloga, a polícia do Rio deve passar da postura reativa para outra pró-ativa, em que intercepta informação e se antecipa a ações como a de sábado, quando o Morro dos Macacos foi invadido por um grupo rival de traficantes. - Isto exige um investimento maior, salários melhores, a fim de que as investigações sejam mais contundentes - concluiu.