terça-feira, 8 de outubro de 2013

HISTÓRIA DO PASSADO, PRESENTES NOS DIAS DE HOJE


            No Brasil os movimentos de participação popular vieram da década de 70, com o advento do regime autoritário que iniciou em 1964, quando tivemos homens honrados como o ex-Governador de Pernambuco Dr. Miguel Arraes de Alencar, retirado à força do palácio do campo das princesas e expulso do país pelos M I L I T A R E S. Esses dias cruéis estavam apenas começando e houve o seu endurecimento em 1968, com a edição do ato constitucional nº 5 (O A I 5), que significou na prática um golpe de Estado, dando plenos poderes para os generais fazerem o que quiser, sem passar pelos tribunais civis, período negro da história do Brasil. Na década de 60 concomitante, surgiu a política do C O R O N E L I S M O em Pernambuco. Na cidade de Limoeiro, tínhamos o Cel.Chico Heráclito, no sertão o Cel.“Serrita’,entre outros. Eles criavam as regras do “jogo” e eram donos do “apito”. A justiça e o governo faziam o que eles queriam, tempos de “caverna”.
 A categoria dos Agentes de Segurança Penitenciária está passando por um período muito semelhante. Direitos sem serem respeitados e ceifados na justiça, sentenças judiciais com muita morosidade quando é para nos beneficiar, andando a passo de “tartaruga” e quando é para punir, essas andam com muita celeridade, velocidade de “aviões supersônicos”.
Alguns processos estão com muita inércia na justiça, prejudicando o direito de muitos:
Processo da progressão dos 128 (cento e vinte e oito);
Enquadramento do nível médio:
Escala de serviço ganho no Supremo Tribunal Federal (STF);
Os Agentes estão sendo desviados dos plantões para custódias hospitalares, deixando algumas unidades prisionais com 04 (quatro) Agentes para mais de 1400 (um mil e quatrocentos) presos, ficando uma proporção de 350 (trezentos e cinquenta) presos para 01 (um) agente. Fragilizando a segurança e comprometendo a integridade física dos Agentes.
A categoria está sendo obrigada ao trabalho de doze horas durante o dia na penitenciária e as outras doze horas do plantão na custodia de presos nos hospitais, que muitas vezes não possuem nem uma cadeira para um descanso. A convenção mundial de saúde e do trabalho não permitem 24 (vinte e quatro) horas de trabalho ininterruptas, sem condições de descanso, isso é trabalho escravo. Será que nas Policias: Militar, Federal e Agente Penitenciário Federal, funcionam dessa maneira.
“Pior sistema penitenciário do Brasil, segundo juiz de direito Dr. Eder Jorge, coordenador do mutirão carcerário do Conselho Nacional de Justiça (CNJ) em Pernambuco”.
O governo disponibilizou 610 (seiscentas e dez) cotas no valor de R$180,00 para custódias hospitalares de 12 horas. Queremos saber quem está no beneficio?
Recentemente o diretor do “SINDASP-PE” Ávila, publicou uma matéria dizendo: “O Nivaldo é um “X9”, (entrega os segredos e as articulações), “PELEGO”, (líder sindical de confiança do governo), esse termo foi popularizado na era “Vargas”, quando o mesmo se vendia a classe patronal ou ao governo. Pedimos esclarecimentos ao Nivaldo. Sendo essas acusações verídicas, entenderemos porque nossos direitos supracitados estão nessa inércia, travados.
Quando falta a integridade, igualdade, justiça, honestidade, dignidade, crescimento e contribuição, perdem-se o respeito, a confiança e a governabilidade.
Acreditamos que o Governador de Pernambuco eleito o melhor do Brasil, não tenha conhecimento desses fatos. Atribuímos todo esse castigo que a nossa categoria é submetida ao nosso glorioso “SINDASP-PE’, pela falta de diálogo, habilidade nas negociações, orgulho, rancor ou como citou o diretor “pelego”, vendido.
 Há uma frase que nos traz muita esperança que vivemos em novo tempo.
“Isso é coisa da política antiga” (Eduardo Henrique Accioly Campos).
Autorizo a publicação nas redes sociais, divulgação em “site” e todo meio de comunicação.
Por - Cícero Thiago Gomes de Mendonça



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